Como conseguir a confiança dos pequenos?

A geração que cresceu ao som de “sou seu pai e quem manda aqui sou eu!”, ou “se você não fizer o que estou mandando vai apanhar!” hoje se vê do outro lado da gangorra. São pais e mães com responsabilidade de educar os filhos em meio a novas descobertas, revoluções online e definição de papéis controversa. Por isso, a saída para determinar regras em casa ganhou uma nova roupagem. Bem-vindo à era do “tá combinado!”.

“Os pais de hoje parecem estar menos voltados a castigos e mais abertos ao diálogo, como consequência desta nova formação familiar, onde ambos trabalham fora, muitas vezes contam com a colaboração de alguém da família, têm pouco tempo para se dedicar à educação dos filhos e buscam a harmonia familiar. O diálogo pode ser um forte aliado no estabelecimento de regras, acolhimento, estreitando os relacionamentos entre os membros da família”, salienta a psicóloga Marcela Caiado de Castro.

Mais do que negociar, os pais precisam gerenciar esse relacionamento com os filhos. É preciso estabelecer regras, fazer o “pacto” (por exemplo: “vou levar você ao cinema, mas não vou comprar brinquedos no shopping hoje, tá combinado?”) e cumprir o trato. “É necessário ter diálogo com os filhos para mostrar o certo e errado; pontuar as prováveis consequências e retomar sempre que necessário”, explica a psicóloga Deborah Garcia Sé.

Para a pedagoga Lívia Mendes, é preciso tomar cuidado ao associar os pactos a bens materiais. “Esse tipo de comportamento dos pais ao educar seus filhos pode ser muito perigoso. Ao condicionar a educação da criança a bens materiais, pode levá-la a criar valores equivocados da realidade”, avalia.

 

Fontes:
Deborah Garcia Sé, psicóloga
Marcela Caiado de Castro, psicóloga clínica, especializada em Terapia de Casal e Família pelo IBAP Bauru
Lívia Leme, pedagoga e professora da Universidade do Sagrado Coração (USC)

 

 

 

 

 

 

 

 

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