Excesso de tecnologia pode causar atraso no desenvolvimento motor

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Imagem: Freepik.

De acordo com a pediatra e homeopata Márcia Varejão, um número cada vez maior de crianças com algum distúrbio de ansiedade ou atenção – ou, ainda, algum atraso no desenvolvimento motor – frequenta consultórios médicos, e uma das causas para esse aumento pode ser a tecnologia sempre ao alcance dos pequenos. “Algumas crianças vêm até nós com a atenção tão dirigida ao eletrônico que apresentam atraso no desenvolvimento tanto da fala, quanto motor grosso, ou seja, são crianças que não correm, não exploram o ambiente e não se comunicam. A criança com livre acesso aos aparelhos eletrônicos fica o tempo todo alerta e, muitas vezes, competindo (em jogos, por exemplo), o que gera uma situação contínua de ansiedade e pode inclusive comprometer o sono”, comenta. Grande parte delas está bastante familiarizada com os aparelhos tecnológicos e não consegue realizar tarefas simples. A pesquisa Digital Diares, realizada em 2014 com mães de todo o mundo, mostrou que 66% das crianças entre 3 e 5 anos conseguem operar jogos de computador e 47% sabem usar um smartphone, porém somente 14% são capazes de amarrar os cadarços. Assim, sintomas como ansiedade, irritabilidade e baixo desenvolvimento devem ser investigados.

Por Marisa Sei

 

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Infecções são constantes em crianças com menos de três anos

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Imagem: AdobePhoto.

 A febre é um sinal do corpo de que algo não está bem. Mesmo em casos em que ela não está alta, somente sua presença já é motivo para preocupação por parte dos pais. Em crianças pequenas a apreensão é ainda maior, já que é difícil que elas consigam expressar o que se passa. No entanto, é preciso agir com calma, pois estudos comprovam que febres e infecções são constantes até os três anos de idade.

Contato com o mundo

Os primeiros anos de vida de uma criança é uma verdadeira descoberta do mundo. Com isso, seu organismo precisa aprender a lidar com novos agentes presentes na atmosfera. “As crianças pequenas têm mais risco de infecções pelo aumento da exposição a agentes infecciosos do meio ambiente associada à imaturidade do sistema imunológica própria da idade”, explica a pediatra Natacha Sakai, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo.

O início da frequência em creche e escola é um dos principais momentos de interação social que colaboram para a transmissão de doenças. Porém, isso não deve ser motivo para evitar tais lugares. “A imunidade é a capacidade que o corpo tem em resistir contra quase todos os tipos de micro-organismos ou toxinas, como bactérias e vírus. A criança vai adquirindo com o tempo a imunidade contra as doenças”, destaca a endocrinologista, Giovana Carpentieri. De acordo com Natacha, em geral, as crianças nessa faixa etária podem ser acometidas até 12 vezes ao ano por febre ou infecção.

Sem desespero

A maioria dos casos de febres costuma passar após alguns dias. Ainda assim, há pais que se desesperam ao primeiro sinal de alteração de temperatura, correndo para o médico mais próximo. “É preciso ter em mente que pronto-socorro não é consultório. Toda criança deve ter acompanhamento com um pediatra. Quando surgirem dúvidas, comunique o ocorrido ao profissional que orientará quanto à necessidade de atendimento de urgência”, frisa Natacha.

A especialista ressalta que a febre não é uma doença, e sim um sintoma, que pode ter ações não apenas negativas ao organismo, mas também benéficas, como redução da reprodução de vírus e bactérias e estímulo à atividade da imunidade. “Em geral, se a criança tem mais de dois meses, a temperatura não ultrapassa os 39,5°C e não há dificuldade em monitorar a febre, pois cede com antitérmico e tem duração menor que 72 horas”, afirma a pediatra.

O quadro merece maior atenção quando há outros sintomas combinados, como gemência, vômitos e dificuldades para respirar. Nestes casos, há necessidade de avaliação médica com urgência.

