Saiba o que fazer para melhorar as crises de cólica dos bebês

O choro de um bebê é sempre perturbador. Quando ele chora porque está sentindo cólica, é ainda mais estridente, inconsolável e pode durar mais de três horas. Essa situação parece um pesadelo para os pais exaustos com a mudança de rotina que um bebê provoca nos primeiros meses de vida. No entanto, “é uma condição normal e transitória”, tranquiliza a pediatra Priscilla Pereira. A cólica “é causada por um espasmo ou contração intestinal benigna e a tendência é que diminua gradualmente após os três meses de vida”, explica a especialista.

 

Os sinais de que o bebê está sentindo cólica são claros e podem ser identificados facilmente, basta prestar atenção ao tipo de choro e nos movimentos que ele executa com o corpinho. Se for cólica, costuma apresentar os seguintes comportamentos:

1- Choro intenso, estridente e agudo, inconsolável, que dura cerca de três horas.

2- Repuxa as perninhas e arqueia as costas para trás, repetidas vezes.

3- Melhora depois que faz pum ou cocô

Quando acontece?

As cólicas podem surgir a partir de duas semanas após o nascimento e durar até o terceiro ou quarto mês de vida. Segundo Giselle Januzzi Zequi, médica pediatra e neonatologista, “o choro e a irritabilidade sem causa aparente, com duração de três ou mais horas por dia, acontece em pelo menos três dias da semana, por uma a três semanas seguidas, num bebê normal”.

Embora a crise possa acontecer em qualquer horário, é muito recorrente no final da tarde e início da noite, coincidindo com a expectativa dos pais (certamente frustrada) de poder descansar. Por isso, é fundamental que a mãe descanse em todas as oportunidades ao longo do dia, para passar por esse período com certa tranquilidade, além de contar com a ajuda do pai ou outro familiar para conseguir se acalmar e transmitir segurança ao bebê.

O que fazer para melhorar?

O melhor a fazer quando o bebê está com cólica é manter a calma. Toda mãe sabe que não é fácil fazer isso quando seu filho está berrando, mas o desespero e a agitação da mãe nervosa vão deixar o bebê mais inseguro e dificultar esse momento. Para ajudar, pense apenas que bebês sempre choram e procure não se desesperar com isso, buscando alternativas para aliviar o desconforto. Tente aplicar algumas das dicas a seguir. Algumas crianças se acalmam com banho quentinho, outras quando são massageadas. Para acabar com o sofrimento, vale a pena tentar!

Enroladinho – Se estiver se movimentando muito, irrequieto e agitado, tente enrolá-lo em uma manta ou cueiro. Ao reduzir os movimentos, o bebê sente como se estivesse protegido, lembrando de como estava dentro da barriga.

Barriga para baixo – Coloque-o com o abdômen para baixo nos braços, de forma que fique apoiado no seu antebraço e sua mão possa ficar em contato com a barriga do bebê. Nessa posição, chamada de “aviãozinho”, o abdômen fica levemente pressionado e é possível fazer uma massagem suave na barriguinha.

Barulhinho bom – Sons repetitivos também acalmam os bebês. Tente cantarolar uma cantiga bem calminha ou emita sons no ouvidinho, como se estivesse imitando uma chaleira, por exemplo.

Massagem antigases – Com as mãos em forma de concha, faça movimentos circulares, bem lentamente, partindo da base da costela em direção ao púbis, fazendo leve pressão. Use creme ou óleo para deslizar melhor.

Exercício com as pernas – Deite o bebê de barriga para cima e, segurando em suas perninhas, estique e flexione os joelhos, de forma que a coxa pressione levemente a barriguinha. Alterne as pernas durante o movimento, como se estivesse andando de bicicleta.

Compressa quente – Para aquecer a barriga, use bolsa de água quente ou fralda aquecida no ferro de passar roupas, com cuidado para não queimar a delicada pele do bebê. O calor dilata os vasos, aumenta o fluxo de sangue e relaxa os músculos.

Banho relaxante – Mesmo que esteja limpinho, dar outro banho quentinho pode ajudar a relaxar e a aliviar as dores. Além da banheira, existem baldes próprios para banhar bebês, que deixam a criança em posição fetal, ajudando a acalmá-la.  

 

Fontes: Flávia da Silva Santos, professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera de Niterói, RJ;
Giselle Januzzi Zequi, médica pediatra e neonatologista;
Priscilla Pereira, pediatra chefe da clínica Doktor’s (www.doktors.com.br).

 

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