Por que superatletas podem enfrentar problemas para engravidar?

Athletic woman running on track

Foto: Canstockphotos.

A rotina de uma atleta olímpica não é fácil. Com exceção das oito horas diárias de sono imprescindíveis para a recuperação física e emocional, é muito comum passar outras oito horas por dia se exercitando entre treinos e condicionamento físico.

O que muitas mulheres desconhecem é a repercussão que os esportes extenuantes podem gerar na saúde reprodutiva. “Embora o sedentarismo seja um problema de grandes proporções, a prática de exercícios intensos pode dificultar uma gravidez exigindo, inclusive, ajuda médica especializada para ter um bebê. Mulheres com peso normal e que se exercitam demais, principalmente em modalidades como corrida, ginástica, ciclismo e natação, são as que mais se ressentem do problema, sendo assim, é muito importante intercalar um tempo de recuperação para o corpo e a mente”, diz a médica Suely Resende.

Nas atletas, o exercício atua como modulador da reprodução humana e a disfunção menstrual é muito comum. “Os problemas mais recorrentes são produção deficiente de progesterona (fase lútea), oligomenorreia (menstruações escassas), amenorreia (interrupção da menstruação) e atraso puberal”, explica a especialista.

Quando o assunto é fertilidade feminina, outro componente bastante impactante é o estado emocional da mulher. Tanto a ansiedade pela competição, quanto quadros de depressão desencadeados por uma derrota, ou por um eventual afastamento da atleta, podem gerar um desequilíbrio hormonal grave e, inclusive, reduzir o desejo sexual a quase nada. Quando isso acontece, é fundamental o envolvimento de todos que convivem com a atleta (familiares, amigos, técnico, médicos etc.) para que ela restabeleça sua saúde mental e física, bem como sua fertilidade.

Fonte: Assessoria de imprensa do Fertility Medical Group de Campo Grande.