Bebês distinguem idiomas antes mesmo de falar

Foi o que constatou um estudo divulgado na revista Nature Neuroscience, que avaliou crianças de sete meses que cresceram expostas a duas línguas com ordens de palavras inversas, como o inglês e o japonês.

Segundo a pesquisa, crianças que crescem em lares bilíngues desenvolvem a habilidade de identificar um idioma pela duração e entonação das palavras e sua posição nas frases.

Os cientistas testaram os bebês reproduzindo falas nas línguas que eles aprenderam e nas que não aprenderam, em alto-falantes, e mediram o tempo que levaram para olhar na direção de cada um. As crianças bilíngues se atentaram por mais tempo à direção dos idiomas que conheciam. Já os bebês criados em ambientes monolíngues não fizeram nenhuma distinção entre as línguas.

Para os pesquisadores, o resultado mostra que os pais não devem temer caso os filhos cresçam em lares bilíngues, pois eles são capazes de entender os dois idiomas separadamente.

 

Fonte: Revista Nature Neuroscience.

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Como orientar as crianças em tempos de fake news?

A notícias falsas não são novidade no ambiente online. Desde a popularização da rede mundial de computadores eram muito comuns e-mails com informações de apuração duvidosa e tons alarmistas e tendenciosos.

Atualmente, apesar de cada vez mais pessoas estarem familiarizadas com as “pegadinhas” da rede como clickbaits e imagens modificadas, as informações falsas ainda resistem.

Nos últimos meses, as “fake news”, notícias fabricadas, se tornaram assunto de interesse público. Informações levianamente apuradas caíram nas timelines de milhões de usuários e se metamorfosearam em pseudoverdades.

Segundo Fabiany Lima, CEO e fundadora da ferramenta psicossocial Timokids, os pais devem tomar os devidos cuidados em relação as notícias online e buscar orientar sempre seus filhos sobre o que consumir na internet. De acordo com relatório da UNICEF de 2017, um a cada três usuários da rede é menor de 18 anos.

Assíduas na internet, muitas vezes elas não possuem filtros para separar o que pode ou não vir a ser uma informação verdadeira. Manchetes chamativas e palavras “isca” podem atrair a atenção dos pequenos, que muitas vezes não têm domínio do assunto tratado.

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(Foto: Freepik)

Seguem algumas dicas de Fabiany para os pais que querem orientar melhor os seus filhos acerca dos perigos das “fake news”:

Incentivar a leitura: os pais devem incentivar a leitura independentemente do cenário em questão. Quanto mais a criança estiver habituada com as palavras, melhor ela poderá identificar o uso de termos pejorativos e outras práticas tendenciosas;

Preparar melhor para a realidade: uma criança que conhece uma situação, está preparada para enfrentá-la. O mundo não é apenas alegria e diversão então, enquanto há tempo, temos que fazer com que as crianças tenham conhecimento prévio de responsabilidade social, ambiental, segurança coletiva e de si mesmas. Quanto mais preparadas, melhor;

Falar sobre o mundo em que vivemos: a sociedade é complexa e não devemos esperar que nossos filhos entendam questões geopolíticas, sociais e filosóficas enquanto pequenos. No entanto, os pais podem estimular a curiosidade acerca de temas mais leves que envolvam estas disciplinas como mapas, línguas, culturas estrangeiras e atualidades. Dessa forma, a criança já começa a desenvolver suas habilidades de compreensão do universo fora do cerco familiar;

Acompanhar o que seu filho assiste/lê: uma vez sozinhas no ambiente online, as crianças exploram qualquer território que lhes chame a atenção. A ordem é sempre orientar para os perigos das redes sociais, mas conversar com os filhos sobre o que eles estão assistindo, quem eles seguem nas redes, quais canais são seus preferidos também é essencial.

Fonte: Fabiany Lima é empreendedora, mãe de gêmeas, fundadora e CEO do Timokids,
ferramenta multilíngue psicossocial utilizada em 197 países.

 

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Saiba como os pais podem influenciar o temperamento de seus filhos

Todas as crianças nascem com uma personalidade e um temperamento únicos. Seu temperamento afeta a forma de se comportar e reagir às situações. Ao adotar as práticas parentais mais apropriadas para seu filho, os pais podem atenuar alguns aspectos mais difíceis de seu temperamento.

  • Os pais de crianças ansiosas, medrosas ou que se retraem diante de situações que não conhecem podem evitar se mostrar super protetores e encorajar com cuidado que seu filho explore o mundo e as oportunidades de forma cuidadosa.
  • Os pais de crianças ousadas, que se arriscam demais, podem se mostrar calorosos e afetuosos e estabelecer limites firmes e horários regulares.
  • Os pais de crianças impulsivas podem dar os parabéns por um bom comportamento (ou seja, as situações em que as crianças conseguem controlar sua impulsividade) e exercer uma disciplina suave.

Em geral, as crianças têm a tendência de apresentar um temperamento melhor quando seus pais lhes oferecem bastante apoio e afeto, estabelecem limites claros, utilizam uma disciplina positiva e atendem sistematicamente às suas necessidades.

 

 

Fonte: Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância.

 

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Relacionamento entre pai e mãe influencia o comportamento das crianças

Você já parou para pensar como seu relacionamento com seu parceiro(a) influencia o comportamento de seu filho? Quando pai e mãe têm uma boa convivência, falam a mesma língua e se ajudam na criação das crianças, tudo fica mais fácil. Mas será que existem provas de que o comportamento dos filhos está relacionado ao entendimento entre os pais? Pois um estudo recente da Universidade de Sussex, no Reino Unido, mostra exatamente isso.

