Cinco cuidados para ter antes de engravidar

Os cuidados com a gravidez devem começar logo que o casal planeja ter um filho, e não só no início da gestação. Segundo a ginecologista e obstetra Erica Mantelli, o primeiro passo para uma gestação saudável é consultar-se com um especialista.

“A mulher deve fazer alguns exames como hemograma, análise de colesterol e diabetes, ultrassonografia, sorologias, dosagens hormonais e verificação da pressão arterial para avaliar suas condições físicas. Além disso, para a segurança da mulher é importante informar o médico sobre medicações que está tomando, pois algumas podem ser perigosas para o bebê, devendo ser suspensas e substituídas antes mesmo da gravidez”, afirma a Erica.

Para auxiliar as mães, a especialista lista alguns cuidados simples no dia a dia podem favorecer a gravidez desde o início. Veja:

1 – Cuide da alimentação

Algumas futuras mamães precisam receber uma dose extra de vitaminas para que o bebê se desenvolva com saúde e, por isso, muitos médicos recomendam a ingestão de ácido fólico.

“O ácido fólico pode prevenir defeitos no fechamento do tubo neural e também doenças congênitas. O recomendado é a mulher tomar 400mcg (0,4mg) de vitamina três meses antes de começar as tentativas para engravidar”, esclarece Erica.

mulher-corrida
(Foto:Freepick)

2 – Pratique exercícios

Além de ajudar a manter o peso, a prática melhora sua postura, prevenindo dores lombares, reduz inchaço nas pernas e também auxilia para o trabalho de parto e para reduzir o risco de doenças graves como o diabetes gestacional e hipertensão.

3 – Vá ao dentista

“As mudanças hormonais decorrentes da gravidez podem deixar os dentes e gengivas mais sensíveis. Por isso, é importante cuidar da saúde bucal antes da gestação”, sugere a médica. Visite seu dentista e faça um check-up e limpeza para evitar complicações posteriores.

4 – Evite infecções

Manter hábitos saudáveis evita qualquer tipo de infecção que possa prejudicar a saúde do bebê. Verifique se as comidas na sua geladeira são mantidas a menos de 4ºC de temperatura para evitar o risco de contrair infecções bacterianas e fique atenta ao preparo do alimento, com lavagem adequada de frutas e verduras.

5 – Conheça o histórico familiar de doenças

Investigue se há casos na família de síndrome de Down, anemia falciforme, fibrose cística, atrasos de desenvolvimento, defeitos congênitos ou problemas de coagulação do sangue. “Essa investigação é necessária para prevenir complicações da gravidez e avaliar a possibilidade do seu bebê desenvolver algum tipo de anormalidade”, alerta.

Fonte: Erica Mantelli, ginecologista e obstetra.

 

Leia também:

Mitos e verdades sobre gravidez gemelar

Cinco dicas para realizar exercícios físicos seguros na gravidez

Pressão alta na gravidez pode trazer perigo para mãe e bebê

 

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

 

Anúncios

Seis dicas para melhorar a alimentação das crianças

Ter filhos que comem de tudo, principalmente frutas, legumes e verduras, parece ser o sonho de nove em cada dez mães. Mas dicas preciosas podem mudar o rumo da alimentação na sua casa, a começar pela postura dos responsáveis.

A nutróloga Patrícia Savoi Canineu, lista seis dicas para melhorar a alimentação dos pequenos. Veja!

1- Dê o exemplo. Seu filho comerá melhor se perceber o mesmo comportamento em você.

2- Leve as crianças para a cozinha. Ao incluí-las no preparo do alimento, elas tendem a se interessar em experimentá-lo.

3- Leve seu filho à feira. Deixe que ele escolha alguns dos legumes, verduras e frutas que comerá na semana.

4- Varie as formas de preparo. Se a criança, por exemplo, não come brócolis refogado, experimente servi-lo em forma de bolinho.

5- Nada de proibições. Restringir os doces da alimentação da criança pode fazer com que ela se interesse ainda mais por eles.

6- Fuja de ameaças. Forçar a ingestão de um determinado alimento pode fazer seu filho associá-lo a um confronto, tornando a experiência da alimentação em algo desagradável.

