Seis dicas para melhorar a alimentação das crianças

Ter filhos que comem de tudo, principalmente frutas, legumes e verduras, parece ser o sonho de nove em cada dez mães. Mas dicas preciosas podem mudar o rumo da alimentação na sua casa, a começar pela postura dos responsáveis.

A nutróloga Patrícia Savoi Canineu, lista seis dicas para melhorar a alimentação dos pequenos. Veja!

1- Dê o exemplo. Seu filho comerá melhor se perceber o mesmo comportamento em você.

2- Leve as crianças para a cozinha. Ao incluí-las no preparo do alimento, elas tendem a se interessar em experimentá-lo.

3- Leve seu filho à feira. Deixe que ele escolha alguns dos legumes, verduras e frutas que comerá na semana.

4- Varie as formas de preparo. Se a criança, por exemplo, não come brócolis refogado, experimente servi-lo em forma de bolinho.

5- Nada de proibições. Restringir os doces da alimentação da criança pode fazer com que ela se interesse ainda mais por eles.

6- Fuja de ameaças. Forçar a ingestão de um determinado alimento pode fazer seu filho associá-lo a um confronto, tornando a experiência da alimentação em algo desagradável.

 

Fonte: Patricia Savoi Canineu, nutróloga.

 

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Fobia alimentar pode prejudicar o crescimento da criança

No processo de introdução alimentar existe uma certa preocupação por parte dos pais em relação ao tipo de alimento que estão oferecendo para a criança. A partir dos seis meses de vida a criança começa a introdução alimentar e nesse momento já é necessário começar a avaliar a relação que a criança tem com a comida.

Com o passar do tempo a criança começa a ter preferência a determinados tipos de alimento e comece o processo de escolher o que ela gosta e o que não gosta, mas é preciso avaliar se a recusa por determinados alimentos é normal ou se precisa de ajuda de especialistas.

A nutricionista comportamental Ariane Bomgosto alerta que é preciso estar atento. “Desde que a criança entra em contato com os primeiros alimentos ela pode apresentar algum tipo de fobia alimentar, o que, geralmente ocorre por volta dos seis meses”.

A fobia alimentar é o medo de experimentar alimentos e a neofobia é o medo de experimentar alimentos novos e tem sido um assunto que assombra a vida dos pais. Eles precisam estar atentos ao comportamento dos seus filhos na hora de comer.

Ou seja, devem observar as suas reações frente à comida, como não querer permanecer à mesa, manifestarem repúdio ou aversão aos alimentos servidos, estarem constantemente fugindo dos momentos que envolvem experiências alimentares através de procura por outras atividades neste momento.

Para Ariane, as reações das crianças com fobia alimentar podem ser diversas. “Algumas crianças com fobia alimentar, quando submetidas ao contato forçado com os alimentos que rejeitam, podem manifestar reações como vômito, perda de controle emocional ou agressão física”, explica.

O primeiro passo dos pais após a suspeita é procurar um especialista em comportamento alimentar para que possa auxiliá-los a diagnosticas o problema que o filho apresenta.

“Quando percebem que o seu filho está manifestando um comportamento não saudável em relação à comida, o que traz consequências como momentos de angústia na hora das refeições, crianças que não demonstram prazer na hora de comer e que apresentam grande dificuldade em lidar com a forma como se alimentam”, orienta Ariane.

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Fobia alimentar interfere no desenvolvimento da criança. (Foto: Pixabay)

A fobia alimentar pode prejudicar o crescimento a medida em que a criança fica paralisada frente ao ato de ingerir um alimento que não faça parte da sua rotina alimentar. Com isso, tem o cardápio pouco variado, o que pode influenciar no aporte nutricional que necessita nesta fase da vida.

Além disso, esta criança costuma ter pouco interesse pelo universo dos alimentos e ser reativa em relação ao assunto, o que a prejudica na capacidade de fazer suas próprias escolhas alimentares ao longo da vida.

Por fim, podemos dizer que esta fobia pode atrapalhar no desenvolvimento social da criança, já que, por não conseguir comer certos alimentos, ela pode tender a se isolar e a não participar de eventos que incluam os alimentos que rejeita.

O caminho é complexo e desafiador, porém, ao pensarmos que uma criança que ganha consciência alimentar tem toda uma vida para desfrutar dos benefícios que esta pode lhe trazer, temos uma motivação para ajudá-la a começar este percurso nesta fase da vida.

A especialista também alerta que o processo é delicado e que é preciso ter o apoio dos pais, mas que trará benefícios para a vida toda da criança.

“O caminho é complexo e desafiador, porém, ao pensarmos que uma criança que ganha consciência alimentar tem toda uma vida para desfrutar dos benefícios que esta pode lhe trazer, temos uma motivação para ajudá-la a começar este percurso nesta fase da vida e os pais serão os principais responsáveis pelo auxílio no processo de melhora na fobia”, finaliza.

