Bons hábitos adquiridos na infância podem prevenir osteoporose

Caracterizada pela perda gradativa de densidade óssea, a osteoporose costuma surgir após os 50 anos. E é por isso que a maioria das pessoas só começa a se preocupar com a prevenção da doença por volta dessa idade, quando na verdade ela deveria ter início desde bem cedo: já na infância.

O cálcio é um dos nutrientes indispensáveis para a formação e manutenção da massa óssea e deve ser consumido nas quantidades adequadas todos os dias, o que não é difícil de alcançar. “Uma alimentação saudável nos dá todo o cálcio que precisamos, sem a necessidade de suplementação com complexos vitamínicos. Estimular a criança a ingerir derivados de leite e verduras e legumes é mais que suficiente para suprir as necessidades de cálcio e de vitamina D”, afirma o ortopedista Rodrigo Mota.

Segundo um estudo do Hospital Universitário de Skane, na Suécia, a prática de exercícios na infância pode reduzir o risco de fraturas na terceira idade. De acordo com os pesquisadores, isso acontece devido ao aumento do pico de massa óssea que ocorre em crianças que se exercitam regularmente. Esse pico é a quantidade máxima de massa óssea acumulada desde o nascimento até a maturidade do esqueleto.

 

Você sabia?

– “O esqueleto faz uma reserva de cálcio até os 30 anos, aproximadamente. Após isso, devemos controlar as perdas”, informa Otani. A partir dessa idade, tanto a massa óssea quanto a muscular começam a diminuir – atividade física e alimentação saudável colaboram para manter a quantidade ideal.

– Nas meninas, os ossos param de se desenvolver dois a três anos após a primeira menstruação. Já nos meninos, o esqueleto cresce até os 17 ou 19 anos.

– “A suplementação de cálcio só deve existir em situações específicas de doença, e não de rotina”, recomenda Mota. Uma alimentação saudável já basta e, nos primeiros seis meses de vida, tanto o cálcio como o restante dos nutrientes necessários são encontrados no leite materno.

– “Também é importante não transpor etapas. Logo, não se deve forçar uma criança a ficar em pé antes que o corpo seja capaz, ou então que a criança realize uma atividade física de alta demanda”, avisa o ortopedista.

 

Fontes: Marcos Paulo Otani é ortopedista e diretor clínico do Centro de Qualidade de Vida (SP);
Rodrigo Mota é ortopedista do Centro de Alongamento Ósseo (RJ).

 

 

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