Doenças respiratórias são mais frequentes em crianças com câncer n no inverno

Com a chegada do inverno doenças de transmissão respiratória como a gripe atingem grande parte da população, principalmente durante os meses mais frios do ano. É nessa época que surgem epidemias de vírus como o H3N2, que vitimou idosos e crianças em 2016.

As crianças menores de dois anos, principalmente os imunossuprimidos devido ao tratamento oncológico fazem parte do grupo de maior risco para o aparecimento de complicações infecciosas e devem ter cuidado redobrado. É o que alerta a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE).

De acordo com a médica Teresa Cristina, presidente da SOBOPE, crianças em tratamento contra o câncer em processo de quimioterapia são ainda mais vulneráveis a esse tipo de vírus devido ao sistema de defesa do organismo estar enfraquecido, permitindo o contágio da doença.

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(Foto: Freepik)

Teresa explica que é necessário ficar alerta aos sintomas demonstrados pelo contágio do vírus H3N2 em crianças e procurar um médico o quanto antes. “Os sintomas são caracterizados por febre acima de 38º C, dores de cabeça, musculares e no corpo, calafrios, falta de energia, diarreia, vômitos e coriza”, explica a especialista.

Crianças em tratamento do câncer devem redobrar os cuidados, por conta do risco da doença se agravar, podendo ocorrer pneumonias extensas, com infecção bacteriana secundária levando à internação hospitalar.

“Antes de vaciná-la, é recomendado consultar um médico se é possível a criança em tratamento com quimioterapia ser imunizada com a vacina para influenza, que é gratuita para pacientes com baixa resistência”, alerta a especialista.

Além disso, os lugares em que esses pacientes frequentam devem ser analisados pelos seus responsáveis para auxiliar na prevenção dessas doenças. “Indicamos aos pais que façam a higienização das mãos da criança com frequência, ter uma alimentação rica em nutrientes e vitaminas, manter sempre mãos e pés aquecidos, além de usar toucas”, finaliza.

 

Fonte: Teresa Cristina, presidente da SOBOPE.

 

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Consumo equilibrado de ovo favorece o desenvolvimento saudável das crianças

As crianças precisam de uma alimentação nutritiva para ter um crescimento e desenvolvimento saudáveis. Opções para incluir no cardápio do dia a dia não faltam, e o ovo é uma delas! O alimento é versátil e, por isso, pode conquistar facilmente o paladar dos pequenos.

“A gema do ovo bem cozida pode começar a ser oferecida a partir do sexto mês de idade, já a clara, somente após os 12 meses”, orienta a nutricionista Julieta Harumi Tajima. A clara do ovo é liberada só após o primeiro ano de vida pelo alto teor de albumina, uma proteína que pode desencadear sintomas alérgicos em pessoas sensíveis.

Repleto de benefícios

O ovo é rico em ferro, mineral que combate e previne a anemia; vitamina D e fósforo, duas substâncias importantes para a saúde dos ossos; e vitamina B12, que age na formação de hemácias, células vermelhas do sangue; entre muitas outras substâncias benéficas.

Porém, o que mais se destaca no alimento são as proteínas. “São nutrientes que podem ser comparados a ‘tijolos de construção’, portanto, auxiliam no crescimento da criança”, destaca Julieta.

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(Foto: Frepik)

As proteínas são necessárias para a formação e manutenção de todos os tecidos do corpo (pele, cabelos, unhas e músculos, por exemplo). E, para completar, o ovo contém luteína e zeaxantina, uma dupla de substâncias antioxidantes que trabalham para a saúde dos olhos, promovendo a boa visão durante a vida toda.

Para obter só os benefícios, basta evitar excessos, o que é indicado para qualquer alimento. “A ingestão excessiva pode provocar o aumento dos níveis séricos de colesterol ruim LDL, aumentando o risco de dislipidemias e doenças cardiovasculares”, avisa a nutricionista Renata Alvarenga.

É importante também ter atenção ao modo de preparo: o ovo não deve ser frito, para não acrescentar gorduras prejudiciais e calorias ao prato. Boas formas de preparo são ovo cozido, pochê ou omeletes feitas com pouco óleo e em frigideira antiaderente (para deixá-las ainda mais nutritivas, acrescente alguns legumes picadinhos, como cenoura, beterraba, abobrinha ou cebola).

Quanto consumir?

“Crianças menores, de dois a seis anos, podem consumir três ovos por semana. Crianças a partir de seis anos podem consumir até dois ovos por dia, mas o ideal é ter moderação”, responde Renata. O importante é incluí-lo em uma alimentação equilibrada, com outras fontes de proteínas (carne, frango, peixes), frutas, verduras, legumes e carboidratos, variando as opções durante a semana.