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Imagem: AdobePhoto

Como evitar

Algumas medidas são fundamentais para garantir que seu filho fique longe de febres e infecções

– Manter o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida, pois o alimento é rico em imunoglobulinas, que contribuem para a proteção contra diversas infecções.

– Evitar aglomerações.

– Vacinar conforme orientação pediátrica.

– Evitar idas ao pronto-socorro, onde há muitas pessoas doentes.

– Conservar o ambiente livre de fumaça de cigarro.

– Fazer sempre a higienização das mãos.

Antibióticos: use com moderação

Eles revolucionaram a medicina, porém, devem ser usados com cautela. Apesar de ajudarem a combater muitas infecções bacterianas, nem sempre são a solução. “Quando utilizado de forma inadequada, além de ineficaz, o antibiótico pode provocar reações adversas severas. Seu uso indiscriminado tem participação na crescente resistência de bactérias aos medicamentos”, destaca Natacha.

Na maioria das vezes, os antibióticos são prescritos por profissionais de plantão, que não conhecem o histórico da saúde do paciente. Mais um motivo da importância de se evitar o atendimento de emergência e preferir o acompanhamento pediátrico regular.

Você já ouviu falar do timo?

Uma opção no tratamento do quadro infeccioso que evita o uso abusivo de antibióticos envolve uma glândula chamada timo, situada no tórax e parte do sistema imunológico. Ela prepara as células de defesa do organismo para identificar agentes infecciosos e compostos estranhos ao corpo. “A função do timo é promover a maturação dos linfócitos T (células-tronco de defesa que vieram do fígado e da medula óssea) até o estágio de pró-linfócitos, quando vão para os outros tecidos linfoides, onde se tornam ativos para a resposta imune. O timo também dá origem a linfócitos T maduros que vão fazer o reconhecimento do organismo para saber identificar o que é material estranho ou próprio do organismo”, explica a endocrinologista, Giovana Carpentieri. Os linfócitos são os principais elementos das células do sistema imunológico, que formam um forte exército contra micro-organismos e toxinas, prevenindo e combatendo infecções.

Ao longo da vida, o timo evolui, diminuindo de tamanho e sendo substituído por tecido adiposo já na adolescência. Para saber mais sobre o tratamento, procure um endocrinologista ou o pediatra do seu filho.

Por Natália Negretti
Nossas fontes
Giovanna Carpentieri, endocrinologista
Natacha Sakai, pediatra

Obesidade infantil já se caracteriza como um problema de saúde pública

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(Imagem: AdobePhoto)

A obesidade infantil já é considerada uma epidemia no Brasil. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças está acima do peso no País. Dados assustadores quando percebemos que o excesso de peso não é apenas um transtorno estético. Ele traz consigo uma série de doenças graves e que comprometem a qualidade de vida para o resto da vida, como diabetes, hipertensão e colesterol elevado.

“O excesso de peso atinge todas as classes econômicas, com intenso crescimento nos últimos vinte anos. Por classe econômica, a prevalência é maior na faixa mais rica da população. Quando se padroniza a renda, o índice que melhor se relaciona com excesso de peso é a escolaridade. Quanto menor escolaridade, maior o índice de obesidade e sobrepeso. Logo, é fundamental o investimento de informação a população, em especial a de menor renda”, destaca a médica endocrinologista Ana Elisa Alcântara.

Segundo ela, a sociedade como um todo subestima a obesidade como doença e não leva a sério o tratamento médico. “O problema do excesso de peso é muito maior do que é possível ver! Por se tratar de um da doença crônica, ela precisa ser seguida por longo tempo, não raro por toda a vida”, afirma a médica.

Fast-food compromete a saúde

Os hábitos mudaram muito ao longo do século passado e começo deste século. De brincadeiras ao ar livre, jogos, caminhadas, a vida da criança passou a ser moldada por horas na frente da televisão, do computador ou celular. Menos atividades físicas e mais comidas industrializadas estão produzindo um efeito drástico no organismo dos pequenos.

