Ministério da Saúde recomenda que mãe e bebê fiquem juntos no pós-parto

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Foto: Canstockphoto

Uma portaria publicada no último dia 24 de outubro pelo Ministério da Saúde recomenda uma atenção mais humanizada à mãe e ao bebê após o parto e até a alta médica, e que estes permaneçam em um alojamento conjunto, desde que não seja necessário um atendimento específico.

A medida, que foi baseada em recomendações da Organização Mundial da Saúde, tem como objetivo garantir a atenção integral à mãe e ao bebê, importante para a formação do vínculo afetivo entre a família – incluindo o pai –, para o início da amamentação logo na primeira hora após o nascimento, além de garantir menor risco de infecção.

A recomendação foi comemorada por vários especialistas que defendem a humanização do parto e do atendimento à puérpera e ao recém-nascido.  Na página do Facebook da Rede Nacional Primeira Infância, o pediatra Marcus Renato de Carvalho, do portal Aleitamento Promoção Proteção Apoio, destacou:  “Essa portaria é um avanço e atualiza a linha de cuidado de humanização do parto e nascimento que vem se fortalecendo nos últimos anos no SUS. Particularmente promovendo que as maternidades e casas de parto sejam credenciadas como ‘Hospitais Amigos da Criança’, cumprindo os 10 passos para o sucesso do aleitamento materno”.

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Tortinhas de morango

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Ingredientes

4 col (sopa) de amido de milho
6 col (sopa) de farinha de trigo
2 col (sopa) de açúcar
6 unidades de gema de ovo
6 col (sopa) de margarina

Recheio

1 lata de leite condensado
1 litro de leite
3 gemas de ovo
4 col (sopa) de amido de milho
150gr de cream cheese

Cobertura

1/2 xícara (chá) de água
1 caixinha de gelatina sabor morango
1 col (sopa) de polvilho doce
1 col (sobremesa) de açúcar
morangos cortados ao meio

Modo de preparo:

Em uma tigela coloque o amido, a farinha de trigo, o açúcar, as gemas e a margarina. Misture até formar uma farofa homogênea. Forre o fundo e a lateral de uma forma de aro removível com essa farofa e asse em forno em temperatura baixa por 20 minutos. Reserve.

Recheio: Em uma panela, misture o leite condensado, o leite, as gemas o amido de milho e o cream cheese. Leve ao fogo, mexendo sempre, até engrossar. Reserve.

Cobertura: Em uma panela coloque a água, a gelatina de morango, o polvilho e o açúcar. Coloque o creme sobre a torta pré-assada e cubra com os morangos. Despeje a cobertura e leve à geladeira para endurecer.

Formação do sistema imunológico durante o nascimento pode determinar uma vida mais saudável

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Estudos comprovam as consequências do procedimento cirúrgico na formação do sistema imunológico do recém-nascido. (Imagem: Canstock)

Estudos comprovam as consequências do procedimento cirúrgico na formação do sistema imunológico do recém-nascido

Durante o período intrauterino, sabe-se que a flora intestinal do bebê é praticamente estéril, ou melhor, ele não apresenta contato com micro-organismos dentro da placenta. A formação do microbioma (flora intestinal) acontece, principalmente, no momento do parto, e o que é mais importante: a forma como o bebê vem ao mundo influencia diretamente no desenvolvimento de seu sistema imunológico. Crianças nascidas de parto vaginal são inoculadas por bactérias da mãe, principalmente por Lactobacillus, que são consideradas bactérias “amigas”. Já os nascidos por cesariana têm o sistema imunológico colonizado por bactérias hospitalares, como os Staphylococcus, que são extremamente prejudiciais. Este momento da “colonização” será primordial para o resto da vida.

Vale ressaltar que esses micróbios exercem um papel fundamental em nosso organismo, cuidando da nossa saúde, já que atuam na proteção de várias doenças, principalmente as inflamatórias, e na metabolização de nutrientes.

Estudos comprovam as consequências do procedimento cirúrgico na formação do sistema imunológico do recém-nascido. Quando o sistema é formado por parto cesárea, aumentam as chances de a criança desenvolver doenças de origem inflamatórias como asma, problemas intestinais, diabetes tipo 1, alergias, alguns tipos de cânceres e até mesmo aumenta o risco de sobrepeso e obesidade.

