Sucos nutritivos: tudo o que você precisa saber sobre

Encontrar uma criança que goste de frutas, verduras e legumes é uma missão quase impossível. Parece que os pequenos já nascem com uma espécie de chip que ordena uma repulsa automática.

 

suco
(Foto: Freepik)

Como são itens essenciais em um cardápio saudável, esses alimentos não podem faltar no prato do seu filho. Antes de armar um campo de batalha durante a refeição para obrigá-lo a comer, que tal mudar o foco do prato para o copo?

Acerte no preparo

Assim como a maioria das pessoas, você também deve viver contando os minutos para conseguir dar conta de todos os compromissos do dia. Numa dessa, pensando em economizar tempo, pode pensar: “vou preparar vários litros desse suco e deixar na geladeira para o consumo da semana”. Sinal vermelho para você!

A nutricionista Ângela Resta Cardoso explicar por quê: “A melhor maneira de aproveitar tudo que um suco oferece é batê-lo e tomá-lo logo em seguida, de preferência sem coar, para preservar as fibras. Se deixarmos pronto na geladeira, os nutrientes sofrem um processo de oxidação e perdem suas propriedades mais interessantes”.

 

As irresistíveis caixinhas

Outra armadilha é achar que os sucos de caixinha equivalem aos que são feitos na hora. Por mais gostosos e aparentemente saudáveis que possam ser, eles apresentam uma pequena concentração de polpa da fruta, o que diminui também a quantidade de nutrientes.

“Além de possuir muitos conservantes e corantes que, em excesso, não fazem bem. Mas se precisar optar entre o suco de caixinha e o refrigerante, principalmente na hora de montar a lancheira da criança, é melhor ficar com o suco, já que o refrigerante engorda e provoca cáries”, complementa Ângela.

Fica a dica!

1- Aquela fruta que passou um pouquinho do ponto merece uma segunda chance antes de ir direto para a lata do lixo. Experiente usá-la para incrementar um suco (e criar uma nova receita) ou mesmo batê-la só com leite.

2- Os sucos de frutas cítricas como laranja e limão são excelentes acompanhamentos para a hora do almoço ou do jantar. Isso porque são ricos em vitamina C, que dá a maior força para o organismo absorver o ferro presente em alimentos como feijão, carne vermelha e verduras escuras.

3- Procure não adoçar os sucos. As frutas por si só contam com um açúcar natural que não prejudica a saúde. Se não puder resistir a um docinho extra, opte pelo mel ou, em último caso, ao adoçante artificial (que economiza algumas calorias).

Fonte: Ângela Resta Cardoso é nutricionista, especializada em Nutrição Clínica e Suplementação Nutricional, atende na Clínica da Mulher, em Bauru, SP.

 

Leia também:

Conheça os benefícios da beterraba

Fast foods podem levar a doenças como obesidade, hipertensão e diabetes

10 alimentos que ajudam a criança a dormir bem

 

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

 

Anúncios

Gorduras são fundamentais na alimentação infantil

O consumo de gorduras é frequentemente associado à má alimentação. Contudo, é importante esclarecer as funções desses nutrientes para o corpo, especialmente durante os primeiros 1.000 dias do bebê.

O DHA (abreviatura em inglês do ácido docosa-hexaenico), por exemplo, é um ácido graxo do tipo ômega-3 e o principal responsável pelo desenvolvimento cerebral.

gordura
(Foto: Freepik)

Uma pesquisa da Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, mostrou que bebês de mães que consumiram DHA na gravidez tinham menos chances de nascer prematuros ou com baixo peso.

O consumo de peixes durante a gravidez, aliás, diminui o desenvolvimento de doenças alérgicas no bebê, pois as gorduras podem influenciar na estrutura e na função das membranas das células do sistema imune.

Entretanto, é importante prestar atenção ao tipo de gordura consumida e evitar produtos processados que contenham gordura trans ou hidrogenada – que aumentam o risco de obesidade e doenças cardiovasculares. Essas gorduras estão presentes em biscoitos, sorvetes, alguns chocolates, margarina e outros alimentos industrializados.

 

Fonte: Universidade de Kansas.

 

Leia também:

Leite materno protege contra excesso de peso precoce

Criança pode ser vegetariana?

