Dislexia é mais comum do que se imagina, afirma especialista

Preguiça, dificuldade para entender a lição, notas baixas, falta de vontade de ir para escola, esses são alguns dos sintomas mais comuns de uma desordem que atrapalha o fluxo de informações no cérebro, a dislexia.

De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), esse transtorno que altera a capacidade de associação do som ao símbolo, afeta cerca de 17% da população mundial.

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Os primeiros sintomas costumam aparecer na infância, enquanto as crianças estão sendo alfabetizadas. A demora na aprendizagem da leitura e da escrita, com trocas de fonemas, são os primeiros indícios de que a criança pode apresentar o distúrbio.

“São pequenos sinais que alguns pais entendem como um erro comum e que as pessoas não prestam atenção por achar ‘bonitinho’”, esclarece Rosana Cazarin, psicóloga e diretora técnica da Associação Criança Feliz.

Devido a este fato, muitas crianças ainda no ensino fundamental, acabam preferindo as matérias de exatas, como a matemática.

“A criança acaba se identificando mais com números, a associação delas se torna mais fácil”, explica Rosana. Neste caso, é comum que a dislexia afete mais os homens do que as mulheres.

Segundo estimativa da ABD, esse transtorno afeta 67% dos homens e apenas 33% das mulheres e na maioria dos casos (84%), se deve a fatores hereditários, ou seja, a chance da criança ter herdado a dislexia do pai ou da mãe, são bem grandes.

Fonte: Rosana Cazarin, psicóloga e diretora técnica da Associação Criança Feliz.

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

 

 

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