Amamentação é fundamental para o desenvolvimento correto do rosto

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Foto: Dreamstime.

Já são comprovados e conhecidos os benefícios do leite materno para o bebê: fortalece o sistema imunológico, aumenta o vínculo entre mãe e filho, promove um crescimento saudável e nutre sem necessitar de nenhum outro tipo de alimento até os seis meses de idade. Mas a amamentação também é essencial para a face da criança se desenvolver de forma correta – a harmonia do rosto depende de vários fatores e os cuidados devem começar logo após o nascimento.

Ao se alimentar no seio da mãe, o bebê realiza movimentos que exercitam a respiração e a musculatura facial. A sucção do leite e a deglutição (ato de engolir) fortalecem os músculos e direcionam a formação dos ossos. “Enquanto a criança mama no seio materno, três necessidades estão sendo supridas. A primeira é a alimentação, a segunda é a exercitação da região bucal e a terceira é a satisfação psicoemocional”, destaca o ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler.

Essa exercitação só é feita da maneira adequada se houver a amamentação diretamente nas mamas. “O uso de mamadeira pode ser muito danoso em termos de desenvolvimento facial normal. O fluxo do leite muda com os bicos artificiais, mesmo que tenham o chamado formato ‘ortodôntico’, obrigando o bebê a alterar a posição da língua e a engolir de forma errada. Em longo prazo, há consequências para o rosto e as arcadas dentárias”, explica o especialista.

É a amamentação materna, ainda, que influencia a fala, já que esta depende da correta estrutura muscular e óssea do rosto. “O fortalecimento e tonificação da língua, bochechas e lábios é essencial, já que estes músculos são responsáveis pela geração das palavras”, diz a fonoaudióloga Nilse Köhler. Outros hábitos que prejudicam o desenvolvimento facial são:

– Chupar os dedos: de forma crônica, essa atitude altera as funções dos músculos e a estrutura dos ossos.

 – Respirar pela boca: além de provocar alterações principalmente na região da boca, a respiração bucal pode resultar em baixo rendimento escolar, distúrbios do sono, irritabilidade, dores de cabeça e sonolência diurna.

Texto de Marisa Sei