Saiba como ensinar as crianças a praticar a amizade

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A amizade na infância inaugura os relacionamentos dos pequenos fora do círculo familiar e é um fator importante para o amadurecimento e desenvolvimento das crianças ao ajudá-las a praticar os diferentes tipos de relações que terão na vida futura.

“É essencial proporcionar o convívio, desde cedo, com outras crianças e ensinar o valor da amizade, para que as crianças possam acessar novas emoções e desenvolver as relações afetivas. É saudável e importante para o seu crescimento praticar a amizade”, explica o empreendedor Marco Gregori.

“Com a amizade, eles aprendem a conviver com os outros, a dividir os brinquedos, a lidar com diferenças, a criar empatia e respeito pelo próximo, além de entender na prática o efeito da colaboração. São habilidades socioemocionais necessárias para a sobrevivência no século 21 e que farão diferença no futuro. Quem contar com elas certamente terá mais chances”, diz Gregori.

Se o seu filho for tímido, ele pode ser estimulado a fazer novas amizades ao frequentar locais onde há outras crianças de idades próximas como parques, ou ao participar de grupos nos quais se compartilha um mesmo interesse, como a prática de um esporte, por exemplo. Em todos os casos, é importante respeitar a personalidade de cada um.  “Devemos estimular relações harmoniosas e respeitosas. Não é a quantidade de amigos que importa, mas sim, a qualidade das relações”, lembra Gregori.  “Em tempos em que a contabilidade do número de amigos virou algo comum, por conta das redes sociais, é essencial que os pais deixem claro o que importa realmente: a força dos laços e não o número deles”, ressalta.

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E como colaborar para que as crianças saibam criar amizades verdadeiramente harmoniosas e respeitosas?

 – Incentive as crianças a compartilhar seus brinquedos com os amigos. Isso vai ensiná-las que há felicidade em ver os amigos se divertindo;

– Estimule a demonstração de afeto e carinho e mostre que a amizade deve ser cultivada diariamente;

– Permita que a criança traga amigos para casa ou visite seus amigos. Esta aproximação fortalece a relação entre elas, além de garantir a interação entre os pais;

– Explique que a criança pode ser ela mesma com os amigos;

– Lembre aos pequenos que amizade não evita conflitos pontuais. Explique que o melhor caminho para solucioná-los é conversando e não brigando;

– Estimule os pequenos a torcerem pelos amigos e perceberem como a vitória deles faz bem. Isso ajuda a criança a entender que desejar o bem do amigo é desejar o bem a si mesma.

 

Fonte: Enciclopédia do Desenvolvimento sobre a Primeira Infância.

 

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Natação para bebês: conheça os mitos e verdades

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É comum dizer que bebês sabem nadar mesmo sem ter aprendido, e que essa aptidão desaparece quando eles começam a crescer. Porém, ao contrário desse pensamento, os recém-nascidos não são tão habilidosos assim, por mais que pareçam familiarizados. O que acontece, na verdade, é um movimento intuitivo de autoproteção.

Chamado de Reflexo de Natação, a ação faz com que os recém-nascidos, quando posicionados na água, mexam seus braços e pernas de forma repetitiva, de modo que fiquem estáveis e não se afoguem.  Entretanto, esse reflexo desaparece quando o bebê chega aos seis meses de idade, tornando perigoso mantê-los em uma banheira, por exemplo, sem a supervisão de um adulto.

“Colocar os bebês na água e deixá-los nadar por conta própria é altamente desaconselhado, uma vez que eles podem facilmente se engasgar e se afogar”, alerta dr. José Gabel, vice-presidente do Departamento de Cuidados Domiciliares da Sociedade de Pediatria de São Paulo.
 
Habilidade motora

O estudo de Blanksby, que busca analisar o comportamento aquático dos recém-nascidos, mostra que os bebês podem adquirir habilidades de nado por volta dos cinco anos de idade. Isso se deve ao desenvolvimento motor das crianças, que faz com que elas tenham mais controle do corpo.