As bactérias vaginais da mãe que entram em contato com o corpo do bebê durante o parto natural são saudáveis. Isso não acontece durante a cesariana, já que a colonização do sistema imunológico é feita por bactérias do ambiente hospitalar, que podem ser prejudiciais para o resto da vida.

Defesa armada

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Imagem: Freepik.

Para entender a importância de colonizar o organismo do bebê com bactérias do bem, é necessário explicar a função do sistema imunológico e por que ele precisa ser fortalecido.

O corpo humano reage constantemente contra agentes invasores, e essa ação começa cedo, logo nos primeiros instantes de vida. Vírus, bactérias, parasitas e outros seres são diariamente combatidos pelo sistema imunológico (imunidade) por meio de milhões de células com diferentes funções. São essas células as responsáveis por garantir que o organismo crie defesas contra diversas doenças, desde as mais simples como gripes e resfriados até problemas mais sérios como câncer e doenças autoimunes.

De acordo com Simone Diniz, livre-docente do Departamento de Saúde Materno-Infantil na Faculdade de Saúde Pública, da Universidade de São Paulo (USP), a imunidade da criança é formada devido a vários fatores. Começa já na gestação, dependendo do uso de antibióticos na gravidez e será importante durante a primeira infância (primeiros seis anos). “Essa imunidade é formada de micro-organismos. Dependendo da exposição do bebê durante a gravidez e o parto, ele vai desenvolver características diferentes na sua imunidade”, destaca.

Segundo ela, a formação e a qualidade desse microbioma dependem, principalmente, da forma como o recém-nascido é trazido ao mundo. “O que vai interferir nesse microbioma, na constituição do conjunto de bactérias que ocuparão um terreno desocupado no organismo do bebê vai depender do tipo de parto, em primeiro lugar, depois será pelo contato com as bactérias da pele da mãe e as do leite materno”, explica a Dra. Simone.

Fluidos maternos

De acordo com a revista Nature Medicine, um grupo de pesquisadores da Universidade de Nova Iorque publicou um estudo para contornar este problema por meio de um procedimento ainda em experiência. Nos partos que necessitam de cirurgia, é inserida uma gaze esterilizada na vagina da mãe, uma hora antes da cesárea, para absorver os fluidos vaginais produzidos até a hora do nascimento.  Ao nascer, a gaze é esfregada na pele e na boca do recém-nascido, simulando o contato que ele teria tido se passasse pelo canal vaginal da mãe. Análises posteriores mostraram que a flora intestinal continha microorganismos semelhantes aos de bebês que nascem de parto normal, com grande presença de Lactobacillus, que têm importante papel na formação do sistema imunológico contra bactérias.

Quanto mais natural, melhor!

Um estudo realizado na Universidade de Copenhague, na Dinamarca, também comprova que os benefícios do parto normal vão muito além da cesariana: pesquisadores concluíram que, quando o bebê passa pelo canal vaginal da mãe e tem contato com bactérias que desenvolverão e fortalecerão o sistema imunológico, seu corpo consegue identificar quais são os micro-organismos bons – que devem permanecer no organismo – e os que precisam ser combatidos, aumentando os mecanismos de defesa. Vale ressaltar que essa etapa de construção do sistema imunológico acontece apenas uma vez e se estabelece para o resto da vida do indivíduo.

Amamentação

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Imagem: Freepik.

Segundo a Dra. Simone, o leite materno também possui bactérias “amigas”, que contribuem para o desenvolvimento de um sistema imunológico saudável. Daí a recomendação de manter uma amamentação exclusiva durante os primeiros seis meses do bebê. “O leite materno também possui uma série de nutrientes que vão ajudar no desenvolvimento do microbioma com bactérias boas”, explica. “Além disso, o tipo de alimentação que o bebê ingere no primeiro ano de vida, como é feito o desmame, por quanto tempo ele recebe o leite materno e o tipo de alimento introduzido, tudo isso interfere nessa formatação imunológica do bebê”.

Menos medo e mais amor!