 

Fonte: Patricia Savoi Canineu, nutróloga.

 

Leia também:

Conheça os benefícios do espinafre para as crianças

Lancheiras devem ser montadas de acordo com idade das crianças

Fast foods podem levar a doenças como obesidade, hipertensão e diabetes

 

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

Inverno aumenta risco de meningites bacterianas em crianças

No próximo dia 21 de junho estaremos oficialmente no inverno. Além do frio, da chuva e de dias mais secos, essa estação é propícia para a propagação de doenças como as meningites bacterianas.

Segundo a neuropediatra, Dra. Andrea Weinmann, no inverno é mais comum casos de meningites causadas por bactérias. Já as virais tendem a ser mais prevalentes no verão.

“A meningite é um processo inflamatório das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença tem diferentes origens, mas as meningites infeciosas, que podem ser causadas por vírus, bactérias, fungos e protozoários, são as mais comuns. A meningite, entretanto, pode também ser causada por doenças sistêmicas, como câncer ou lúpus, por exemplo ou ainda como consequência de certos medicamentos”, explica Dra. Andrea.

O risco de desenvolver uma meningite bacteriana é maior em crianças menores de cinco anos e em adultos com mais de 60 anos. Estima-se que em 75% dos casos, as vítimas são crianças com menos de cinco anos.

A meningite bacteriana é uma emergência médica, pois precisa de diagnóstico e tratamento imediatos para reduzir o risco de sequelas, como surdez e atrasos neuropsicomotores. A taxa de mortalidade também é alta quando se trata de meningite bacteriana.

“A grande maioria das meningites bacterianas são causadas por um crescimento anormal das colônias das bactérias que habitam a nasofaringe e a orofaringe. As bactérias se multiplicam e resistem às defesas do organismo. Com isso, elas atingem a corrente sanguínea e chegam ao sistema nervoso central, levando assim à infecção das
meninges e da medula”, comenta Dra. Andrea.

Infelizmente, os sinais e sintomas em bebês podem ser inespecíficos e isso atrasa o diagnóstico. “Febre alta, recusa alimentar, vômitos, apatia e irritabilidade podem sugerir alguma alteração em crianças menores, principalmente em bebês. Nessa faixa etária, os sinais de irritação da meninge não são tão frequentes”, explica Dra. Andrea.

Já as crianças maiores costumam apresentar sintomas bem característicos, como dor de cabeça, vômitos e febre com início repentino ou insidioso.

“A criança pode apresentar também sensibilidade à luz (fotofobia), sonolência e letargia. No exame clínico procuramos os sinais clássicos da irritação das meninges, como rigidez da nuca e flexão involuntária dos membros inferiores quando o pescoço é fletido (flexionado), além do sinal de Kernig (impossibilidade de estender a perna em um grau específico quando a perna é flexionada)”, afirma a neuropediatra.

“Um sintoma clássico da meningite meningocócica é o exantema, que são manchas ou pontos avermelhados que podem evoluir para petéquias de cor mais escura ou púrpura”, comenta Dra. Andrea.

Os pais devem ficar atentos a essa lista de sintomas e procurar um pronto-socorro o quanto antes, mesmo que seja para descartar uma meningite. O início da terapia antibacteriana endovenosa deve ser imediato, por isso a criança é internada ainda no atendimento do pronto-socorro.

Fonte: Dra. Andrea Weinmann, neuropediatra.

Leia também:

Gravidez no inverno tende a diminuir enjoos matinais e garante melhor qualidade de sono

Especialista dá dicas para cuidados com a pele dos bebês durante o inverno

Doenças infecciosas: descubra como reconhecer, prevenir e tratar o problema

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

Teste do pezinho: conheça doenças que são diagnosticadas

O Teste do pezinho é obrigatório e gratuito em todo território brasileiro. Realizado a partir da coleta de gotinhas de sangue do calcanhar do bebê, de forma rápida e quase indolor, o exame é fundamental na prevenção da deficiência intelectual e na melhoria da qualidade de vida das crianças.