No entanto, iniciar as aulas de natação precocemente não significa
que a criança dominará mais rapidamente a prática, justamente pela capacidade neuromuscular ainda incompleta.

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Segurança

Programas aquáticos direcionados às famílias com a intenção de introduzir os bebês de forma divertida e descontraída a esse ambiente não devem ser vistos como aulas de sobrevivência. “São oportunidades para introduzir as crianças à água e estar consciente dos riscos. Não servem para torná-las nadadoras talentosas ou para sobreviver de forma independente na água”, justifica o pediatra.

A Academia Americana de Pediatria também reforça essa ideia de segurança, recomendando que os pais não deixem seus bebês sozinhos dentro da água e que devem estar sempre por perto para evitar afogamentos.

Transforme o livro em um ótimo presente para as crianças

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Independentemente do tipo da celebração, final de ano com crianças significa férias, descanso e, claro, presentes! Todo pequeno adora ganhar um pacotinho recheado de carinho, mas alguns ainda não descobriram o quão divertido pode ser ganhar livros. Para ajudar a descobrir como transformar um livro em um ótimo presente neste Natal, confira as dicas que farão a magia da leitura compartilhada permanecer na família durante todo o ano.

1) Descubra temas de interesse do pequeno

É louco por futebol? Tem curiosidade sobre dinossauros? Gosta de artes? Sonha em ser princesa? Quanto mais você conhecer o pequeno leitor, mais fácil fica encontrar obras que ele poderá gostar. Há inúmeras possibilidades de temas, narrativas e personagens. Para os menores, rimas e poesias costumam ser bem aceitas, enquanto histórias mais intrigantes são boas pedidas para os que já têm fluência na leitura.

2) Considere as faixas de desenvolvimento

Embora descobrir interesses seja natural, trabalhar com o elemento surpresa garante empolgação para ler novas histórias. A Leiturinha oferece planos mensais para os pequenos receberem livros cuidadosamente selecionados para cada faixa do desenvolvimento. A seleção é feita por uma equipe de especialistas que conta com psicólogos e pedagogos e vem acompanhada de uma cartinha pedagógica com dicas de leitura.

3) Reserve um tempo para lerem juntos

Criança gosta de atenção. Sentar para ler um livro é uma oportunidade de toque, carinho, conversa, e é também um momento de troca de opiniões, de muitas perguntas e de algumas respostas. De todas as maneiras, há um elo invisível que mantém unidos aqueles que compartilham seus sentimentos e ideias inspirados por uma obra literária.

4) Faça um cantinho de leitura em sua casa

Ofereça também a oportunidade de seu pequeno ter autonomia para escolher e ler seus livrinhos. Prateleiras baixas deixam os livros disponíveis as mãozinhas curiosas. Deixe que seu pequeno manuseie, sinta e toque os livros. Almofadas, travesseiros e tapetes deixam o chão aconchegante para se espalhar entre histórias e aventuras.

5) Façam juntos o próprio livro!

Estimule seu pequeno a imaginar, criar, escrever e ilustrar as próprias histórias. Materiais simples como papel, lápis, tintas e canetinhas garantem diversão e uma obra exclusiva. Ainda é possível incrementar com gravuras, texturas e armarinhos. Depois, é só pedir uma dedicatória e colocar o livro na estante.

6) Registre o momento

Produza com a criança materiais que personalizem o momento da leitura. Isso pode incluir a criação e confecção de marca-páginas, de um livro de resenhas ou ilustrações e até mesmo um espaço para encenação das obras. Quanto mais ideias e envolvimento, melhor.

7) Faça passeios literários

Leve a criança para passear em livrarias e bibliotecas. As livrarias costumam ter espaços pensados para acomodar os pequenos e os adultos. Já as bibliotecas municipais podem oferecer gratuitamente um acervo diferenciado que ajuda ainda mais os pequenos a se familiarizarem com os livros.