Crianças mais velhas têm menos chances de experimentar novas comidas saudáveis, afirma especialista

 

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

 

 

Comer corretamente durante a gravidez ajuda a evitar problemas de saúde no bebê

Diversas pesquisas já associaram a alimentação durante a gestação com o desenvolvimento do feto e a saúde do bebê após o parto. Uma delas, liderada por cientistas da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, mostrou que a dieta mediterrânea, baseada em peixes, vegetais e castanhas, pode proteger o coração de bebês que ainda estão na barriga da mãe.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores avaliaram 19 mil mulheres, que responderam questionários sobre a alimentação no ano anterior à gravidez. Metade dos bebês nasceram saudáveis e a outra metade, com corações anormais, e as mães que seguiram dietas nutritivas como a mediterrânea eram menos propensas a ter filhos com problemas cardíacos.

Independentemente do tipo de dieta, o importante é que as gestantes sigam uma alimentação capaz de beneficiar tanto a saúde da mãe quanto do bebê. Assim, um acompanhamento nutricional desde o começo da gestação pode fazer a diferença na hora de controlar o peso e prevenir problemas.

Como em qualquer fase da vida, a recomendação básica durante a gestação é manter uma alimentação balanceada em nutrientes. Algumas substâncias, contudo, merecem atenção especial, pois a ausência na dieta pode provocar consequências para o feto.

“Por exemplo, o ácido fólico, que é importante para a divisão celular e para a produção de células sanguíneas e sua deficiência está ligada ao surgimento de defeitos no tubo neural do bebê, como anencefalia, encefalocele e espinha fíbia (fechamento incompleto da espinha)”, informa a ginecologista e obstetra Lilian Fiorelli.

O nutriente pode ser encontrado em verduras verde-escuras, como espinafre, agrião e brócolis e nas oleaginosas, entre outros alimentos, mas é comum que o médico receite suplementação. Esta só deve ser consumida com orientação.

“Preferencialmente na forma de metilfolato e não de ácido fólico, e normalmente até doze semanas de gravidez. Existem casos de patologias que exigem o uso contínuo do ácido fólico, até o fim da gestação”, acrescenta o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli.

gravidez alimentação
(Foto: Freepik)

Capriche no consumo!

Ao apostar em um cardápio o mais natural possível e variando entre as opções durante a semana, já é possível obter os nutrientes necessários para manter uma gestação saudável. Entre eles, é importante não se esquecer do:

– Ferro: substância que tem papel ativo na formação das células do sangue do bebê. “As fontes de ferro bem absorvidas e aproveitadas pelo organismo são as fontes animais, como a carne vermelha. O ferro das fontes vegetais, como os grãos e vegetais verde-escuros, precisa da vitamina C para ser bem absorvido; então, sempre tenha uma fruta cítrica junto do almoço e jantar, como laranja e kiwi”, indica Lilian.

– Cálcio: matéria-prima de ossos e dentes, também é necessário para equilibrar os batimentos cardíacos e a capacidade do sangue de coagular. “As fontes de cálcio são os leites e derivados, vegetais verde-escuros e tofu. Mas não consuma laticínios junto ao almoço e jantar, pois o excesso de cálcio atrapalha a absorção de ferro. Eles são bem-vindos no café da manhã, lanche da tarde e ceia”, recomenda a ginecologista.

– Ômega-3: participa da formação do sistema nervoso e pode ser encontrado em peixes e oleaginosas. “Atenção para a procedência do peixe e se ele faz parte do grupo que tem alta concentração de mercúrio, pois estes devem ser evitados”, alerta a especialista.

O que é melhor evitar?

“Tudo que seja artificial, de preferência. Exclua refrigerantes, não faça uso de adoçantes e alimentos sintéticos que contenham muitos conservantes e evite os embutidos”, responde Domingos. Obstetra e nutricionista avaliarão cada caso para verificar a necessidade de excluir alimentos específicos, no caso de alergias, mal-estar ou problemas de saúde pré-existentes.

“Outro fator que deve ser observado é a ingestão excessiva de sódio, pois é um nutriente que retém líquido e faz com que a pressão arterial aumente. Durante a gestação, diminua a ingestão de sal e tempere os alimentos com a menor quantidade possível”, complementa Lilian. A dica é usar ervas, como orégano, cebolinha, manjericão e alecrim, e outros temperos naturais, como gengibre e açafrão.

