Cinco dicas para acabar com a briga na hora da refeição

Para muitas crianças, a hora da refeição é a oportunidade ideal para colocar a birra em ação. Para desespero das mães, os pequenos choram e esperneiam diante do prato como se estivessem prestes a levar uma surra daquelas. Alguns parecem deprimidos, sem a menor vontade de encarar o arroz com feijão. E não abrem a boca nem por decreto! Daí, haja aviãozinho para convencê-los a comer meia dúzia de colheradas.

Para o pediatra José Gabel, é preciso respeitar alguns limites que os próprios filhos impõem, já que é natural que o apetite diminua à medida em que vão crescendo. “O certo é não forçar a criança a comer pela expectativa de que grandes volumes de alimento levam a uma melhor qualidade de saúde. Deve-se respeitar as necessidades de cada uma, sem fazer comparações com outras da mesma idade. Não ter fome não é motivo para punição nem deve ser usado como moeda de troca”, explica.

Veja 5 regras de ouro para acabar com a briga na hora da refeição:

1 – Não use a comida como barganha. Ameaçar colocar a criança de castigo só porque não quer comer a salada só vai piorar a maneira como ela encara verduras e legumes. Dar sobremesa extra caso coma todo o arroz com feijão dá a impressão de que o doce é o mais importante da refeição.

2 – Geralmente, o melhor argumento infantil para se recusar comer alguma coisa é o manjado “não quero porque não gosto”. Tente não ceder diante disso e estimule a criança a experimentar de tudo. Fazer as refeições com ela e demonstrar prazer ao comer pode ser bem eficiente.

3 – Ninguém morre de fome se pular uma refeição, portanto, não se descabele se o seu filho não quis almoçar. O organismo é inteligente e vai dar o alarme de que está precisando de energia. Nesse momento, por instinto, a criança vai buscar algo para comer.

4 – Não existe alimento insubstituível. Se o problema for o bife de fígado, por exemplo, você pode buscar outras fontes ricas em ferro para garantir a devida nutrição dos pequenos.

5 – “Raspar o prato” é um conceito antigo de boa alimentação e já caiu em desuso. Forçar a criança a ingerir grandes quantidades pode, inclusive, estimular hábitos que levam à obesidade. Respeite quando ela se diz satisfeita. Se a porção não foi realmente suficiente, cedo ou tarde, seu filho vai pedir uma “lanchinho”.

Fonte: Dr. José Gabel é presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

 

 

 

 

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