Aprender brincando: como ajudar as crianças a desenvolverem a fala e a escrita

Ainda existem pais que acreditam que a escola é a única responsável pelo desenvolvimento da linguagem dos seus filhos. Mas é necessário que os pais conheçam o desenvolvimento infantil e participem ativamente da evolução dos pequenos por meio de brincadeiras, recomenda a psicopedagoga e fonoaudióloga Sheila Leal.

“Existem algumas brincadeiras e atividades que estimulam as crianças de maneiras específicas, mas é claro que os pais que brincam de contar histórias, cantam músicas e estimulam os filhos a fazerem coisas novas tendem a ajudar muito no desenvolvimento”, explica a especialista.

O primeiro ensinamento da psicopedagoga é sobre o estímulo para que as crianças falem. Assim que aprendem a apontar para os objetos, os bebês começam a pedir pelas coisas.

“Gradativamente, quando perceber que ele começou a falar, estimule-o a fazer isso antes de realmente dar o que ele quer, seja o brinquedo ou a mamadeira”, sugere.

A especialista alerta que, mesmo que não haja dificuldades no desenvolvimento da linguagem, é possível fazer algumas brincadeiras que possibilitem à criança se apropriar da escrita e dos significados das palavras.

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“Brinque de falar palavras que comecem com Ma, Ca, ou Ba, por exemplo, e veja se seu filho se lembra das palavras que já conhece”, conta Sheila, que também sugere que as crianças ajudem a fazer a lista do supermercado.

“Mesmo que seja só para escrever a letra inicial do produto, ou algumas palavras com erros, é importante que a criança tente”.

Por fim, Sheila indica brincadeiras de adivinhação, contar histórias e rimar. “Descreva um animal e peça para a criança adivinhar e depois peça para que ela faça o mesmo, comece contando historinhas e peça para a criança continuar, e procure encontrar palavras que formem rimas como nas poesias”.

O importante, segundo a especialista, é que os pais participem de forma natural da diversão dos pequenos, evitando o excesso de brinquedos eletrônicos.

No caso de filhos que apresentam dificuldades, Sheila alerta que não existem regras e nem receitas. “Cada caso é um caso, e por isso é importante questionar sobre o comportamento e aprendizado da criança na escola, e ainda procurar pela ajuda de um profissional capacitado, da psicologia ou fonoaudiologia”, conclui.

Fonte: Sheila Leal, psicopedagoga e fonoaudióloga.

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

 

 

 

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