8) Explore a leitura

Saia em busca de formas para explorar a leitura. Leu um texto informativo? A internet pode ter algum dado positivo a acrescentar. O texto era sensível? Que tal produzir uma ilustração, um desenho ou um poema sobre a história? É uma via de mão dupla em que tanto os elementos cotidianos podem direcionar a literatura quanto as histórias podem inspirar movimentos na vida real.

9) Estimule a criatividade antes, durante e depois da leitura

Ao iniciar a leitura, faça perguntas sobre a obra. Instigue a curiosidade, deixando a criança manusear o livro antes da leitura. Depois, observe as reações a cada página virada. Formule perguntas sobre as personagens, sobre o enredo, veja se seu pequeno tem outras sugestões de desfecho. Depois da leitura, ajude a criança a construir sentido para o que foi lido e auxilie a compreensão. Também vale contar sobre o autor e o ilustrador. No geral, as crianças gostam de ter uma referência mais concreta sobre quem pensou ou participou do desenvolvimento daquela história.

10) Seja exemplo

Estimule em casa o hábito da leitura criando oportunidades para que os pequenos leiam. Famílias de pais leitores tendem a oferecer uma ambiente mais propício à leitura. Leia também e mostre que a leitura pode ser prazerosa, comentando sobre os livros que tem lido. Adapte suas opiniões à idade e conte sobre seus autores e obras preferidos. Deixe claro que, embora necessário, ler é um prazer que pode ser compartilhado.

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Saiba como preparar um bolinho de arroz integral assado

 

Imagem: Divulgação.

 

Ingredientes:

 

–  2 xícaras (chá) de arroz integral cozido

–  1 medidor de Bebida de Arroz + Fibras (diluído em 200mL de água)

–  1 ovo

–  1 cenoura cozida e picada em cubos pequenos

–  ½ xícara (chá) de milho

–  1 xícara (chá) de cheiro verde picado

–  2 colheres (sopa) de farinha de arroz

–  02 colheres (sopa) de aveia em flocos

–  Sal a gosto

–  Pimenta-do-reino moída na hora a gosto

–  Óleo de canola para untar a assadeira

–  1 gema para pincelar

Modo de preparo:

Em uma tigela, misture o arroz integral, a Bebida de Arroz + Fibras Original Sanavita, o ovo, a cenoura, o milho, o cheiro verde, a farinha de arroz, a aveia em flocos, o sal e a pimenta-do-reino a gosto até que fique homogêneo.

Modele os bolinhos e coloque-os em uma assadeira untada. Pincele-os com a gema e leve para assar no forno médio (180ºC) pré-aquecido por cerca de 30 minutos ou até que estejam dourados.

Nível de dificuldade: fácil
Rendimento: 6 bolinhos médios
Calorias: 106 Kcal/porção

Dançar estimula a mente, a socialização e trabalha os músculos das crianças

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Imagem: Dreamstime.

Dançar, bailar, remexer… quer exercício mais gostoso que esse? A música envolve o corpo e, quando a gente percebe, já está embalada ao ritmo da melodia. Além de ser prazerosa, a dança é uma excelente atividade para o organismo como um todo: da mente aos músculos. “Numa época em que as crianças estão cada vez mais isoladas em casa, plugadas em eletrônicos, é essencial encontrar uma atividade que traga prazer, que mexa o corpo, que promova socialização e combine benefícios físicos mentais e emocionais”, destaca a psicóloga, bailarina e professora de dança do ventre, Karina Valentin.

A dança é uma maneira lúdica de exercitar o corpo e, na infância, torna-se uma brincadeira saudável e divertida, trazendo muitos benefícios para o desenvolvimento dos pequenos. Ela aumenta a autoestima e a segurança, facilita a socialização e o desenvolvimento da confiança física e mental.

Segundo a bailarina Sabrina de Souza, na primeira infância são trabalhados diversos conceitos que ajudam a criança em sua formação. “Com a dança trabalhamos muito a coordenação motora, a noção espacial, a agilidade em movimentos de equilíbrio, o desenvolvimento muscular, o reflexo”.