Fonte: Ariane Bomgosto, nutricionista comportamental. 

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Conheça os benefícios do espinafre para as crianças

Uma alimentação equilibrada na infância pede variedade em vegetais, e folhas verde-escuras como o espinafre não podem faltar. Elas são ricas em ácido fólico, também chamado de folato ou vitamina B9, que está diretamente ligado à formação das células.

“É indispensável na formação e maturação das hemácias, componente importante do sangue”, destaca a nutricionista Edjane Consorte Cinto de Almeida. O ácido fólico ainda participa do bom funcionamento do sistema nervoso, ajudando a formá-lo desde quando o bebê ainda está na barriga. Por isso, o consumo de espinafre é indicado também para as gestantes e para quem está pensando em engravidar.

“As hortaliças devem estar presentes na alimentação diária pelo menos duas vezes ao dia”, indica a nutricionista. Para a criançada receber os nutrientes necessários para crescer e ter energia, o ideal é variar no consumo de folhas durante a semana. Inclua o espinafre em dias alternados, colocando no cardápio outras verduras, como couve, agrião e rúcula.

Espinafre e outras verduras folhosas também são fontes de fibras, que melhoram o funcionamento do intestino, e de polifenóis, que são antioxidantes. “O alimento também fornece vitamina A, essencial para a visão, crescimento e desenvolvimento dos ossos, imunidade, e possui função anticancerígena”, revela Edjane.

Potássio e magnésio complementam a lista de benefícios, participando, respectivamente, da contração muscular (e importante na fase de crescimento e alto gasto de energia) e do metabolismo de outros minerais como o cálcio e o ferro (essencial, portanto para o esqueleto se desenvolver forte e para afastar a anemia).

 Fonte: Edjane Consorte Cinto de Almeida é nutricionista.

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Lancheiras devem ser montadas de acordo com idade das crianças

Alimentar-se bem não é tarefa fácil, principalmente quando se trata de crianças que têm à disposição dezenas de produtos, muitas vezes saborosos, mas com baixíssimo valor nutricional. Na escola, os cuidados com a alimentação devem ser redobrados, para se evitar excessos.

“A alimentação escolar deve estar de acordo com a faixa etária, que é caracterizada pela fase de desenvolvimento e nutrientes importantes para aquele período”, explica a nutricionista Mirella Pasqualin.

Veja como preparar uma lancheira ideal de acordo com a idade das crianças com dicas da nutricionista.

3 a 6 anos (fase pré-escolar): Fase de transição, com a descoberta da possível independência e já com os dentes formados. A quantidade consumida deve ser o quanto a criança aceitar e é preciso oferecer diversos tipos de alimentos para ela experimentar.

Nutrientes de atenção: Os nutrientes mais importantes nessa fase são ferro e zinco, presente produtos de origem animal e em alguns cereais integrais, cálcio, encontrado em leite e derivados, vitamina A presente em alimentos alaranjados como a cenoura e a manga.

Exemplo: aveia em flocos finos + suco natural de melancia sem açúcar + tangerina.

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Saiba como preparar a lancheira ideal de acordo com a idade do seu filho. (Fonte: Pixabay)

7 a 10 anos (fase escolar): Período de intensa atividade física e crescimento. Com a maior independência, é preciso estar atento ao consumo alimentar dessas crianças.

Nutrientes de atenção: O cálcio e a vitamina D são nutrientes de atenção nessa faixa etária e podem ser consumidos através de leites, queijos e iogurtes.

Exemplo: torrada integral + queijo muçarela + achocolatado.

A partir dos 11 (adolescência): Época de alterações físicas, psicológicas e comportamentais. Com importante desenvolvimento físico e intelectual, a alimentação passa a ser decisivo também por fatores emocionais.

Nutrientes de atenção: As vitaminas do complexo B, presente em alimentos de origem animal como leite e ovos, a vitamina A presente em alimentos de cor alaranjada e o cálcio, encontrado em leite e derivados, são de extrema importância nessa faixa etária.

Exemplo: pão francês + requeijão + suco de acerola com laranja.

 

Fonte: Mirella Pasqualin, nutricionista.

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Pais estão insatisfeitos com as opções de alimentos industrializados infantis, aponta pesquisa

A correria dos dias de hoje tem afetado a alimentação das crianças e esse fato, cada vez mais, é motivo de preocupação e insatisfação dos pais, principalmente em relação à qualidade e maior disponibilidade dos alimentos industrializados – amigos e vilões, ao mesmo tempo.

Um estudo desenvolvido pela REDS – Research Designed for Strategy abrangeu 1.044 entrevistas on-line, com homens e mulheres, entre 25 e 55 anos, com filhos de seis meses a 12 anos. De acordo com a pesquisa, três em cada quatro pais e mães não estão satisfeitos com as opções de alimentos industrializados infantis presentes no mercado.

