Cinco dicas para ensinar os filhos a lidar com dinheiro

Muitos pais têm dúvidas quando o assunto é educação financeira. Na hora de escolher a melhor maneira de ensinar os filhos a lidar com o dinheiro, vale a pena ouvir o que dizem os especialistas.

Afinal, essa é uma lição que as crianças vão levar para a vida inteira. Uma pesquisa divulgada há pouco tempo pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) revela que, entre os jovens que têm até 21 anos, aproximadamente 50% já estão endividados.

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Para evitar que isso aconteça com os seus filhos, fique atento a essas dicas:

1- Dar mesada aos filhos é positivo, pois ajuda a criança a entender como lidar com o dinheiro para conseguir comprar o que deseja.

Segundo o economista Reinaldo Cafeo, entretanto, é preciso seguir algumas regras: “os pais devem respeitar a faixa etária de cada um. Com 5 anos de idade, o ideal é oferecer moedas e ensinar que este instrumento permite acessar produtos. A criança precisa manusear e entender como o dinheiro faz isso. À medida que cresce, ela precisa tomar suas próprias decisões”.

2- Definir o valor da mesada não é uma tarefa das mais fáceis, principalmente porque as crianças estão se tornando cada vez mais consumistas. É aí que os pais devem ser firmes e definir uma quantia adequada, de acordo com a renda da família.

Nessa hora, vale seguir um conselho do economista: “Recomenda-se que haja uma semanada utilizando o seguinte critério: R$ 1,00 para cada ano de vida. Uma criança de 7 anos deve receber R$ 7,00 por semana. A de oito, R$ 8,00 e assim por diante. Quando atingir a fase da adolescência, negocia-se um valor que permita passar a semana ou o mês. Sempre com prestação de contas para que os pais orientem sobre as decisões tomadas”.

3- Evite usar a mesada, ou semanada, como forma de cobrar resultados em outras áreas. Por exemplo, ir bem na escola não deve ser um critério para que a criança receba o dinheiro.

É preciso conversar e deixar bem claro que as responsabilidades de cada um precisam ser cumpridas – fazer as tarefas, ajudar em casa ou obedecer aos pais não são comportamentos que devam ser usados como moeda de troca.

“Uma criança precisa saber de suas responsabilidades. O dinheiro tem que ficar em seu lugar, ou seja, ter a responsabilidade do consumo consciente e saber o esforço em ganhar. Usar o dinheiro para tentar educar em outras áreas foge ao princípio da educação como um todo”, segundo Reinaldo.

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4- O dinheiro oferecido à criança não deve ser usado para comprar algo que depende dos pais. Portanto, livros de escola, roupas, sapatos, entre outros são responsabilidade da família.

“A mesada nunca deve ser para pagar produtos e serviços que os filhos entendem que são obrigação dos pais. O valor da mesada tem que ser para coisas deles, como cantina da escola, uma compra de supérfluo no shopping e assim por diante”, afirma Reinaldo.

Agora, se o seu filho quiser um brinquedo mais caro, por exemplo, aproveite a chance para ensinar sobre a importância de poupar. Converse com ele e definam juntos um valor que deverá ser reservado em cada mesada.

5- Seja paciente com os erros e acertos da criança. O objetivo é ensinar o valor do dinheiro e a melhor maneira de usá-lo, portanto, é natural que apareçam alguns problemas no começo.

Passar por apertos, gastar tudo no primeiro dia, etc., são algumas situações corriqueiras, e cabe aos pais orientar sobre a melhor maneira de lidar com cada uma delas.

Fonte: Reinaldo Cafeo, economista.

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa

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