Sono constante pode ser resultado de hábitos alimentares inadequados

Algumas pessoas já se queixam de indisposição logo depois de acordar e dar início às atividades diárias. Apesar da rotina corrida de muita gente, o dia a dia agitado nem sempre é a causa do cansaço, que pode afetar tanto os adultos quanto as crianças em fase escolar. A má alimentação também pode estar por trás do problema.

Segundo o nutrólogo Fernando Bacalhau, uma dieta pobre em vitaminas, proteínas e minerais faz com que o corpo tenha menos disposição para executar as funções internas. “A ingestão de produtos industrializados, como embutidos e enlatados, pode atrapalhar a digestão por possuírem nutrientes que levam um tempo maior para serem digeridos”, afirma.

Assim, o corpo acaba tendo um gasto energético maior para metabolizá-los, causando cansaço. Produtos com excesso de açúcar e de gordura são os mais difíceis de serem digeridos. “O açúcar causa um aumento rápido da glicemia, podendo oferecer disposição, entretanto esse efeito costuma passar depressa e o indivíduo passa a sentir cansaço”.

A deficiência de vitamina C e de ferro também contribui para a queda na disposição e é causada pela baixa ingestão de frutas, verduras e legumes. Para afastar o cansaço, o ideal é evitar pular refeições e fazer lanches leves e ricos em nutrientes, priorizando portanto os alimentos naturais.

 

Fonte: Fernando Bacalhau, nutrólogo.

 

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Sucos nutritivos: tudo o que você precisa saber sobre

Encontrar uma criança que goste de frutas, verduras e legumes é uma missão quase impossível. Parece que os pequenos já nascem com uma espécie de chip que ordena uma repulsa automática.

 

suco
(Foto: Freepik)

Como são itens essenciais em um cardápio saudável, esses alimentos não podem faltar no prato do seu filho. Antes de armar um campo de batalha durante a refeição para obrigá-lo a comer, que tal mudar o foco do prato para o copo?

Acerte no preparo

Assim como a maioria das pessoas, você também deve viver contando os minutos para conseguir dar conta de todos os compromissos do dia. Numa dessa, pensando em economizar tempo, pode pensar: “vou preparar vários litros desse suco e deixar na geladeira para o consumo da semana”. Sinal vermelho para você!

A nutricionista Ângela Resta Cardoso explicar por quê: “A melhor maneira de aproveitar tudo que um suco oferece é batê-lo e tomá-lo logo em seguida, de preferência sem coar, para preservar as fibras. Se deixarmos pronto na geladeira, os nutrientes sofrem um processo de oxidação e perdem suas propriedades mais interessantes”.

 

As irresistíveis caixinhas

Outra armadilha é achar que os sucos de caixinha equivalem aos que são feitos na hora. Por mais gostosos e aparentemente saudáveis que possam ser, eles apresentam uma pequena concentração de polpa da fruta, o que diminui também a quantidade de nutrientes.

“Além de possuir muitos conservantes e corantes que, em excesso, não fazem bem. Mas se precisar optar entre o suco de caixinha e o refrigerante, principalmente na hora de montar a lancheira da criança, é melhor ficar com o suco, já que o refrigerante engorda e provoca cáries”, complementa Ângela.

Fica a dica!

1- Aquela fruta que passou um pouquinho do ponto merece uma segunda chance antes de ir direto para a lata do lixo. Experiente usá-la para incrementar um suco (e criar uma nova receita) ou mesmo batê-la só com leite.

2- Os sucos de frutas cítricas como laranja e limão são excelentes acompanhamentos para a hora do almoço ou do jantar. Isso porque são ricos em vitamina C, que dá a maior força para o organismo absorver o ferro presente em alimentos como feijão, carne vermelha e verduras escuras.

3- Procure não adoçar os sucos. As frutas por si só contam com um açúcar natural que não prejudica a saúde. Se não puder resistir a um docinho extra, opte pelo mel ou, em último caso, ao adoçante artificial (que economiza algumas calorias).

Fonte: Ângela Resta Cardoso é nutricionista, especializada em Nutrição Clínica e Suplementação Nutricional, atende na Clínica da Mulher, em Bauru, SP.