Elas não gastam todas as calorias que consomem e ainda tornam o fast-food seu melhor amigo, o que aumenta ainda mais os riscos de sobrepeso e obesidade. “As principais causas são o estilo de vida dos pais (sedentários e com maus hábitos alimentares), a facilidade de acesso ao consumo de alimentos pouco nutritivos e ricos em gorduras e açúcares (fast-foods, salgadinhos, refrigerantes, sucos prontos adoçados, etc) e o sedentarismo dos dias atuais”, reforça a endocrinologista Raquel Resende.

E o problema pode ser ainda mais enraizado. Em alguns casos, o bebê já nasce com predisposição para o problema. Um número cada vez maior de mulheres que engravidam está acima do peso, tendo impacto direto na saúde dos filhos. “Sabe-se que quanto maior o IMC (peso por altura ao quadrado) das mulheres ao engravidar, maior será o risco dessa mulher em ter complicações na gestação – como diabetes gestacional, hipertensão – e gerar filhos que na vida adulta terão mais risco de serem obesos”, destaca Ana Elisa.

UMA em CADA 3 CRIANÇAS

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A tecnologia como inimiga

É fato que a inatividade física pode elevar o peso de qualquer pessoa, inclusive das crianças e adolescentes. Se o pequeno fica mais de duas horas por dia sentado ou deitado, na frente da televisão ou jogando videogame, a chance de ele brigar com a balança futuramente vai ser alta.

O que pode salvar um pouco essa dura realidade é a chegada de jogos que exigem movimento, como aqueles em que a criança interage por meio de danças e disputas esportivas. “Essa brincadeira pode ser uma ferramenta inovadora no combate a inatividade física”, ressalta Ana Elisa.

Mais frutas, menos doces

Como não poderia deixar de ser, a alimentação tem uma grande influência nos números a mais na balança. Não existe um planejamento alimentar em boa parte das residências, segundo a endocrinologista Ana Elisa. Sendo assim, as pessoas optam por comer o que é mais fácil de preparar e o que está à mão – geralmente produtos prontos e industrializados, repletos de sódio e gordura.

“O melhor é NÃO COMPRAR refrigerantes, salgadinhos, bolachas recheadas, enfim, ALIMENTOS COM BAIXO VALOR NUTRITIVO e extremamente calóricos. Dê PREFERÊNCIA aos ALIMENTOS feitos em CASA, mais NATURAIS. E também, EDUQUE seus filhos em relação aos BONS HÁBITOS alimentares e estilo de vida saudável”.
Dra. Raquel Resende

A pesquisa de orçamentos familiares do IBGE mostra que pão, biscoitos, macarrão e arroz são responsáveis por 35% das calorias consumidas pelo brasileiro em casa. Refrigerantes e doces somam 13% dos produtos consumidos, acima inclusive das carnes com 12,6%. Frutas e sucos naturais são só 2% do que é comprado, e legumes e verduras 0,8%.

Para virar a mesa é preciso planejamento e coragem. O primeiro ponto é dar exemplo. “Os pais que não ingerem frutas, legumes e verduras terão crianças e adolescentes com maior chance de ter o mesmo hábito. Alimentar-se assistindo tevê aumenta o risco de comer muito mais”, sugere Ana Elisa.

Ela dá algumas dicas que valem ouro:

  • Planeje seu supermercado, faça uma lista de produtos que merecem entrar na sua casa

  • Fuja das prateleiras de biscoitos recheados e de itens que não estão na sua lista

  • Cultive o hábito de comer à mesa com seus filhos, prestando atenção na refeição e sem ficar ao telefone ou no computador neste momento

  • Coma devagar para saborear os alimentos e dar tempo ao corpo para entender o momento da saciedade

  • Prepare os lanches junto com as crianças

  • Não desista no primeiro (nem no segundo nem no terceiro) “NÃO” dado pela criança quando esta não quiser experimentar novos alimentos.

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Sedentarismo, comidas industrializadas e acesso às tecnologias contribuíram para o crescimento do problema

Sugestões para uma lancheira saudável

  • Pão com queijo, recheado com tomatinho e cenoura + iogurte e água gelada

  • Água de coco + bolo caseiro integral + melancia cortada

  • Leite + biscoito integral + uma banana.