Para garantir mais saúde ao bebê e fortalecer seu sistema imunológico, é preciso, antes de tudo, desmistificar o parto normal. Muitas mulheres ainda relutam em deixar o filho vir ao mundo de forma natural, pois algumas têm medo de não aguentar a dor, outras de haver complicações médicas.

Outro motivo pelo qual algumas mamães acabam recorrendo à cesárea é o medo de acontecer qualquer complicação na hora do parto. Escolher um obstetra de confiança e seguir à risca todo o acompanhamento pré-natal são as primeiras medidas para o bebê nascer com segurança. O médico estará ao lado da paciente em todo o trabalho de parto, juntamente com sua equipe. Por isso, não é preciso se preocupar com possíveis imprevistos.

Por Jaqueline Lopes e Lucy De Miguel
Nossas Fontes:
Simone Diniz, livre-docente do Departamento de Saúde Materno-Infantil na Faculdade de Saúde Pública, da Universidade de São Paulo (USP)

O novo pai: aprendiz, orientador e capaz de dar exemplo

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Pais aprendem com seus filhos, mas o exemplo e o papel de orientador ainda prevalece. (Imagem: Shutterstock)

Que o perfil dos filhos mudou, ninguém duvida. Eles são mais tecnológicos, lidam com diversos temas simultaneamente e têm voz ativa por meio das redes sociais. E seus pais? Para manter a conexão com as novas gerações, cabe a eles estar atento aos assuntos e atividades que os filhos gostam, ler e ouvir o que eles buscam, conhecer seus amigos, mas também mostrar que estão abertos a aprender com os filhos.

“É claro que os pais sabem muito e têm muito a ensinar sobre valores que são atemporais como educação, gentileza, ética, respeito e empatia”, explica Marco Gregori, criador da Rede VIAe. “Mas há uma novidade importante: os pais também devem mostrar capacidade de aprender com os filhos, que realmente têm muito para ensinar. Hoje, a relação é muito mais intensa e ocorre em mão dupla, diferentemente de décadas atrás, quando o aprendizado cabia quase que unicamente aos filhos”, completa.

Para os pais, a principal vantagem de estar aberto a este aprendizado é resgatar a criatividade, a paixão e a sinceridade típicas de crianças e adolescentes. “Crianças são enérgicas, interessadas e sinceras com seus sentimentos. Adolescentes também. Eles têm uma paixão contagiante. Aprender com eles permite aos pais ter novamente estes elementos em suas vidas”, diz.

Se o aprendizado hoje ocorre de pai para filho e vice-versa, ainda cabe aos pais ser um orientador para os filhos. “Não é porque os jovens têm hoje muito mais capacidade de ensinar que a orientação dos pais tornou-se supérflua. O pai pode e deve ajudar os filhos a escolher os melhores caminhos em diferentes momentos da vida, trazendo experiência, injetando confiança e dando apoio. Colocar-se como alguém que pode aprender com o filho não significa abrir mão do papel de orientador, embora haja muita confusão sobre isso”, diz Gregori. “O pai reúne experiências que os filhos não têm. Ele percebe lacunas da criança de um prisma diferente. Ele pode e deve ajudar o filho a desenvolver suas habilidades e a se preparar para um mundo que demanda mais colaboração e capacidade de empreender, por exemplo”.

Do mesmo modo que o papel de orientação segue, a importância do bom exemplo paterno também. “A conduta dos pais continua sendo algo que os filhos observam e com a qual aprendem de maneira muito mais intensa. Não basta apenas o pai explicar conceitos, falar em ética, destacar sua importância, se ele não a pratica. Os filhos são observadores. Querem ver coerência entre o que o pai prega na teoria e o que ele faz na prática. Por isso, é fundamental não apenas discursar, mas praticar valores como convivência, respeito ao próximo, capacidade de partilhar e de falar a verdade”, diz Gregori.

Entenda a diferença entre distúrbio e dificuldade de aprendizagem

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Especialista conta as características que devem ser observadas nos filhos e alerta para erros comuns cometidos pelos pais. (Imagem: Divulgação)

Ainda existem muitos pais e mães que não entendem a diferença entre dificuldade de aprendizagem e distúrbios. É o que relata Sheila Leal, psicopedagoga e fonoaudióloga. “Enquanto a dificuldade de aprendizagem pode ser um problema passageiro, talvez até gerado pela forma como o professor ensina ou pelas relações com os amigos na escola, o distúrbio é uma questão intrínseca ligada a problemas neurobiológicos ”, explica a especialista, que destaca que os distúrbios são genéticos, o que pode ser visto no histórico familiar. O termo transtorno é usado para indicar um conjunto de sintomas clinicamente reconhecível, associado na maioria dos casos, a sofrimento ou interferência com as funções pessoais.