Fonte: Julieta Harumi Tajima, nutricionista; Renata Alvarenga, nutricionista.

 

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Os benefícios da massagem para a saúde física e mental das crianças

Conhecida como uma das atividades com maior capacidade para relaxar o corpo e diminuir o estresse do dia a dia, as massagens costumam ser contratadas apenas por adultos, mas é importante que os pais e responsáveis saibam que a prática tem benefícios também para a saúde das crianças.

A fisioterapeuta Patrhícia Prieto afirma que a massagem reduz os níveis de hormônio do estresse e de glicose no sangue, além de aumentar a imunidade dos pequenos.

“As crianças de hoje em dia vivem sob maior pressão e excesso de atividades, o que pode acabar gerando aumento nos casos de ansiedade, tendências à depressão, insônia e dificuldade em se relacionar, atrapalhando assim o desenvolvimento social”, explica a profissional.

Segundo ela, a massagem é uma opção para evitar esses problemas numa fase tão precoce da vida, dessa forma é possível melhorar a concentração e o desempenho escolar, além de aprimorar os movimentos psicomotores, a capacidade cognitiva e até o crescimento da criança.

Fonte: Pathrícia Prieto, fisioterapeuta.

 

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Saiba o que fazer quando os filhos brigam

Situações corriqueiras na infância, as brigas com os amiguinhos são passos importantes no desenvolvimento das crianças. Não que os pais devam incentivar os seus filhos a isso, nem apoiar as desavenças, mas é fundamental deixar o pequeno resolver sozinho esses desentendimentos. A não ser que a peleja ultrapasse o limite do aceitável, ou seja, quando há agressões físicas e bullying.

A psicóloga Marcela Caiado de Castro explica que, na maioria dos casos, os pais não devem intervir. “Eles não devem se preocupar com as brigas, nem superproteger a criança. Devem, sim, possibilitar que ela amadureça e possa criar seus próprios recursos, que a acompanharão por toda a vida”, frisa.

Para muitos pais, não é fácil controlar a vontade de defender seu filho na hora das brigas e discussões com os amiguinhos. Porém, o ideal é manter-se o mais afastado possível da situação, observando à distância como seu pequeno vai resolver a pendência.

“A cada etapa do desenvolvimento, o ser humano apresenta, sim, recursos para resolver os conflitos, e assim se estruturar para quando os conflitos da próxima etapa aparecerem”, salienta a psicóloga.

Oriente seu filho

– Proponha que ele se coloque no lugar do outro, mesmo que o amigo esteja errado.

– Peça que ele tente entender o porquê desta atitude do colega na hora do conflito.

– Explique que, num momento de raiva, discutir não ajuda em nada. Quando os ânimos se acalmarem, a amizade voltará ao normal.

– Seu filho precisa aprender que amigos também brigam, mas que é preciso tomar cuidado com as palavras, para não ofender. Assim, a criança pratica o respeito e a tolerância.

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(Foto: Pixabay)

Na idade escolar

Muitas vezes, até entre melhores amigos existem discussões, discordâncias e ciúme. Não é raro o filho reclamar que está chateado com algum coleguinha ou que brigou na escola. Nessas horas, os pais precisam apenas orientar a criança para que ela aprenda a resolver a questão da melhor forma.

Mais que se preocupar em incentivar o filho a retomar a amizade, é importante que os pais estejam atentos aos comportamentos e sentimentos hostis voltados à criança envolvida na briga.

Ensinar o pequeno a lidar com seus sentimentos é fundamental para que ele se torne uma pessoa capaz de se relacionar com diferentes grupos de pessoas, a lidar com o preconceito, com as diferenças de modo geral.

Quando se preocupar?

  • quando perceber que o pequeno agride o amiguinho em situações isoladas;

  • quando as crianças não estão numa situação que sugira a competição;

  • quandoseu filho não tem controle sobre a força que possui;

  • quando utiliza ferramentas como brinquedos, objetos pontiagudos, lápis, caneta, pedras, para agredir o colega;

  • quando há intenção de machucar o outro.

 

Fonte: Marcela Caiado de Castro, psicóloga clínica.

 

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Bolo de maçã com canela

Saiba como preparar este delicioso bolo de maçã com canela. Veja a receita!

