Saiba como encontrar a ajuda certa para seu filho se dar bem nos estudos

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Foto: Canstock.

Ninguém está a salvo de tirar nota baixa vez ou outra e os pais, por sua vez, devem moderar seu nível de exigência: a oscilação no rendimento é normal. Mas, quando o problema persiste, o melhor caminho é conhecer os fatores que estão afetando o seu desempenho. Há os casos menos complexos, nos quais as notas baixas surgem em decorrência da não adaptação da criança à metodologia de ensino adotada pela escola ou mesmo por um professor, especificamente. “Isso pode ser constatado, por exemplo, após uma troca de colégio – embora a transferência não deva se tornar recorrente, sem o embasamento de um diagnóstico”, explica a neuropsicóloga Anna Carolina Rufino Navatta. “Também é natural que o aluno tenha uma habilidade ou identificação menor com determinada área do conhecimento. Nestas situações, aulas particulares, apoios e reforços podem bastar”, completa.

 

Algumas causas

A especialista alerta para o fato de que disfunções na visão e na audição comumente passam despercebidas pelos pais. Conflitos familiares, traumas, instabilidade emocional, ansiedade e depressão também podem contribuir para uma queda de rendimento. Todavia, um diagnóstico especializado – no qual são aplicados testes para uma avaliação neuropsicológica, fonoaudiológica e psicopedagógica – pode esclarecer o quadro e direcionar para o tratamento mais indicado, evitando outros problemas.

 

Fique atento!

O desempenho escolar do seu filho está abaixo do esperado em uma ou mais disciplinas? Antes mesmo de aparecerem as notas baixas, fique atento aos indícios de que ele pode apresentar alguma dificuldade ou transtorno. As dicas são da neuropsicóloga Anna Carolina Rufino Navatta.

 

Pais devem:

· Estar em contato contínuo com a escola

· Averiguar se a criança está acompanhando a proposta pedagógica, participar das reuniões e manter diálogo constante com professores

· Observar se a criança não reconhece ou confunde as letras, mesmo após insistentes repetições e trabalho coerente realizado pela escola

· Atrasos no desenvolvimento da fala e trocas de letras podem ser preditivos de algumas dificuldades

· Antecedentes na família (pais ou parentes que apresentaram dificuldades escolares)

· Dificuldade em aprender rimas e músicas

· Dificuldade para lembrar o nome das coisas

· Leitura muito lenta, entrecortada, com muitas falhas (mesmo após estimulação)

· Dificuldades com senso de direção: reconhecimento de direita e esquerda, em cima, embaixo, em frente, atrás

· Dificuldades para ler horas, sequências (semanas, meses, anos)

· Observar se há uma discrepância entre a capacidade intelectual e a  aprendizagem de leitura / escrita / matemática – “Ele é esperto para tudo, menos para a escola” (pensamento comum entre os pais)

· Observar se a criança sente dores de cabeça, na barriga ou outros sintomas de mal-estar (às vezes no domingo à noite depois de passar todo o final de semana feliz, ou na hora de ir para escola)

 

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