No entanto, somente 6% das crianças  até  11  meses  nunca  consumiram  produtos  industrializados e, a partir de 12 meses, o consumo desses itens atinge 100% dos entrevistados.

Conforme os dados, os três anos de idade representam mudança drástica da rotina. É quando, segundo a maioria dos entrevistados, as famílias relaxam mais em relação à alimentação dos filhos.

Pressionados por pediatras, redes sociais e nutricionistas para que não deem alimentos industrializados aos filhos, pais e  mães se veem em uma situação difícil.

“Eles carregam uma grande culpa se não fizerem a papinha perfeita com as próprias mãos, o lanchinho saudável, o suco natural, entre outras coisas. Mas o tempo desses pais está cada vez mais escasso, fazendo com que o perfeito, o saudável e, principalmente, o home made estejam se distanciando do dia a dia das famílias”, explica Karina Milaré, diretora da REDS.

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Somente 6% das crianças até 11 meses nunca consumiram produtos prontos, aponta pesquisa.

Embora os homens estejam entrando no universo da alimentação infantil, em casa esse cuidado ainda é responsabilidade das mães, principalmente em classes sociais mais baixas. Já nas classes mais altas, a divisão da tarefa é melhor equilibrada.

Pais ou mães que não trabalham fora assumem essa tarefa para si com mais frequência.  Nesse  ponto,  59%  deles  informaram  que  procuraram  ter  orientação  profissional  (médico  ou  nutricionista) para auxiliar na introdução alimentar dos filhos e depositam alta confiança (8,79 em uma escala de 1 a 10) no profissional designado para esse papel.

Em contrapartida, menos de um terço dos pais considera as orientações médicas totalmente aplicáveis no dia a dia e, por isso, 86% deles acabam fazendo adaptações.

As creches e escolas tendem a ser fundamentais no processo, mas os pais querem aumentar sua influência e cuidar pessoalmente dos lanches dos filhos e da escolha de cardápios.

No entanto, o lanche da escola é a refeição que, segundo os entrevistados, é mais difícil de fugir dos produtos industrializados. Por outro lado, o jantar acaba sendo a refeição em que eles têm maior controle na refeição do filho e, por isso, procuram ser mais naturais.

“Percebemos  na  pesquisa  uma  postura  dos  pais  de  querer  mudar  suas  atitudes  com  relação  à  alimentação  dos  filhos.  Tudo  indica  que,  mais  do  que  precisarem  de  uma  cartilha sobre alimentação dos filhos, os pais necessitam de conhecimento para fazerem as melhores escolhas dentro de seus contextos familiares. Ou seja, há um sentimento/desejo de querer e precisar mudar”, conclui a diretora da REDS.

Fonte: Karina Milaré, diretora da REDS.

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Fast foods podem levar a doenças como obesidade, hipertensão e diabetes

Prático, rápido e saboroso. Não dá para negar a atração que o fast food desperta nas crianças. O problema é que todo o sabor e a facilidade oferecida por esse tipo de refeição caem por terra quando observamos a tabela nutricional desses alimentos: muita gordura, açúcar e calorias vazias, o que faz dele uma bomba para o organismo.

Uma pesquisa publicada recentemente na revista de artigos científicos Thorax mostrou que crianças que consomem fast food pelo menos três vezes por semana podem contrair asma ou eczema. Isso porque esse tipo de alimento contém altas doses de gordura trans, conhecida por afetar a imunidade.

Sem contar os problemas de obesidade. “Este tipo de alimentação é um grande vilão para a saúde de qualquer um, especialmente na adolescência. Além do sobrepeso, é possível desenvolver outras doenças metabólicas, como diabetes tipo 2, aumento do colesterol, hipertensão, problemas ortopédicos, resistência à insulina, só para exemplificar”, explica a nutricionista Lourença Dalcanale.

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Fast food do bem

Fast = rápido; food = comida. Comida rápida não precisa necessariamente fazer mal pra saúde. Veja essas dicas para ter ingredientes saudáveis sempre à mão no dia a dia:

  1. Ao comprar verduras, lave todas as folhas, uma a uma. Deixe escorrer e guarde em um recipiente com tampa. Isso facilita o preparo das saladas.
  2. Rale cenoura e beterraba e mantenha em potinhos no congelador. Você pode incrementar seu molho de tomate com esses legumes sem ter muito trabalho.
  3. Em vez de comer na lanchonete mais famosa da cidade, leve seus filhos ao cinema, em um parque ou na casa dos amigos para brincar.
  4. Refrigerante? Passe longe! Sucos naturais são as melhores pedidas contra o excesso de açúcar e sódio dessas bebidas.

 

Fontes: Lourença Dalcanale, nutricionista.

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