  • Milho cozido + maçã + água.

 

 

Por Rose Araujo
Entrevistas: Jacque Lopes
Nossas fontes
Ana Elisa Alcântara, endocrinologista pela Universidade de São Paulo (USP)
Raquel Resende, endocrinologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

Saiba quais são os cuidados necessários para viajar durante a gestação

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Especialista dá dicas para aproveitar com tranquilidade. (Imagem: AdobePhoto)

Com a chegada dos últimos meses do ano, férias e datas comemorativas, muitas futuras mamães querem viajar, o que não é contraindicado nessa fase. No entanto, é preciso tomar alguns cuidados básicos para não comprometer a saúde da mãe e do bebê. Além disso, o primeiro passo para qualquer mulher grávida que deseja viajar é conversar com o seu obstetra para seguir com os planos da viagem com tranquilidade.

Confira abaixo algumas dicas importantes elaboradas pela ginecologista e obstetra,  Maria Elisa Noriler:

– Viagens de carro ou ônibus: É importante fazer paradas a cada uma hora e meia ou duas, para caminhar um pouco, ir ao banheiro e se alimentar de forma leve.

– Cinto de segurança: O cinto deve cruzar a barriga e se posicionar entre os seios. Se incomodar no pescoço, tente mudar a posição do assento para que se encaixe melhor.

– Alimentação: Seguir uma dieta saudável durante toda a gravidez é essencial. No entanto, enquanto estiver viajando é necessário não se deixar levar pelo período de férias e se manter atenta a alimentação. Se estiver muito calor, procure estar sempre bem hidratada, evite fast foods e coma sempre de três em três horas.

– Viagens de avião: Se a mulher estiver no primeiro ou segundo trimestre de gestação, a viagem é segura. Do contrário, o mais indicado e escolher outra forma de transporte.

– Vacinas: É muito importante se certificar de que o local de destino seja seguro e, caso precise e for autorizado pelo obstetra, a gestante deve tomar as vacinas necessárias antes de viajar.

“Dependendo da idade gestacional, se for, por exemplo, no final, após 32 semanas, não é indicado viajar”, finaliza a especialista.

Meditação melhora o desempenho escolar e o desenvolvimento pessoal da criança

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Os benefícios da meditação para as crianças têm despertado o interesse de pais e professores. (Imagem: AdobePhoto)

 

Olhos fechados, posição confortável, respiração profunda e silêncio. Basicamente, é assim que se medita. Apesar de a atividade parecer simples, seus benefícios são enormes. Cada vez mais a ciência vem provando o que doutrinas já afirmam há milhares de anos: meditar faz bem para o corpo e a mente.

Também para os pequenos

De um tempo para cá, até as crianças vêm se beneficiando da prática, já que a meditação na infância ajuda a melhorar o aprendizado, fortalecendo a concentração e a memória, o que reflete em melhor desempenho escolar e desenvolvimento pessoal. “Meditar significa familiarizar-se com a própria mente. É importante ter uma relação saudável com o universo interior, saber mapear os processos e estados mentais, perceber as emoções, os pensamentos, as origens dos comportamentos, das decisões e os impactos que tudo isso produz em si mesmo e no mundo”, afirma Regina Migliori, coordenadora do Programa MindEduca e consultora da UNESCO.

No entanto, não se trata de ensinar a criança a olhar para seu interior ou buscar uma paz de espírito transcendental, já que ela não possui maturidade suficiente para compreender essas ideias, mas ensiná-la a fazer um exercício que lhe fará bem. “É uma forma de mostrar para a criança que é um momento para ela, para respirar, estar com ela mesma e descansar. O êxtase que acontece para a criança depois da meditação é como se ela se sentisse relaxada e tranquila, é um bem-estar”, explica Kareemi Prem, palestrante e escritora.

