Síndrome mão-pé-boca: você conhece?

Ela é uma ilustre desconhecida. Poucas pessoas já ouviram falar. Mas, quando ataca os pequenos, traz angústia e uma dose cavalar de apreensão. Estamos falando da Síndrome Mão-Pé-Boca, uma doença viral que costuma aparecer nas crianças menores de três anos causando dor, transtorno e noites em claros pela casa.

A Síndrome Mão-Pé-Boca é uma doença causada pelo vírus Coxsackie, que acomete principalmente crianças menores de três anos. Altamente contagiosa, ela tem a vantagem de se dissipar rapidamente, sem causar maiores consequências. “Dificilmente, ela evolui com quadros graves e, às vezes, o diagnóstico é confundido com estomatite ou mesmo com catapora”, explica a médica Joelma Gonçalves Martin, responsável pelo pronto-socorro de pediatria da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp).

Os sintomas aparecem até uma semana antes da ruptura das lesões no corpo. Geralmente, começa com febre, irritabilidade e falta de apetite. Surgem, posteriormente, lesões nos pés e mãos branco-acinzentadas, com base avermelhada. Essas bolhas podem aparecer também na área da fralda.

Como tratar?

Basicamente, os cuidados são voltados aos sintomas, já que a doença involui espontaneamente depois de sete dias. O que os pais devem ficar atentos é quanto à alimentação da criança. Por ter dificuldade em engolir, os pequenos podem ficar desnutridos e desidratados. Por isso, é essencial promover uma alimentação leve e insistir para que ele coma e ingira bastante líquido. Antitérmicos geralmente são receitados pelo médico, bem como remédios para amenizar a dor.

Prevenção

Transmitida pelo contato oral e respiratório com o vírus, a Síndrome Mão-Pé-Boca é altamente contagiosa. A prevenção está pautada na higiene, como o hábito constante de lavar bem as mãos. Também é essencial evitar o contato com outras crianças contaminadas. Por isso, ao surgir os primeiros sintomas, o ideal é não levar o pequeno à escola e mantê-lo em isolamento pelo menos nos três primeiros dias após a erupção cutânea, evitando a proliferação do vírus.

 

Fonte
Dra. Joelma Gonçalves Martin, responsável pelo pronto-socorro de pediatria da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP

 

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