Nessa pesquisa, foram analisadas 106 famílias, todas com filhos biológicos e nas quais pai e mãe moram juntos na mesma casa. Os pais responderam questionários e tiveram entrevistas por telefone com os pesquisadores, para relatar como se relacionavam com o cônjuge e atuavam na criação das crianças. E o resultado foi interessante.

 Quando as mães que participaram do estudo afirmavam não receber suporte do marido, não foi estabelecida uma relação com o bom ou mau comportamento dos filhos. Entretanto, no caso dos homens que se disseram não apoiados por suas esposas na educação dos filhos, foi identificado um padrão desafiador das crianças, que demonstravam comumente atitudes como jogar os brinquedos no chão, ou responder de forma áspera aos pais.

Embora a pesquisa tenha identificado essa relação, mas não tenha estudado as causas que levam a ela, uma possível explicação para o mau comportamento dos filhos quando a parte paterna não encontra o apoio materno é a de que o papel atual do pai na criação dos pequenos ainda não está bem estabelecido. Como ainda hoje é a mãe a considerada responsável por essa tarefa (e a família inteira tem essa consciência, inclusive os filhos), é importante que ela abra espaço para que o pai também seja atuante – só assim ele ganhará autoconfiança e poderá construir um relacionamento de amizade e respeito com as crianças.

 

Fonte: Universidade de Sussex.

 

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Especialista dá dica aos pais na hora de deixar os filhos quando saem para trabalhar

O nascimento do bebê enche os lares de alegria, especialmente pelo tempo junto ao recém chegado. Porém, um dilema acompanha a grande maioria dos pais desde antes da chegada da criança: “Onde ela vai ficar enquanto eu trabalho?”.

Segundo a psicóloga e educadora emocional, Denise Franco, essa decisão não pode ser unilateral. “Conversar em família e encontrar a opção que traga mais conforto a todos os envolvidos é sempre a mais sensata. A decisão em conjunto é importante, inclusive para diminuir a culpa dessa transição para os pais”.

De acordo com a profissional, algumas vezes alguém com vínculo de confiança familiar é uma boa opção, mas nem sempre essa realidade torna-se possível. “Quanto à decisão de deixar a criança na creche ou na escola, para a educadora emocional, deve seguir os mesmos parâmetros, sempre alinhados com a filosofia de educação da família, e por isso a escolha do centro educacional também é importante”.

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(Foto: Freepik)

Hoje em dia é normal que tanto o pai quanto a mãe trabalhem fora, até mesmo para que o sustento da família seja garantido. Porém, seja qual for a decisão, a mais sábia será sempre a que agradar a todos os envolvidos.

Sob o ponto de vista psicológico com relação à melhor opção para a criança, Denise afirmar ser relativo. Por outro lado, destaca a necessidade de que sejam construídos vínculos entre pais e filhos.

“Se os pais não podem oferecer o dia todo ao lado dos filhos, que ofereçam um tempo de qualidade ao lado deles, sentando à mesa do jantar, brincando no chão e contando histórias”, ela destaca.

Para Denise Franco, é importante que os pais reflitam sobre a necessidade de viver o momento presente com seus filhos. “No futuro, nada vai compensar a frustração de não ter construído laços de amor, respeito e cumplicidade, e esses laços são construídos na infância”, finaliza.

 

Fonte: Denise Franco, psicóloga e educadora emocional.

 

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Conheça o distúrbio relacionado aos videogames

 A OMS anunciou a versão preliminar da Classificação Internacional de Doenças – CID, que será submetida à Assembleia Mundial de Saúde, em 2019. E entre as mudanças no “novo manual de referência”, a inclusão do “distúrbio relacionado aos jogos eletrônicos” na lista de transtornos de ordem psíquica, chega em momento oportuno.

É urgente estarmos atentos a esse transtorno contemporâneo, seus sintomas e prevalência na população. E isso, para que seja possível elaborar uma base de dados mundial, com informações que possibilitem o desenvolvimento de políticas de saúde, tanto para prevenir, quanto para tratar o problema.

Mesmo que o caminho até a publicação da CID-11, em 2022, ainda seja longo, é imperativo que comecemos a monitorar o transtorno agora, e a interpretá-lo como questão de saúde pública.

Realidades como: o avanço do uso de eletrônicos por crianças e adolescentes; o fenômeno do isolamento de indivíduos em grandes cidades; e a facilidade de conexão com redes de comunicação digitais, em qualquer local.

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(Foto: Freepik)

São exemplos de situações frequentes nesses novos tempos, e que criam ambientes com potencial para afetar pessoas com predisposição aos comportamentos persistentes e recorrentes, e tendência a adoecer.

Por parte dos indivíduos que jogam, e das pessoas que o cercam, é preciso atenção com situações como: descontrole em horários, frequência e intensidade da ação de jogar; priorização do jogo, em prejuízo de outras atividades da vida; aumento do tempo em que há dedicação ao jogo, mesmo após consequências adversas serem evidentes.

E se comportamentos assim forem identificados como persistentes, é urgente buscar o apoio de especialistas em Saúde Mental.

A Comunidade Médica está convidada a fazer ainda mais que tratar o grande número de afetados que chega aos consultórios, por vezes desejando solucionar apenas as consequências do transtorno, sem identificá-lo como o problema.

É necessário aprimorar protocolos para prevenção do adoecimento por exposição aos “videogames”, assim como ao universo virtual. E cobrar ações públicas de prevenção. Nessa tarefa, a perspectiva de catalogação na CID-11, indica que o trabalho está em curso.

Por Prof. Dr. José Toufic Thomé, psiquiatra e psicoterapeuta especialista em situações de crises e transtornos da contemporaneidade.

 

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