Melhoria de dentro para fora

Se para os adultos os benefícios são inúmeros, para as crianças não seria diferente. Diversos estudos vêm mostrando as melhorias reais na qualidade de vida de quem pratica meditação, como o da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, que apontou redução de estresse e baixos níveis de inflamação no cérebro dos participantes do experimento.

No caso das crianças, entre as principais vantagens da prática estão a melhora na atenção, na relação pai-filho, na autoestima, na qualidade do sono e na redução e até descontinuação de medicação em casos de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDHA). “A criança pequena, principalmente até os seis anos, responde a muitos estímulos externos; e a meditação mindfulness, como trabalha com a atenção no corpo, na respiração e no momento presente, contribui muito para que a criança não se disperse, principalmente durante o aprendizado”, comenta Kareemi.

Mindfulness

Meditação é um termo amplo, que se refere não somente ao momento de silêncio e concentração, mas orações, visualização, mantras e contemplação. Do inglês, que significa atenção ou consciência plena, o mindfulness é um dos tipos mais indicados para crianças, pois essa meditação pede atenção no momento presente, ao contrário das outras que pedem silêncio. “É muito mais difícil, tanto para alguém quem vai começar a meditação, quanto para uma criança, se manter em silêncio, desligar a mente, ao invés de fazer uma meditação que pede que você esteja atento à respiração e ao que está acontecendo no momento presente”, explica Kareemi.

“PARA estudar e APRENDER, é PRECISO ter foco, CONCENTRAÇÃO, calma e motivação, aspectos que a meditação desenvolve com maestria”,
Regina Migliori

Na escola

Escolas em vários países, inclusive no Brasil, vêm implementando a meditação na grade de aulas. Os resultados são redução de comportamentos problemáticos, como agressividade, hiperatividade e depressão. Uma escola em Baltimore, nos Estados Unidos, inclusive, criou uma sala de meditação. O resultado foi surpreendente: com ajuda para controlar a ansiedade e a raiva, desde que o projeto foi implantado há dois anos, nenhum aluno foi suspenso.

Não há dúvidas de que é mais fácil lidar com os pequenos em uma sala de aula mais tranquila e harmonizada. “As escolas que adaptaram a meditação na grade escolar mostraram um aumento no foco, na concentração, diminuição da ansiedade, melhora de comportamento, diminuição da hiperatividade, mais tranquilidade e mais estado de presença”, aponta Wallace Liima, professor e pesquisador em saúde quântica.

“Colocar a meditação na grade escolar seria, com certeza, uma grande conquista. Pelas experiências que já existem hoje no Brasil e no mundo, influenciaria diretamente no rendimento escolar e na relação com os pais, porque isso vai reverberar também no comportamento da criança em casa, chegando até a influenciar os pais, se eles ainda não tiverem prática de meditação”, complementa Wallace.

Ainda que meditar pareça algo fácil, é preciso que o professor tenha um treinamento para que esteja preparado para criar um ambiente adequado. “Com o tempo, as crianças vão pedir aquele momento, vão querer participar. É importante o professor dar essa autonomia de forma que ela possa se empoderar e assumir o papel de coordenar a própria meditação que vai se tornar em uma atração para ela, um desafio”, afirma o professor.

Em casa

O primeiro contato da criança com a meditação pode se dar na escola e, daí, levar a prática para casa. Ou vice-versa. Meditação em família é algo ótimo para se viver em um ambiente mais harmonioso.

“Os pais só podem ajudar os filhos a meditarem se eles fizerem junto, até porque a criança precisa ser conduzida. Seja parceiro, pois a meditação é algo bom para os dois”,
Kareemi Prem

Se os pais não têm nenhum contato com a prática, não há problemas. Comece estipulando um horário, preferencialmente logo ao acordar ou antes de dormir. “É importante ter o momento do silêncio, de focar em algo, de celebrar o dia, de agradecer, de acionar sua intenção e silenciar os pensamentos. E trazer esse estado de presença e foco na respiração”, comenta Wallace.

Com raízes budistas, esse modelo de prática foi criado por Jon Kabat-Zinn, da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, na década de 1970. É considerada uma meditação ocidental, não só por ter sido criada deste lado do planeta, mas por se diferenciar da meditação original.