Sheila destaca que existem alguns transtornos comuns, como o transtorno de déficit de atenção (TDA),  que  é um conjunto de sintomas caracterizado por distração, agitação/hiperatividade, impulsividade, desorganização, esquecimento, entre outras. Sintomas os quais devem ser observados por pelo menos 6 meses. “Existem algumas diferenças que podem ser sutis, e também existem algumas confusões, por este motivo a duração, frequência e a intensidade dos sintomas vão determinar o quadro”, alerta. No entanto, a psicopedagoga ensina que é importante verificar os sintomas e não generalizar  às terminologias.

A grande diferença entre distúrbio e dificuldade

Sheila destaca que a grande diferença entre uma dificuldade e um transtorno está na análise da permanência dos sintomas. “Uma criança com o transtorno da disgrafia não consegue nem mesmo compreender a  movimentação do traçado para realizar cada letra, a direção, o espaçamento, , enquanto que uma dificuldade de aprender a escrita vai resultar em alguns erros que aos poucos podem ser superados”, detalha.

A especialista dá exemplos de atividades e detalhes da rotina das crianças que podem auxiliar a identificar se há um distúrbio ou apenas uma dificuldade. “A partir dos 4 anos, a criança passa a ter dominância sobre os números, letras e traços”, ensina, alertando que as crianças que chegam aos 5 anos sem conseguir utilizar o lápis ou o giz de cera podem dar sinais de distúrbios. Outro ponto a ser analisado, segundo a especialista, é a capacidade de concentração. “Crianças com dificuldade de aprendizado podem apresentar falta de concentração nas horas de estudar e fazer a lição de casa, enquanto as que apresentam distúrbio também não conseguem se concentrar em uma brincadeira com muitas regras ou jogos eletrônicos, por exemplo”, explica.

Outros comportamentos comuns nas crianças que apresentam dificuldade de aprendizado são a demora exagerada para se arrumar antes de ir à escola e o tempo  para fazer lição,muitas vezes necessitam apenas de uma organização de rotina, ou até mesmo espacial(arrumar um local adequado para fazer a tarefa escolar). “Uma criança com distúrbio provavelmente não consegue finalizar a lição, chora, rejeita, se nega, mas uma com dificuldade pode apenas demorar mais”, exemplifica. A especialista também alerta os pais para as dificuldades emocionais. “Os filhos que choram diante de toda situação de desafio, ou que fazem muito xixi na cama, podem estar com dificuldades emocionais, e isso é possível de tratar com atendimento psicológico ou uma conversa com a professora da sala para verificar a incidência deste comportamento”, conta.

O peso do rótulo

Independentemente de ter uma dificuldade ou um distúrbio, Sheila Leal reforça que é importante tomar cuidados com os rótulos. “Procure não rotular seu filho com o diagnóstico que foi dado ele, seja qual for”, explica. Segundo ela, determinar para uma criança que ela tem certas limitações, ou acreditar que ela nunca será capaz de algo específico, é o pior posicionamento que um pai pode ter. “Qualquer diagnóstico só pode ser dado após uma análise coerente e multidisciplinar por profissionais capacitados, e mesmo depois que isso é feito, os pais precisam olhar muito mais para as potencialidades do que as dificuldades”, conta Sheila, que reforça a ideia de que os filhos são como diamantes que ainda não foram lapidados, e que só alcançam o brilho máximo se a lapidação respeitar sua forma natural. “Nossos filhos devem ser ensinados e educados de acordo com o que eles são, e não o que os outros querem que eles sejam”, conclui.

 

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Aleitamento materno e as dúvidas mais comuns das mamães

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Imagem: Shutterstock.