Ingredientes:

  • 2 xícaras de açúcar
  • 1 xícara de óleo – de preferência para milho ou canola
  • 4 ovos inteiros
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 3 maçãs, sem casca, picadas
  • 1 colher de sopa de fermento para bolo
  • 1 colher de café de canela em pó
  • 1 punhado (a gosto, opcional) de uvas passas
  • Açúcar e canela para untar

 

Modo de preparo:

  1. Bata no liquidificador o açúcar, os ovos e o óleo;
  2. Despeje a mistura em uma tigela e acrescente a farinha, misture até a massa ficar uniforme;
  3. Adicione a canela, as uvas passas, o fermento e as maçãs picadas;
  4. Leve para assar em forno aquecido;
  5. Utilize forma de buraco no meio, untada com açúcar e canela (ou, pode ser untada apenas com farinha);
  6. Asse em forno baixo, por aproximadamente 1 hora e 30 minutos;
  7. O tempo de forno pode variar dependendo do seu fogão;
  8. Ponto de faca limpa.

 

Fonte: Tudo Gostoso.

 

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Saiba a importância do contato físico e interação entre pais e filhos

Todo pai e mãe já deve ter ouvido falar que, para a criança não ficar “mal acostumada”, é preciso evitar colo demais e até ignorar seu choro de vez em quando; dessa forma, ela se acostuma com a ausência dos adultos.

Mas pesquisas científicas apontam que bom mesmo é dar carinho, pelo menos nos primeiros anos de vida: o afeto é necessário para o desenvolvimento dos pequenos. E o contato com o pais nessa fase vai influenciar até mesmo na vida adulta.

Papai em ação

É  na primeira infância o período em que as crianças mais precisam de atenção e afeto. O contato com os pais faz a diferença para o desenvolvimento saudável do bebê, e a presença do pai neste momento é fundamental.

Segundo o professor Walter Eustáquio Ribeiro, o ambiente amoroso, com uma família compreensiva e tranquila, faz com que a criança fixe melhor o conhecimento. Portanto, colo e abraço estão liberados: em vez de mimar, esses hábitos colaboram para que a criança desenvolva suas capacidades motoras e cognitivas, e ainda fortalecem o sistema imunológico. Mas o afeto familiar significa mais do que apenas o contato físico.

“Os primeiros anos de vida são o momento em que a criança mais precisa de colo, pois ela precisa se sentir segura. Quando ela começa a interagir com os pais, é hora de demonstrar que estão presentes de outras formas: conversando, mostrando interesse pelas atividades da criança, ensinando, porque é hora de ela se socializar. Quem recebe afeto fica mais seguro, inclusive, para ingressar na escola”, destaca Ribeiro.

Interação com filhos.
(Foto: Freepik)

De acordo com a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, uma das principais estudiosas em mente infantil do país, o carinho molda o cérebro nessa fase.

“São várias pesquisas científicas que comprovam o carinho físico, o toque e o contato como um moldador cerebral que torna a criança mais hábil e com o sistema de proteção orgânico mais forte. Isso acontece por causa da ocitocina, um hormônio altamente influente na formação cerebral, que é produzido durante a amamentação e liberado também no abraço, no beijo, na massagem”, explica.

Esses benefícios em relação ao desenvolvimento físico, portanto, já são conhecidos, como confirma o neurologista infantil Christian Muller.

“Tal fato ficou evidente em pesquisas com crianças em situações de fragilidade social e abandono por parte dos pais, com perceptível atraso global no desenvolvimento. Por outro lado, tão logo foram estas crianças expostas a lares afetivos e protegidos, muitas se recuperam, dependendo de um conjunto de fatores”, relata.

Primeiros e importantes anos de vida

Segundo Christian, é na primeira infância que o desenvolvimento dos neurônios avançam, adquirindo melhores conexões entre as células nervosas, contribuindo para as funções motoras, de linguagem e social.

Ocorrem o crescimento e amadurecimento do cérebro, aquisição dos movimentos, desenvolvimento da capacidade de aprendizado, iniciação social e afetiva, entre muitos outros aspectos interligados e influenciados pelo ambiente onde a criança vive.

Segundo informações da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, o estímulo adequado às crianças de até seis anos, aliado à boa alimentação, gera benefícios que vão desde o aumento da aptidão intelectual até a formação de adultos preparados para lidar com os desafios do cotidiano. A qualidade de vida nesse período, portanto, além de ajudar no desempenho escolar, colabora para uma vida adulta mais tranquila.

 

Fontes: Walter Eustáquio Ribeiro, professor e vice-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal; Christian Muller, neurologista infantil; Suzana Herculano-Houzel, neurocientista.

 

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