O mindfulness preza pelo foco no momento, prestar atenção à própria respiração e sensações corporais. Apesar de ser a mais indicada para as crianças, não é a única modalidade. Independentemente do tipo de meditação, o importante é conscientizar os pequenos da importância de cuidar do seu interior. “Qualquer uma das práticas pode ser ensinada às crianças, tudo dependerá da idade e da forma como isso será feito”, afirma Patricia Savoi Canineu, nutróloga.

Cinco minutos

Para o momento de meditação, o melhor é reservar uma hora tranquila em um ambiente calmo, porém, no caso da mindfulness isso não é uma regra, já que pode ser feita em cinco minutos do dia a dia, em qualquer lugar; basta se concentrar. “O momento mais indicado é aquele que a pessoa estiver disponível e isso pode ser qualquer horário. Não é uma meditação que precisa de relaxamento, concentração e nem zero de barulho externo”, conta Kareemi.

Vamos tentar?

Experimente meditar em casa com seus pequenos, de preferência, vários dias na semana. Não vale desistir logo na primeira vez!

– Procure um lugar tranquilo onde somente vocês estarão;

– Coloque uma música calma com volume baixo;

– O adulto deve conduzir a meditação. Pode ser de olhos fechados, imaginando uma imagem de apoio. “É importante ter uma temática interessante e estabelecer uma espécie de âncora para sustentar o foco, que pode ser uma paisagem da natureza, uma sensação corporal ou a própria respiração. Para as crianças, essa “âncora” pode ser um objeto externo, como uma flor”, explica Regina.

– Também é possível observar algo presente no local, como uma vela queimando ou as folhas ao vento;

– Com uma voz baixa e pausada, vá descrevendo o que a criança deve imaginar (detalhes da flor, sua cor, seu cheiro…);

– Não é preciso se prolongar muito; alguns poucos minutos já são o suficiente para essa faixa etária. “A recomendação é um minuto de meditação por ano de idade, a partir dos oito anos. Porém, é possível começar a partir dos três anos”, conta Patricia.

Olha o céu

Regina Migliori indica um tipo de exercício simples e muito agradável às crianças, que serve como porta de entrada para a meditação: “deitem-se no chão e observem as nuvens em um dia de céu azul. A prática começa como uma brincadeira, em que pais e filhos tentam coordenar a respiração, prestando atenção a cada inspiração e expiração, como se seu sopro alcançasse as nuvens e as desfizessem no céu. Aos poucos se estabelece um ritmo natural na respiração, sobre o qual a atenção passa a repousar. Isso pode durar alguns minutos, o suficiente para sustentar a atenção sobre a própria respiração”.

Vale lembrar que a MEDITAÇÃO é uma atividade que DEVE SER PRAZEROSA. Caso a CRIANÇA NÃO GOSTE da experiência, obrigá-la a continuar NÃO TRARÁ RESULTADOS tão positivos.

Por Natália Negretti
Nossas fontes:
Kareemi Prem, palestrante e escritora
Patrícia Savoi Canineu, nutróloga
Regina Migliori, coordenadora do Programa MindEduca e consultora da UNESCO
Wallace Liima, professor e pesquisador em saúde quântica

Mousse de Leite Ninho

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INGREDIENTES:

500ml de creme de leite fresco

3 colheres sopa de açúcar

4 colheres sopa de mel puro

8 colheres sopa de leite em pó

3 folhas de gelatina sem sabor hidratada

Calda de fruta de sua preferencia

MODO DE PREPARO:

Bata o creme de leite fresco na batedeira

Quando começar a ficar expeço, coloque o açúcar

Continue batendo até o ponto de chantilly mole

Desligue a  batedeira

Misture o leite ninho e o mel

Aqueça a gelatina hidratada por 30 segundos no micro-ondas e incorpore ao mousse

Coloque nas tacinhas e leve à geladeira

Decore com calda de fruta de sua preferencia

Rendimento: 10 porções