Para que a prevenção seja possível, o exame deve ser realizado após as primeiras 48 horas do nascimento e até o 5º dia de vida do bebê.

Assim, se for diagnosticada alguma doença prevista no Teste do pezinho, é possível intervir de forma segura e eficaz, evitando complicações graves para a  saúde dos recém-nascidos.

Atualmente, é disponibilizado pelo SUS o exame básico que consegue detectar seis doenças: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Anemia Falciforme e demais Hemoglobinopatias, Fibrose Cística, Hiperplasia Adrenal Congênita e Deficiência de Biotinidase.

Há também outras versões do Teste do Pezinho para o mercado privado, que podem chegar à detecção de até 50 doenças raras.

d_teste_do_pezinho
Especialista explica as seis doenças que o exame básico identifica e ajuda prevenir complicações graves. (Foto: Freepik)

Para entender melhor o assunto, a Dra. Flavia Piazzon, médica geneticista, explica mais sobre as doenças que o Teste do pezinho básico diagnostica. Veja!

1.    Fenilcetonúria

A Fenilcetonúria é uma doença de causa genética que causa deficiência de uma enzima muito importante para o organismo, a  fenilalanina  hidroxilase.

“A  pessoa  não  consegue converter a fenilalanina em tirosina e, com isso, há um acúmulo do aminoácido fenilalanina, que em excesso é tóxico e pode causar sérios problemas neurológicos, entre eles a deficiência intelectual”, conta Dra. Flavia.

2.     Hipotireoidismo congênito

Esta  doença  é  causada  pela  ausência  ou  mal  funcionamento  da  glândula  da tireoide,  localizada  no pescoço. A doença não tem cura, mas tem tratamento que é feito à base de reposição hormonal por medicamento via oral.

Quanto mais cedo é feito o diagnóstico, melhor para a saúde do bebê, que poderá desenvolver-se de forma adequada e saudável. Se não for tratada logo e de forma correta, a doença pode atrasar o desenvolvimento do bebê e leva-lo à deficiência  intelectual.

3.     Anemia Falciforme

De origem genética, a anemia falciforme é causada por uma alteração na forma dos glóbulos vermelhos, que ficam deformados e se rompem precocemente. Devido a isto, a pessoa pode apresentar quadros abruptos de anemia, além de inchaços no corpo, principalmente nos bebês.

“Nas crises agudas da doença, o tratamento imediato em pronto-socorro pode ser necessário, no qual o paciente receberá soro e, em alguns casos,  haverá  necessidade  de  transfusão  de sangue. No entanto o papel do teste do pezinho é o diagnóstico precoce na tentativa de evitar estas crises”, explica Dra. Flavia.

4.    Fibrose cística

A fibrose cística também de origem genética afeta a regulação de sódio e cloro nas células. Quem tem a doença,  apresenta  secreções  mais  espessas,  principalmente  nos  pulmões,  o  que  pode  facilitar  infecções  pulmonares.  A doença também causa problemas nas enzimas digestivas do pâncreas, que em bebês pode dificultar o ganho de peso.

“A pessoa que possui fibrose cística não consegue digerir bem as gorduras, o que pode levar a uma desnutrição se o paciente não for diagnosticado e tratado, pois não há
absorção adequada dos alimentos”, destaca a médica.

5.    Hiperplasia Adrenal Congênita

“Caracterizada  pela  deficiência genética da enzima 21-hidroxilase, a hiperplasia adrenal congênita altera a produção de hormônios nas glândulas adrenais, que ficam localizadas sobres aos rins. Com isto, pode levar a uma desidratação potencialmente fatal nas formas perdedoras de sal”, alerta a geneticista.

A doença pode também levar a um distúrbio de diferenciação sexual. O tratamento envolve medicamentos e, em alguns casos, cirurgia reconstrutiva.

6.   Deficiência de Biotinidase

Considerada um erro inato do metabolismo, a pessoa que apresenta a deficiência de biotinidase não é capaz de reciclar a vitamina biotina, presente no leite materno, carnes e leguminosas.