Faz bem pra cuca!

Dançar também faz um bem danado para a mente, pois ajuda no fortalecimento da personalidade, desenvolve a sensibilidade, permitindo que os pequenos coloquem para fora todos os sentimentos. “Através dessa atividade, a criança aprende a canalizar suas emoções”, reforça Karina. Entre outras coisas, auxilia a superar a timidez, reduz os sintomas de estresse e ansiedade e aumenta a confiança de si mesma.

Karina ainda destaca que algumas pesquisas chegam a associar os benefícios da dança com o aprendizado de matemática. “Isso acontece porque a atividade auxilia na concentração, o que nos dias de hoje é um bem muito necessário, principalmente para tirar um pouco da criança o foco em jogos eletrônicos, celular, tablet”, explica.

 

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Foto: Dreamstime.

Quando começar?

Para Karina, não existe uma idade certa. O contato com a dança pode acontecer desde muito cedo. “Já existe uma modalidade na qual as mães dançam com o bebê no sling, ou seja, antes mesmo de começar a andar já é possível bailar”, afirma.

Mas também pode-se levar em conta a autonomia de movimentos para iniciar as aulas. Entre os 3 ou 4 anos de idade o aparelho locomotor pode assimilar e interiorizar com mais facilidade e soltura os movimentos e técnicas da dança. “Existem alguns estudo científicos que provam que a dança também auxilia em problemas cognitivos, age no cérebro como um pensamento divergente, em que a pessoa tem que achar mais de uma forma de saída para determinada situação. Como na primeira infância é trabalhado o improviso, estimula a criança a expor seus sentimentos, a se expressar, obriga a parte cognitiva dela a trabalhar mais e de uma forma lúdica”, lembra Sabrina.

Menino também pode?

Claro que sim! Embora não seja uma das atividades prediletas deles, a dança é democrática e recebe todos de braços abertos. O que ocorre é que muita vezes o desconhecimento e o preconceito acabam afastando os garotos dessa atividade. “É mais difícil encontrar um menino fazendo balé, pois, em muitos casos, a família não valoriza, não incentiva e até mesmo poda esse interesse. Porém, há outros tipos de dança nas quais é mais comum encontrar meninos, como o street dance, por exemplo”, salienta Karina.

Ela diz que a dança não escolhe gênero e que poderia ser praticada livremente por todos, já que enriquece a pessoa culturalmente também. “Quando se aprende uma dança, aprende-se junto a cultura de um povo, o que esses passos transmitem sobre a identidade e a história de cada lugar. É uma atividade muito rica”, frisa Karina.

Agora é lei!

Em maio, foi sancionada pela presidência da República a Lei 13.278/2016, que inclui as artes visuais, a dança, a música e o teatro nos currículos dos diversos níveis da educação básica. A nova lei altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB — Lei 9.394/1996) estabelecendo prazo de cinco anos para que os sistemas de ensino promovam a formação de professores para implantar esses componentes curriculares no ensino infantil, fundamental e médio. A legislação já prevê que o ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, seja componente curricular obrigatório na educação básica, “de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”.

Vontade própria

É sempre importante lembrar que os pais podem estimular, mas a criança precisa se sentir à vontade com a dança. “Às vezes, a mãe coloca a criança no balé, na dança do ventre, para realizar um desejo dela, que não conseguiu fazer quando mais nova. E deposita uma expectativa, uma cobrança tão grande na filha que aquilo passa a ser aversivo pra ela. Isso não é legal! A dança deve ser realizada de forma lúdica, leve”, destaca Karina.

Claro que, de acordo com a fase de desenvolvimento na aula, existem cobranças, mas isso trabalha a questão da disciplina, do compromisso, do respeito com os colegas, que também é necessário. Quando ultrapassa os limites do aceitável, passa a ser uma fonte de estresse.

