Nutricionista ensina como educar as crianças a se alimentarem de forma saudável

De acordo com dados recentes do IBGE e Ministério da Saúde, uma a cada três crianças brasileiras entre cinco e nove anos está acima do peso. Causada pela falta de atividade física e alimentação rica em gordura, açúcares e alimentos industrializados, a obesidade infantil atinge 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas do país. Para evitar que a saúde da sua família faça parte dessa estatística preocupante, a nutricionista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Nadia Almeida dá dicas de como estruturar uma alimentação saudável e equilibrada para os pequenos desde os primeiros anos de vida sem limitações extremas.

A primeira dica da profissional é ensinar as crianças por meio do exemplo, “Não adianta os pais afirmarem a importância das crianças comerem frutas, legumes e salada se eles próprios têm o costume de ingerir refrigerante e alimentos gordurosos. O filho sempre tem a tendência de manter os mesmos hábitos alimentares dos pais e para evitar a obesidade infantil é necessário que toda a família tenha suas refeições balanceadas e saudáveis”, explica a profissional.

Sabemos que no cotidiano moderno as maiorias dos pais trabalham fora de casa, e muitas vezes para facilitar o preparo das refeições, recorrem a comidas práticas e congeladas, “Esses alimentos embora práticos, possuem alta taxa de gordura e sódio, fazendo mal a saúde e colaborando para o quadro da obesidade quando consumidos regularmente. É importante que as refeições sejam planejadas com antecedência, facilitando a hora de fazer as compras. Seguindo uma lista de alimentos saudáveis a chance de recorrerem a alimentos processados é menor”, diz a especialista.

As refeições diárias infantis devem conter alimentos de cada grupo alimentar, “É importante conter frutas, verduras e legumes que são ricos em vitaminas e minerais. Opte por proteínas como carne bovina magra, frango e peixe. Fonte de ferro como feijão, ervilha e lentilha; Cálcio presente no leite, queijo e iogurte e os temidos carboidratos como arroz, batata, pão etc. também são essenciais para a saúde infantil, apenas devem ser dosados de acordo com a situação do paciente”, explica Nadia.

Não podemos esquecer que a criança está em fase de crescimento e aprendizagem, “Por isso não devem ser feitas restrições radicais para não ocasionar carências nutricionais e problemas em seu desenvolvimento. O ideal nos casos em que a criança apresenta um grau de obesidade é que os pais a encaminhem ao nutricionista, pois assim o profissional elaborará uma reeducação alimentar adequada e nunca uma dieta restritiva”, explica a profissional do São Cristóvão.

Doces, balas e refrigerantes são os favoritos de grande parte das crianças e são difíceis de serem evitados principalmente na escola e no período de férias, “Não é preciso restringir esses alimentos por completo da criança, se ela vai cinco dias para a escola pelo menos três dias a lancheira dela será saudável, os outros dois dias ela poderá escolher o que levar”. Dessa forma a criança consegue se adequar a uma alimentação saudável sem deixar de consumir esses alimentos com os seus coleguinhas de escola, “Lembrando que alimentos com alto teor de açúcar e gorduras devem ser consumidos com moderação. Até nos casos em que a criança é saudável, nos dias em que o lanche for livre, indique a quantidade adequada, para ela não extrapolar”, ensina a profissional.

 

Fonte:  Nadia Almeida, nutricionista do Hospital e Maternidade São Cristóvão.