Segundo o Dr. Corintio Mariani Neto, diretor técnico do Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros, existem dados disponíveis no Ministério da Saúde em relação ao aleitamento exclusivo: a média nacional é de 60% no final do primeiro mês, 25% ao completar quatro meses e em torno de 10% com seis meses completos. Embora dados mostrem aumento da porcentagem nos últimos anos, o ideal é atingir próximo de 100% até o final do 6º mês. O médico reforça que ainda há muito a fazer para que se chegue cada vez mais perto do ideal.

Quais são as principais preocupações no momento de amamentar?

As mamães precisam estar muito atentas aos conflitos emocionais e conversar bastante com o obstetra para esclarecer todas as dúvidas e eliminar fatores de ansiedade. Ao mesmo tempo em que a mãe deseja muito amamentar seu bebê, ela tem muito medo de não produzir este leite em quantidade suficiente ou que ele seja fraco, que o bebê não queira mamar no peito. O entendimento por “leite fraco” é uma causa muito frequente do chamado desmame precoce. Esclarecendo, não existe leite fraco, nem leite forte, cada mãe produz o leite mais adequado possível para o seu bebê. Além disso, o tamanho do seio não tem influência nenhuma no sucesso da amamentação.

Quais alimentos podem ser inseridos e aqueles que devem ser evitados?

Dieta balanceada e constituída por carnes magras, aves, ovos, peixes e frutos do mar, verduras, cereais e frutas. Durante a amamentação, sugere-se moderação de alguns produtos que podem provocar alergias ou mesmo gases e cólicas intestinais na criança, tais como leite de vaca, amendoim, frutas secas, soja, café, chocolate, refrigerantes, chá preto, mate, feijão, repolho e batata doce. Importante beber bastante líquido, pelo menos dois litros por dia, especialmente água natural.

O que a mãe pode fazer para o leite não secar?

Quanto mais a criança suga o peito materno, mais leite é produzido. O que ocorre com muita frequência é que, por falta de conhecimento ou orientação incorreta, a mãe “complemente” a alimentação da criança com fórmula artificial por meio de mamadeira. Essa introdução precoce do bico artificial pode levar o bebê a recusar o peito, fazendo que o leite diminua progressivamente.

O que é não é recomendável?

Não há embasamento científico para que a gestante esfregue os mamilos com “buchinha” durante o banho diário e/ou com toalha felpuda ao se enxugar, com intuito de aumentar a resistência dos mesmos e evitar as chamadas rachaduras (ou fissuras), muito frequentes nos primeiros dias após o parto, especialmente nas que dão à luz pela primeira vez. Também não deve ser utilizado produto algum sobre os mamilos e aréolas mamárias, apenas um hidratante na superfície restante das mamas, assim como no resto do corpo.

Existe alguma técnica recomendada para a amamentação?

O posicionamento e a sucção correta são as duas chaves para o sucesso. A mãe deverá estar relaxada e confortável, o corpo do bebê encostado ao seu, com cabeça e tronco alinhados e seu queixo deve tocar o peito materno. O braço da mãe será o suporte de apoio do bebê. Para a sucção correta, o bebê deverá estar com a boca bem aberta, de modo a cobrir quase toda a parte inferior da aréola mamária, o lábio inferior voltado para fora, sua língua acoplada ao peito, suas bochechas estarão arredondadas, a sucção será lenta e profunda intercalada por pequenas pausas, de modo que se consiga ver e/ou ouvir os movimentos de deglutição. É muito importante a mãe aprender que a técnica correta é quando a criança suga a aréola, não o mamilo.

A mãe pode contar com algum contraceptivo durante a amamentação?

É possível encontrar pílula anticoncepcional desenvolvida especialmente para as mamães que estão amamentando, que é composta de progestagênio, hormônio que pode ou não inibir a ovulação, dependendo do tipo e dosagem. Existem as minipílulas e as pílulas só de progestagênio em dose maior. Ambas podem ser tomadas a partir da sexta semana depois do parto. Como são livres de estrogênio, não inibem a produção de leite materno nem tampouco interferem na sua qualidade e volume. Outro benefício é que não alteram o gosto do leite. Além dessas pílulas, também podem ser usados neste período injeções trimestrais de medroxiprogesterona, implante subdérmico de etonogestrel e o DIU com levonorgestrel.