Na casa da professora Fernanda Saqueto Andrade, o desejo de dançar surgiu da própria filha, Ana Laura Andrade, 12 anos. “Ela já tinha feito outras atividades quando era menor e disse que gostaria de fazer aula de dança”, explica a mãe.

Há três anos a menina pratica sapateado, jazz e danças urbanas. Fernanda relata uma série de benefícios que a atividade trouxe para a menina, como melhoria da coordenação motora, autoconfiança, ritmo, responsabilidade e diversão. “Mas também tem que preparar o lado psicológico no que se refere aos ensaios e às apresentações, lidar com o público! No caso dela, sempre procuro conversar sobre isso e ela é bem tranquila e segura nesse quesito”, salienta Fernanda.

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Foto: Dreamstime.

Benefícios da dança:

– Estimula a circulação sanguínea e o sistema respiratório.

– Favorece a eliminação de gorduras.

– Contribui para corrigir más posturas.

– Exercita a coordenação, a agilidade de movimentos e o equilíbrio.

– Colabora no desenvolvimento muscular e forma da coluna.

– Ajuda no desenvolvimento da psicomotricidade, da agilidade e coordenação dos movimentos.

– Permite melhorar o equilíbrio e os reflexos.

– Pode ajudar a corrigir problemas como o “pé plano”. No ballet, a posição que o pé adota durante as aulas, na maior parte do tempo, é estirado para frente, fazendo com que pouco a pouco se corrija o defeito.

– Desenvolve a sensibilidade dos pequenos, permitindo que fluam seus sentimentos com total liberdade.

– Ajuda na socialização das crianças mais tímidas e a superar essa timidez.

Por Rose Araújo
Nossas fontes:
Karina Valentin, psicóloga, bailarina e professora de dança do ventre
Sabrina de Souza, bailarina

Saiba como agir quando chega o momento do desfralde

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Imagem: AdobePhoto.

Desde que o bebê nasce é assim: trocas e mais trocas de fraldas várias vezes ao dia e, às vezes, até à noite. Com o passar do tempo, a frequência das trocas diminui – sinal de que é hora de se livrar das fraldas. Porém, a transição gera sempre um estresse aos pais e cuidadores, que precisam ser pacientes.

Hora certa

Ao pensar sobre o assunto, os adultos precisam ter em mente que a hora de tirar as fraldas deve respeitar o momento da criança e não ser somente uma decisão dos pais. De acordo o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, o amadurecimento do controle dos músculos que controlam a saída do xixi e do cocô se inicia, em média, entre os 18 e 30 meses, ou seja, pode variar do um ano e meio aos dois anos e meio de idade.

Além da idade, o comportamento dos pequenos é uma grande ajuda para saber o momento certo para iniciar o processo de desfralde. A psicóloga Cyntia Wood destaca alguns sinais que indicam quando a criança estará pronta para retirar as fraldas:

– fica com a fralda seca por períodos longos durante o dia;

– reclama de fraldas molhadas ou sujas;

– mostra curiosidade ou interesse pelo vaso sanitário ou em usar cuecas ou calcinhas;

– entende e obedece a ordens simples;

– é capaz de abaixar sozinha as calças ou o shorts;

– tem horário para fazer cocô;

– avisa, com palavras, gestos ou expressões corporais que está com vontade de fazer cocô ou xixi.

Respeitando o ritmo

Os especialistas destacam a importância de respeitar o momento de cada criança, sem criar expectativas ou pressão. “Não inicie o treinamento com a expectativa de que seu filho logo estará coordenando evacuações e micções perfeitamente. Cada criança tem seu próprio ritmo de controle das eliminações”, ressalta Sylvio.

Cyntia lembra que é preciso verificar se a criança está demonstrando interesse em se livrar das fraldas e com isso, avançando nas mudanças no ritmo da criança. Caso contrário, há o perigo até de desenvolver problemas de saúde, como a psicóloga explica: “é duro segurar a ansiedade, mas você corre o risco de deixar a criança aflita e assustada, e tudo o que você não quer é que ela comece a segurar o cocô, o que pode levar a casos graves de prisão de ventre ou até mesmo a incontinência infantil”.