“O bebê pode apresentar lesões de pele avermelhadas (rash cutâneo), queda de cabelos, atraso do desenvolvimento levando a deficiência intelectual e problemas auditivos, como a surdez”, explica Dra. Flavia. O tratamento é feito com comprimidos de vitamina B7 em grande quantidade.

Fonte: Dra. Flavia Piazzon, médica geneticista e consultora científica da APAE de São Paulo.

Saiba quando fazer tratamento de canal em criança

Se o tratamento de canal já parece assustador para os adultos, imagina para a garotada?

De acordo com a dentista Marina Campos Esteves, o tratamento de canal nos pequeninos se torna necessário quando a polpa dentária (tecido que se encontra no interior do dente) é atingida por trincas, fraturas dentais, normalmente causadas por quedas e principalmente por um processo avançado de cárie.

O tratamento de canal refere-se à remoção dessa polpa, com a substituição do espaço que ela ocupava por uma pasta obturadora odontológica. Em casos de uma inflamação da polpa (pulpite) será necessária anestesia local.

Segundo a especialista, se o caso for mais avançado, ocasionando a morte dessa polpa (necrose), a criança não precisa de anestesia.

“Em dentes de leite removemos a polpa e a substituímos por uma pasta obturadora. Em dentes permanentes substituímos a polpa por cones de um material semelhante à uma borracha, conhecidos como guta percha.  Esse tratamento costuma ser realizado em uma única sessão. Já, em dentes permanentes, o procedimento pode durar uma ou mais sessões”, explica Marina.

tratamento-canal-criança
Intervenção tardia no dente de leite poderá prejudicar a mastigação, a formação da arcada e ainda contaminar os outros dentes.

Mesmo parecendo assustador para os pais e para as crianças, o tratamento é necessário. Conforme a profissional, a intervenção tardia no dente de leite poderá prejudicar a mastigação, a formação da arcada e ainda contaminar os outros dentes, mesmo os que ainda não nasceram.

A turismóloga Giovanna Machado já passou por tratamento de canal, mas toma todos os cuidados para que a filha Carina Machado, de 8 anos, não precise da intervenção. “Criança geralmente não se preocupa muito com os dentes e acha até chato. Cabe a mim, como mãe, ficar no pé. Até hoje, ela nunca teve uma cárie”, afirma.

Para evitar o canal, a dentista recomenda escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia e usar o fio dental corretamente. Além disso, é importante evitar o consumo de doces com frequência, principalmente quando os responsáveis não estiverem por perto para acompanhar a escovação.

A dentista também dá algumas dicas para os pais identificarem os sintomas. Veja:

– Manchas nos dentes, tanto escuras quanto claras;

– Queixas de dor nos dentes;

– Quedas ou traumas sofridos na região da face.

 

Fonte: Marina Campos Esteves, dentista do Hapvida.

 

Leia também:

Planejamento gestacional também deve incluir visitas ao dentista

Quatro dicas sobre o uso do fio dental

Afta em crianças: como tratar?

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

Caixinha de pipoca para as festas juninas

Faça uma caixinha de pipoca para as comemorações das festas juninas escolares, em família ou com os amigos. A atividade estimula a criatividade e a coordenação motora dos pequenos durante a produção das peças. Veja abaixo o passo a passo e saiba como produzir o adereço junino e se divertir com a criançada!

1

Materiais:

– Cola bastão
– Caixinha de papel
– Canetinha preta
– Lápis
– Tesoura sem ponta
– Fita de cetim colorida
– Papéis coloridos
– Palito de churrasco

 

Passo a passo:

2

Passo 1: Recorte três bandeirinhas no papel colorido e cole-as na caixinha.

3
Passo 2: Desenhe as partes do rosto no papel e recorte-as. Monte seu rosto colando tudo.
Passo 3: Desenhe os olhinhos e a boca com canetinha. Depois, faça um laço e amarre-o no palito.

4
Passo 4: Complete a caixinha com pipoca e coloque o boneco.

Fonte: Pritt.

Leia também:

Você dá liberdade à criança para explorar o mundo fora de casa e da escola?

Aprender brincando: descubra quais atividades estimulam o desenvolvimento cognitivo dos pequenos

O que a falta do brincar na natureza pode causar em nossas crianças?

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.