 

Fontes: Domingos Mantelli é ginecologista e obstetra;
Lilian Fiorelli é ginecologista e obstetra da Alira Medicina Clínica.

 

Leia também:

Cinco cuidados para ter antes de engravidar

Conheça as cirurgias plásticas mais escolhidas no pós-parto

Planejamento gestacional também deve incluir visitas ao dentista

 

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

Montar cardápio com menos doces e salgadinhos é fundamental para que a criança cresça com saúde

Criança no mercado é garantia de colocar no carrinho pelo menos uma guloseima. Chocolate, bala, chiclete e bolacha são as mais pedidas pelos filhos, segundo pesquisa do Datafolha, encomendada pelo Instituto Alana.

A maioria dos pais que participaram do estudo mostrou preocupação com a alimentação saudável dos filhos, que tinham entre 3 e 11 anos. No entanto, 7 em cada 10 entrevistados admitiram serem influenciados pelas crianças na hora da compra.

O poder que as crianças têm na hora de levar certos produtos para casa pode trazer prejuízos para a saúde. Segundo dados da pesquisa, bolachas (82%), refrigerantes (70%) e salgadinhos (64%) são os alimentos industrializados mais consumidos durante a semana.

O problema é o exagero, que pode causar deficiências nutricionais e problemas graves como diabetes e colesterol alto. Parece difícil, mas é possível reeducar o cardápio dos filhos, e o primeiro passo é os pais prestarem atenção ao próprio prato.

alimentação_infantil
(Foto: Pixabay)

Para o nutrólogo e pediatra Mauro Fisberg, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a família é o modelo que a criança segue. Assim, se fast food e produtos industrializados forem rotina em casa, fica difícil evitar o consumo desses alimentos prejudiciais à saúde pelos pequenos.

“A ingestão frequente desses alimentos pode causar inúmeros malefícios à criança, como baixo peso, falta de atenção, desenvolvimento lento e deficiência de nutrientes. Excessos cometidos na infância também estão relacionados à obesidade e a doenças crônicas, como a hipertensão, no futuro”, explica.

Os pais devem elaborar um cardápio saudável para a família inteira, acrescentando frutas, legumes, verduras, laticínios e cereais integrais, que concentram nutrientes fundamentais para o crescimento dos filhos. Quando esse tipo de alimento é apresentado à criança desde cedo, ela se acostuma naturalmente a comer de forma saudável.

Fontes:  Mauro Fisberg é nutrólogo e pediatra, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

 

Leia também:

O perigo das dietas restritivas para as crianças

Diabetes está cada vez mais frequente na infância e na adolescência

Seis dicas para melhorar a alimentação das crianças

 

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

Seis dicas para melhorar a alimentação das crianças

Ter filhos que comem de tudo, principalmente frutas, legumes e verduras, parece ser o sonho de nove em cada dez mães. Mas dicas preciosas podem mudar o rumo da alimentação na sua casa, a começar pela postura dos responsáveis.

A nutróloga Patrícia Savoi Canineu, lista seis dicas para melhorar a alimentação dos pequenos. Veja!

1- Dê o exemplo. Seu filho comerá melhor se perceber o mesmo comportamento em você.

2- Leve as crianças para a cozinha. Ao incluí-las no preparo do alimento, elas tendem a se interessar em experimentá-lo.

3- Leve seu filho à feira. Deixe que ele escolha alguns dos legumes, verduras e frutas que comerá na semana.

4- Varie as formas de preparo. Se a criança, por exemplo, não come brócolis refogado, experimente servi-lo em forma de bolinho.

5- Nada de proibições. Restringir os doces da alimentação da criança pode fazer com que ela se interesse ainda mais por eles.

6- Fuja de ameaças. Forçar a ingestão de um determinado alimento pode fazer seu filho associá-lo a um confronto, tornando a experiência da alimentação em algo desagradável.

 

Fonte: Patricia Savoi Canineu, nutróloga.

 

Leia também:

Conheça os benefícios do espinafre para as crianças

Lancheiras devem ser montadas de acordo com idade das crianças

Fast foods podem levar a doenças como obesidade, hipertensão e diabetes

 

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.