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Na prática

Sylvio e Cyntia dão algumas dicas para deixar o processo mais fácil para os adultos e as crianças:

– Jamais crie expectativa de que seu filho irá conseguir rapidamente os controles anal e vesical. E levar mais tempo não é sinal de que ele é menos inteligente que os outros.

– A evolução do controle é lenta e progressiva. Nunca se deve reforçar negativamente os insucessos (como com castigos ou demonstração de frustração). Mas pelo contrário: a cada evolução, deve-se dar reforços positivos (cumprimentar, aplaudir, sorrir, etc.). “Se seu filho, logo após uma tentativa sem sucesso de evacuar no peniquinho, evacuar no chão, ou logo após vestir a fralda, por exemplo, é sinal de que está se iniciando uma correlação. Não se frustre!”, aponta o pediatra.

– Usualmente o controle das evacuações precede o das micções. Isto porque o amadurecimento da coordenação muscular ocorre primeiro no esfíncter anal. “Acrescente a isto que o bebê, nesta idade, evacua uma ou duas vezes ao dia, e urina várias vezes, o que torna mais fácil saber os horários habituais de cocô que os de xixi”, destaca Sylvio.

– Livrinhos, músicas e vídeos sobre o assunto ajudam bastante na conscientização da criança.

– Procure incentivar presenteando com cuecas e calcinhas novas, de preferência do gosto da criança.

– Não exagere nas ofertas. “Se você tiver de levá-lo ao banheiro de hora em hora para não haver acidentes, quem está treinado é você, não seu filho! Bastará você esquecer-se de colocá-lo no penico ou na privada para o xixi escapar”, ressalta Cyntia.

– Busque alertar o pequeno da necessidade de fazer xixi antes de dormir.

– Durante o dia o importante é já deixar a criança sem fralda e levá-la com frequência ao peniquinho quando ela pedir ou depois que tomou líquidos.

Questão de tempo

Estar totalmente livre das fraldas varia bastante de criança para criança, podendo levar dias ou até meses. “O processo de desfralde durante o dia é geralmente curto. Em questão de cinco ou sete dias a criança já consegue assimilar que deve fazer xixi e evacuar somente no penico. Depois de retirado durante o dia a criança vai começar a produzir menos urina à noite”, conta Cyntia. Mas sempre lembrando: respeite o tempo do pequeno!

 

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Meninos e meninas

Geralmente, os meninos demoram um pouco mais de tempo para adquirir o controle total das evacuações e micções do que as meninas; mas isso não é uma regra. No caso dos meninos, é mais indicado ensiná-los a fazer xixi sentado, pois no início podem se confundir na hora de pedir “xixi cocô”. Com o tempo, vendo o papai, ele aprenderá a fazer em pé, se quiser. Com as meninas, é importante ensiná-las a se limpar do jeito certo desde o começo para evitar infecções, isto é, da frente para o bumbum.

O papel da escola

Nesta fase, muitas crianças já frequentam a escolinha ou a creche. Por isso, é importante que o processo de desfralde ocorra em parceria com a instituição. “A escola deve seguir a mesma rotina já estabelecida pelos pais no desfralde (e vice-versa) e ambos, pais e escola, precisam se comunicar sobre as idas ao banheiro e sobre as escapadas que a criança teve”, salienta Cyntia.

Alguns locais, inclusive, costumam iniciar o processo, dando um suporte maior aos pais. Procure se informar onde seu filho estuda.

Por Natália Negretti
Nossas fontes
Cyntia Wood, psicóloga da clínica Crescendo e Acontecendo, de São Paulo (SP)
Sylvio Renan Monteiro de Barros, pediatra da MBA Pediatria, de São Paulo (SP)

 

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