 

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Gorduras são fundamentais na alimentação infantil

O consumo de gorduras é frequentemente associado à má alimentação. Contudo, é importante esclarecer as funções desses nutrientes para o corpo, especialmente durante os primeiros 1.000 dias do bebê.

O DHA (abreviatura em inglês do ácido docosa-hexaenico), por exemplo, é um ácido graxo do tipo ômega-3 e o principal responsável pelo desenvolvimento cerebral.

gordura
(Foto: Freepik)

Uma pesquisa da Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, mostrou que bebês de mães que consumiram DHA na gravidez tinham menos chances de nascer prematuros ou com baixo peso.

O consumo de peixes durante a gravidez, aliás, diminui o desenvolvimento de doenças alérgicas no bebê, pois as gorduras podem influenciar na estrutura e na função das membranas das células do sistema imune.

Entretanto, é importante prestar atenção ao tipo de gordura consumida e evitar produtos processados que contenham gordura trans ou hidrogenada – que aumentam o risco de obesidade e doenças cardiovasculares. Essas gorduras estão presentes em biscoitos, sorvetes, alguns chocolates, margarina e outros alimentos industrializados.

 

Fonte: Universidade de Kansas.

 

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Criança pode ser vegetariana?

A dieta vegetariana está a cada dia mais atraindo novos adeptos, pois além de oferecer uma alimentação saudável também contribui para o meio ambiente e respeita os direitos dos animais.

Recentemente, a Universidade de Harvard (EUA) divulgou um estudo que avalia as causas de mortes por qualquer motivo e constatou que pessoas que consomem proteína animal, principalmente a carne vermelha, possuem até 2% a mais de chances de falecimento; se o indivíduo possuir doenças cardiovasculares, esse número aumenta para 8%. Já para quem escolhe proteínas vegetais, o risco de morte por qualquer causa cai até 12%.

Segundo a nutricionista Cyntia Maureen, tirar a proteína e outros alimentos de origem animal da dieta das crianças só terá problemas se a substituição não for feita da maneira adequada.

“Os pais têm um papel muito importante na alimentação dos pequenos. Crianças que conhecem alimentos variados tendem a manter uma alimentação mais rica em vitaminas e nutrientes ao longo da vida. Com o consumo de proteínas vegetais originárias apenas da natureza, a criança vegetariana terá uma alimentação mais saudável, favorecendo seu desenvolvimento em todos os âmbitos”, comenta Cyntia.

Abaixo, Cyntia pontua alguns nutrientes que demandam atenção especial na dieta das crianças vegetarianas, sendo estes importantes para o equilíbrio de suas necessidades:

Ferro

O ferro é encontrado em vegetais verde-escuros como couve, espinafre e rúcula e em leguminosa, onde podemos citar os feijões, ervilha e a lentilha. Porém, é recomendado que este seja consumido associando-o uma fonte de vitamina C para que seja melhor absorvido.

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(Foto: Pixabay)

Proteínas

Dependendo da dieta incorporada, os vegetarianos podem encontrar proteínas em ovos, leites e derivados. No caso dos veganos, opções como tofu, soja, cogumelos, grãos e leguminosas podem ser ingeridos e irão compensar tranquilamente as proteínas animais.

Zinco

Apesar de ser encontrado em abundância na carne, o zinco também está presente em grãos e leguminosas como o feijão, cereais integrais e castanhas. Uma dica que contribuir com a digestão destes, é deixá-los de molho antes do preparo, assim o fitato presente não prejudica sua assimilação pelo organismo.

Cálcio

Muitos acreditam que o leite é o alimento que possui maior quantidade de cálcio, mas este não é o melhor nem a principal fonte deste nutriente. Podemos encontrar cálcio em frutas como damasco, figo e tangerina e também em verduras verde-escuras como brócolis e, principalmente, a couve.  Para saber o quanto a criança precisa, é necessário o acompanhamento regular de um nutricionista, pois alguns alimentos são mais absorvidos que outros.

