Entenda como a amamentação pode ajudar a saúde do coração das mamães

Segundo um estudo publicado em julho deste ano, na revista britânica New Scientist, que contou com a análise de 96.648 mulheres que tinham dado à luz entre 1986 e 2002, foi concluído que as mães que passaram pelo menos dois anos amamentando seus filhos tinham menos 19% de risco de sofrer um infarto comparado com as que não tinham dado o peito a seus filhos.

Para o cirurgião cardíaco, Marcelo Sobral, ao amamentar, as mulheres diminuem os depósitos de gordura no corpo e isso faz com que a saúde cardiovascular se fortaleça. Além disso, a liberação de hormônios estimulada pela amamentação também exerce um papel importante à saúde feminina.

Marcelo ainda explica que os benefícios da amamentação para o coração funcionam a longo prazo.

“Devido ao processo de amamentação realizado no passado, ao chegar no período da menopausa, época em que as mulheres mais sofrem com eventos cardiovasculares, devido a redução dos hormônios, o coração se encontra já protegido e fortalecido, diminuindo mais ainda as probabilidades de desenvolver alguma complicação cardíaca”, diz o especialista.

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Amamentação ajuda a combater problemas cardíacos. (Foto: Freepik)

Além disso, outro estudo feito pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, constatou que mulheres que deram o peito a seu filho por mais de um ano desenvolveram menos hipertensão arterial (pressão alta) e diabetes, doenças que podem levar ao ataque cardíaco.

“As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte entre as mulheres no Brasil, por isso, estimular a amamentação diminui os riscos das mulheres apresentarem fatores que levem à doenças cardíacas e a Semana Mundial do Aleitamento Materno é um incentivo muito importante para a saúde de todas os mães do mundo”, finaliza Sobral.

Fonte: Marcelo Sobral, cirurgião cardíaco.

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

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Leite materno protege contra excesso de peso precoce

Foi o que mostrou uma pesquisa realizada pela nutricionista Amanda Foster Lopes, na Universidade de São Paulo (USP). Foram selecionadas 27 creches e pré-escolas de Taubaté (SP) e 463 crianças participaram do estudo, que envolveu um questionário contendo informações sobre peso da criança ao nascer, tipo de parto e alimentação.

O resultado revelou que 27,5% das crianças estudadas já apresentam excesso de peso aos dois anos de idade e que as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) não estão sendo seguidas: o aleitamento de forma não exclusiva tem duração média de 9,9 meses e 50% das crianças já haviam deixado de receber leite materno aos seis meses.

Essas inadequações refletem na introdução de outros alimentos de forma precoce e muitas vezes sem orientação nutricional. Para a pesquisadora, políticas voltadas para a promoção e incentivo da amamentação podem contribuir para uma redução da epidemia de excesso de peso.

 

 

Fonte
Amanda Foster Lopes é nutricionista formada pela Universidade de São Paulo

 

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