Menos da metade das mães alimentam exclusivamente com leite materno

Apesar das inúmeras recomendações de especialistas, pesquisa recente do Ministério da Saúde mostra que apenas 41% das mães alimentam seus bebês apenas com leite materno até os seis meses de idade. A introdução de outros alimentos antes dessa idade é fator de risco para o desenvolvimento de sobrepeso na infância e na fase adulta.

Já a amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de vida e, após esse período e até os dois anos de idade, combinada com outros itens alimentares, reduz a incidência de sobrepeso na vida adulta, tanto pela correta formação dos hábitos alimentares, quanto pelo estímulo à produção de hormônios.

Sob o ponto de vista do desenvolvimento infantil, esta prática previne a obesidade em outras etapas da vida, na medida em que o aleitamento materno estimula, por exemplo, a produção dos hormônios grelina e leptina. Ambos regulam o efeito de saciedade, criando um padrão para esta sensação.

Nas raras situações em que a amamentação é contra-indicada, a criança deve receber a fórmula infantil adequada, prescrita pelo médico.

 

Fonte: Ministério da Saúde.

 

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Leite materno protege contra excesso de peso precoce

Foi o que mostrou uma pesquisa realizada pela nutricionista Amanda Foster Lopes, na Universidade de São Paulo (USP). Foram selecionadas 27 creches e pré-escolas de Taubaté (SP) e 463 crianças participaram do estudo, que envolveu um questionário contendo informações sobre peso da criança ao nascer, tipo de parto e alimentação.

O resultado revelou que 27,5% das crianças estudadas já apresentam excesso de peso aos dois anos de idade e que as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) não estão sendo seguidas: o aleitamento de forma não exclusiva tem duração média de 9,9 meses e 50% das crianças já haviam deixado de receber leite materno aos seis meses.

Essas inadequações refletem na introdução de outros alimentos de forma precoce e muitas vezes sem orientação nutricional. Para a pesquisadora, políticas voltadas para a promoção e incentivo da amamentação podem contribuir para uma redução da epidemia de excesso de peso.

 

Fonte: Amanda Foster Lopes é nutricionista formada pela Universidade de São Paulo.

 

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Amamentação x atividade física: esclareça as dúvidas mais comuns das mamães

Muitas mamães querem recuperar a boa forma depois da gravidez mas ficam com o pé atrás na hora de fazer os exercícios físicos. Isso porque é muito comum ouvirem dizer que realizar a praticar de atividade física enquanto amamentam pode interferir na produção de leite.

Exercício físico e o leite

De acordo com o estudo de Cary Quinn publicado em 2001, o exercício e a amamentação são atividades compatíveis. O ato de se exercitar não demonstra nenhum efeito prejudicial durante a lactação e não afeta o volume do leite, crescimento, o desenvolvimento infantil ou a saúde materna.

O estudo mostra que as lactantes ativas tiveram melhora na aptidão cardiovascular e sensação de bem-estar. O importante é que as mamães executem os exercícios de forma correta e numa intensidade adequada, sem exageros.

Amamentação
(Foto: Freepik)

Quando começar?

Segundo a especialista em exercícios pós-parto e também mamãe, Gabriela Cangussú, as mulheres que se submeteram ao parto normal  podem retomar a rotina de exercícios começando de forma leve após um mês.

“Já para aquelas que passaram pelo procedimento de cesariana, normalmente, após 60 dias estarão prontas para voltar à ativa”, afirma Gabriela. A especialista também ressalta que antes de começar a suar a camisa, é preciso ter a liberação oficial do médico.

Melhor horário

O ideal é amamentar 30 minutos antes do treino ou 30 minutos após, pois há uma diminuição dos níveis de IgA no organismo, entre 10 a 30 minutos após o exercício. IgA, ou imunoglobulina A, é um anticorpo que protege o bebé contra vírus e bactérias.

Hidratação

Como no treino se perde muito líquido, é muito importante se hidratar bem, principalmente no dia em que se faz atividade física. “Os médicos recomendam que a lactante comum beba de 3 a 5 litros por dia. Portanto, se ela praticar exercícios regularmente é necessário um aumento de 20% dessa quantidade”, completa Gabriela.

Principais cuidados

“As mamães precisam escutar o corpo. Não é recomendável fazer nada que cause incômodo ou dor. O ideal é sempre treinar em uma intensidade suportável. Outro cuidado importante é se alimentar bem, pois o bebe recebe o que a mamãe come! Por último, é importante descansar, ter uma rotina tranquila”, finaliza Gabriela.

 

Fonte: Gabriela Cangussú, especialista em exercícios pós-parto.

 

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Entenda como a amamentação pode ajudar a saúde do coração das mamães

Segundo um estudo publicado em julho deste ano, na revista britânica New Scientist, que contou com a análise de 96.648 mulheres que tinham dado à luz entre 1986 e 2002, foi concluído que as mães que passaram pelo menos dois anos amamentando seus filhos tinham menos 19% de risco de sofrer um infarto comparado com as que não tinham dado o peito a seus filhos.

Para o cirurgião cardíaco, Marcelo Sobral, ao amamentar, as mulheres diminuem os depósitos de gordura no corpo e isso faz com que a saúde cardiovascular se fortaleça. Além disso, a liberação de hormônios estimulada pela amamentação também exerce um papel importante à saúde feminina.