Vitamina B12

Ela está presente em todos os alimentos de origem animal, sendo, praticamente ausente em alimentos vegetais. Sendo assim, para crianças que seguem a dieta vegetariana estrita, é necessário o uso de suplementação específica prescrita unicamente por um pediatra ou nutricionista.

Fonte: Cyntia Maureen, nutricionista.

 

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Crianças mais velhas têm menos chances de experimentar novas comidas saudáveis, afirma especialista

Quanto mais velha a criança, menor a chance de que ela passe a se alimentar com comidas que nunca experimentou. Isso é o que esclarece o médico nutrólogo e pediatra da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), Dr. Carlos Alberto Nogueira de Almeida.

O médico explica que a introdução de uma dieta saudável deve ser precoce, logo após os dois anos. Fazer com que os pequenos consumam alimentos saudáveis é um desafio para muitos pais, sobretudo, a partir do momento em que elas começam a descobrir suas vontades.

“Uma criança de 10 anos que nunca comeu determinado alimento não passará a comê-lo naturalmente. Os pais devem cuidar da própria alimentação, de forma que ela também seja adequada, para que a criança pequena observe e coma”, pondera.

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(Foto: Canstock)

O principal motivo da rejeição de alguns alimentos é a influência dos pais. Crianças em idade de aprendizado observam com atenção o que as outras pessoas comem, especialmente os adultos. “É muito difícil você introduzir uma leguminosa na dieta do seu filho se você não dá o exemplo para ele”, afirma o Dr. Nogueira.

De acordo com um estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences realizado por pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, crianças de apenas um ano de idade prestam atenção no que as pessoas comem e são capazes de traçar padrões de comportamento de diferentes grupos sociais, conectando as preferências alimentares às relações culturais.

Segundo o médico nutrólogo, a dieta saudável para as crianças deve conter os sete grupos básicos de alimentos: carboidratos (como arroz, batata, macarrão), leguminosas (feijão, lentilha, ervilhas), frutas, legumes, grupo das gorduras(manteiga, margarina, maionese, oleaginosas, óleos e azeites), laticínios, proteínas (carne, peixe, ovos e soja).

Os doces podem ser introduzidos a partir dos dois anos de idade, de uma a duas porções por dia, com moderação. Para o Dr. Nogueira, o fundamental é respeitar as quantidades. “Não existe alimento bom ou ruim, todos devem estar presentes desde que sejam respeitadas as quantidades”, afirma.

 

Fonte: Dr. Carlos Alberto Nogueira de Almeida, médico nutrólogo e pediatra da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

 

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Conheça os benefícios da beterraba

A coloração vermelha intensa da beterraba demonstra um de seus benefícios: a betalaína, um antioxidante natural. “Age contra o envelhecimento celular e reduz o risco de alguns tipos de câncer”, destaca a nutricionista Cintya Bassi.

A raiz pode trazer benefícios especiais às crianças, cujo sistema de defesas está em formação. “Os antioxidantes reforçam o sistema imunológico, reduzindo o risco de infeções. A beterraba também é uma boa fonte de vitamina A, nutriente importante para a visão”, explica a nutricionista.

Rica em pectina, auxilia no bom funcionamento do intestino e ajuda no controle das taxas de colesterol. Além disso, possui vitaminas do complexo B, importantes para o desenvolvimento saudável na infância.

Além de representar saúde, a cor da beterraba pode ajudar os pequenos a se interessarem pelos pratos. Um pedacinho do legume pode tornar sucos e vitaminas mais atrativos e nutritivos, basta batê-lo no liquidificador com as bebidas. Também pode ser usado na preparação de panquecas, sopas, suflês e purês.

“Os nutrientes são melhor aproveitados quando a beterraba é consumida crua, portanto, incluí-la em saladas é sempre uma boa recomendação”, indica a nutricionista.

Tente conquistar a criançada mudando a apresentação da beterraba: ralada, em palitos, em cubos e até em formatos divertidos, como estrelas e corações. Como a raiz age como um corante natural, é possível acrescentá-la a qualquer receita para deixar o prato rosado ou vermelho, como macarrão, bolos e pães.

 

Fonte: Cintya Bassi, nutricionista.

 

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