Mortalidade de prematuros diminuiu com avanços da medicina neonatal

A mortalidade infantil tem diminuído progressivamente no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, o óbito de crianças com menos de um ano caiu 68,3% entre 1990 e 2012. Parte dessa redução pode ser atribuída aos grandes avanços das últimas décadas no cuidado com o bebê prematuro – um fator determinante, considerando que o nascimento antes da hora é a principal causa de morte no primeiro ano de vida.

“O desenvolvimento da medicina neonatal e das terapias de suporte nessa área proporcionou a diminuição da mortalidade de bebês que nascem muito abaixo do peso”, pontua a pediatra Desirée Volkmer.

De acordo com a especialista, o surgimento de novos tratamentos e técnicas de oxigenação foram ganhos importantes para aumentar as chances de sobrevivência dessas crianças.

 

Prevenção é o caminho

Embora o cuidado neonatal tenha avançado nos últimos anos, ainda é preciso investir na prevenção da prematuridade. “Dados da OMS apontam que o Brasil é o décimo país onde mais nascem bebês prematuros no mundo”, afirma Denise Suguitani, diretora executiva da Associação Brasileira de Pais, Familiares e Cuidadores de Prematuros (ONG Prematuridade.com). Além de levar informação e apoio online às famílias, a organização trabalha com campanhas de sensibilização e de prevenção do parto prematuro, com projetos de educação permanente para profissionais de UTI neonatal, atuando também na área de políticas públicas.

Na prática, quanto mais informação e acompanhamento médico a mulher busca antes e durante a gravidez, maiores são as chances de uma gestação saudável. “Fatores como pressão alta, diabetes, distúrbios da tireoide, infecções, idade materna e uso de drogas e bebidas alcoólicas são alguns dos fatores de risco para o parto prematuro”, elenca Desiree. “Para garantir a saúde materna e do bebê, é importante incentivar a mulher a fazer o pré-natal até o final da gravidez. Além disso, é essencial promover a orientação e acompanhamento médico de gestantes adolescentes”, finaliza Denise.

 

Fonte: Desirée Volkmer, pediatra e chefe do Serviço de Neonatologia do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, RS;
Denise Suguitani, diretora executiva da Associação Brasileira de Pais, Familiares e Cuidadores de Prematuros (ONG Prematuridade.com).

 

 

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