Marcelo ainda explica que os benefícios da amamentação para o coração funcionam a longo prazo.

“Devido ao processo de amamentação realizado no passado, ao chegar no período da menopausa, época em que as mulheres mais sofrem com eventos cardiovasculares, devido a redução dos hormônios, o coração se encontra já protegido e fortalecido, diminuindo mais ainda as probabilidades de desenvolver alguma complicação cardíaca”, diz o especialista.

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Amamentação ajuda a combater problemas cardíacos. (Foto: Freepik)

Além disso, outro estudo feito pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, constatou que mulheres que deram o peito a seu filho por mais de um ano desenvolveram menos hipertensão arterial (pressão alta) e diabetes, doenças que podem levar ao ataque cardíaco.

“As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte entre as mulheres no Brasil, por isso, estimular a amamentação diminui os riscos das mulheres apresentarem fatores que levem à doenças cardíacas e a Semana Mundial do Aleitamento Materno é um incentivo muito importante para a saúde de todas os mães do mundo”, finaliza Sobral.

Fonte: Marcelo Sobral, cirurgião cardíaco.

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O corpo da mulher passa por muitas mudanças durante a gravidez e, principalmente, após o nascimento do bebê. Para algumas mamães, perder peso após a gestação é um grande desafio e, para ajudá-las, o nutricionista Igor de Oliveira, dá dicas de emagrecer de forma saudável.

Segundo o especialista, com uma alimentação saudável e amamentação regrada é possível, gradualmente, voltar ao peso ideal. O aleitamento, além de fortalecer o vínculo entre a mãe e o bebê, contribui para o emagrecimento, pois o corpo queima bastante energia ao produzir o leite.

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Aleitamento contribui para o emagrecimento após o parto. (Foto: Freepik)

O nutricionista recomenda uma dieta baseada na ingestão de vegetais e uma quantidade satisfatória de proteínas – carnes, ovos, leite e derivados –, além do consumo regular de água, pois a hidratação ajuda na produção de leite materno e facilita a perda de peso.

“Alimentando-se bem, amamentando e fazendo atividade física corretamente quando liberada, a mulher emagrecerá de forma natural. Apesar de ser um pouco mais difícil, não é impossível. O ideal é não ter pressa e buscar voltar à antiga forma aos poucos”, enfatiza o nutricionista.

Fonte: Igor de Oliveira, nutricionista do Hapvida Saúde.

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Organização Mundial de Saúde (OMS) e o governo brasileiro recomendam a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida das crianças e a manutenção do leite materno na alimentação até os dois anos de idade ou mais.

Entretanto, a amamentação é um período delicado para as gestantes, pois muitas vezes as mulheres têm dúvidas e medos sobre como se preparar para esse momento. Por isso, a obstetra Dra. Maria Elisa dá algumas dicas que podem ajudar as futuras mamães:

– Na gestação é indicado o uso de sutiã de algodão com boa sustentação. E na reta final da gravidez começar a utilizar o de amamentação para já se acostumar;

– É aconselhável banho de sol, expondo as mamas 30 minutos (antes das 10h ou após as 16h) com filtro solar. Caso não seja possível, a gestante pode utilizar a luz de lâmpadas de 40 watts com uma distância de 15 cm dos seios. Esses métodos ajudam a tornar a pele mais resistente a rachaduras na hora da amamentação;

– Em caso de mamilo invertido, existem conchas de plástico que projetam os bicos para frente. A gestante também pode realizar o exercício que consiste em colocar o polegar e o dedo indicador em lados opostos da base do mamilo e pressionar para dentro e puxar suavemente para fora. Entretanto, em algumas mulheres a própria fase da gravidez tende a fazer com que os mamilos fiquem salientes;

dicas amamentação

– Para evitar que o leite empedre as indicações são fazer massagens nos seios após as mamadas, fazer a ordenha, principalmente caso o bebê não esteja mamando o suficiente e fazer compressas de água fria minutos antes de amamentar;

– Caso o mamilo rache ou sangre, a gestante pode utilizar pomadas a base de lanolina pura e vitamina E que hidratem a pele da área entre as mamadas, evitando usar produtos que contenham álcool em sua fórmula e perfumes. Outra dica interessante para ajudar nas rachaduras e infecções é antes e depois de amamentar passar o próprio leite no local;

– Machucados e rachaduras nos seios são sinais de que o bebê não está realizando a pega corretamente.  Por isso, o indicado é que o pequeno fique com boa parte da aréola dentro da boca para que ele consiga fazer a ordenha e sucção do leite, barriga e troncos voltados para mãe, bochecha cheia quando suga o leite, queixo encostado no seio e lábios virados para fora. Outra dica interessante é a mãe colocar o dedo mindinho no cantinho da boca do bebê antes de tentar tirá-lo do seio, evitando assim dor na mama.

A amamentação, além de ser um ato de amor, é também uma fase que exige muita dedicação e aprendizagem.

“Por isso, é importante ter paciência e tranquilidade durante este processo da maternidade. Caso após um tempo de adaptação a mulher continue encontrando dificuldade para pega correta, dores ou receio de que o bebê não esteja mamando o suficiente, a indicação é procurar ajuda de uma consultora de amamentação ou banco de leite”, finaliza Maria Elisa Noriler.

Fonte: Maria Elisa Noriler, ginecologista e obstetra.

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