Veja dicas para ajudar seu pequeno a andar

Não há nada mais prazeroso para os pais do que ver seus pequenos dando os primeiros passos. É um momento especial para a família toda, pois marca uma etapa importante do desenvolvimento e um grande desafio para o bebê.

A psicanalista Vera Ferrari diz que é preciso considerar que este é um grande desafio para o bebê. “A posição ereta, necessária para o deslocamento, exige coordenação motora e equilíbrio que ele ainda não tem. Só vai alcançar a estabilidade com a prática, por isso é importante permitir que ele se desloque, mesmo sem coordenação”, afirma.

O desejo de ver a criança andando gera ansiedade, principalmente em meio à pressão de familiares e amigos com relação ao seu desempenho. “Talvez uma das perguntas mais comuns dirigidas aos pais é justamente sobre o ato de andar. Assim, começam as comparações, que deve sempre ser evitado. Esse comportamento só intensifica a tensão quanto ao momento em que finalmente o filho andará com firmeza”, comenta a psicanalista.

Por não conseguirem estimular da maneira que imaginam ser a mais adequada, os pais podem se sentir fracassados, o que pode ser transmitido ao pequeno. A possibilidade de quedas também causa aflição, uma vez que os acidentes acontecem de forma repentina, mesmo com a observação atenta dos pais.

O importante é refletir sobre a motivação por trás do cuidado desmedido com o bebê e considerar que, quando os adultos se assustam, o que se evidencia é a falha e a frustração com sua performance. Assim, o receio em experimentar e aprender só aumenta.

Andar requer o desenvolvimento de uma série de competências que as crianças adquirem ao brincar. Então, estimule o bebê a brincar, a se movimentar, a rolar no chão, a se interessar por pessoas, objetos, cores e sons do ambiente, os quais serão estímulos para o desejo de explorar o que está a sua volta.

 

Fonte: Vera Ferrari, psicanalista.

 

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Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

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Saiba como ajudar os pequenos a andar

Os primeiros passos do bebê representam um marco importante em seu desenvolvimento e, por isso, são acompanhados de muita expectativa por parte dos pais e familiares. De acordo com Vera Ferrari, presidente do Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), é importante considerar que este é um grande desafio para os pequenos.

“A posição ereta, necessária para o deslocamento, exige coordenação motora e equilíbrio que ele ainda não tem. Só vai alcançar a estabilidade com a prática, por isso é importante permitir que ele se desloque, mesmo sem coordenação, o que implica em passos sem ritmo inicialmente”, afirma a psicanalista.

O desejo de ver a criança andando gera ansiedade, principalmente em meio à pressão de familiares e amigos com relação ao seu desempenho. “Talvez uma das perguntas mais comuns dirigidas aos pais é justamente sobre o ato de andar. Assim, começam as comparações, o que deve sempre ser evitado. Esse comportamento só intensifica a tensão quanto ao momento em que finalmente o filho andará com firmeza”, comenta a presidente do Departamento de Saúde Mental da SPSP.

Por não conseguirem estimular da maneira que imaginam ser a mais adequada, os pais podem se sentir fracassados, o que pode ser transmitido ao pequeno. A possibilidade de quedas também causa aflição, uma vez que os acidentes acontecem de forma repentina, mesmo com a observação atenta dos pais.

“Se houver um excesso de preocupação e uma necessidade muito grande de controlar os ensaios, limitando seus movimentos sob o intuito de protegê-lo, o que pode ocorrer é o bebê entender que andar é algo muito perigoso”, pondera. 

O importante é refletir sobre a motivação por trás do cuidado desmedido com o bebê e considerar que, quando os adultos se assustam, o que se evidencia é a falha e a frustração com sua performance. Assim, o receio em experimentar e aprender só aumenta.

Andar requer o desenvolvimento de uma serie de competências que as crianças adquirem ao brincar. Então estimule o bebê a brincar, a se movimentar, a rolar no chão, a se interessar por pessoas, objetos, cores e sons do ambiente, os quais serão estímulos para o desejo de explorar o que está a sua volta.

“Esta é uma das orientações que indicamos para incentivar a conquista do andar, sem necessidade de forçar o bebê. Ser paciente é entender que cada criança tem seu tempo para andar, dentro do que é esperado para o seu desenvolvimento”, conclui Vera.

Fonte: Vera Ferrari, presidente do Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

 

 

 

 

Saiba como ensinar seu filho a andar de bicicleta

Com a agitação do cotidiano, tem sido cada vez mais comum os filhos crescerem se envolvendo mais em atividades com a TV, computador ou videogame, do que com os pais. Mas que tal virar esse jogo e se aproximar do seu filho, ensinando-o a andar de bicicleta?

O método é explicado pelo técnico de ciclismo Enéas Ciamprini. “É uma técnica muito utilizado na Itália, e o segredo é usar a bicicleta no tamanho certo e retirar os pedais para que a criança aprenda primeiro somente a arte de se equilibrar”, garante o profissional.

Três etapas

Perder o medo – o tamanho ideal da bicicleta para a criança aprender a pedalar é a de aro 16, indicada para idades entre 4 e 6 anos. “Mas é importante que a ela esteja familiarizada com aquelas bicicletas pequenas, de aro 12, para que não tenha medo na hora de tirar a rodinha”, explica Enéas.

Preparar a bike – utilizar uma bicicleta de aro 16 (sem rodinhas), abaixar o selim totalmente e retirar os pedais. Assim, a criança ficará sentada e com os pés apoiados no chão, de uma forma que seja fácil “brincar” com a bicicleta, sem pedalar.

O método – Incentive a criança a “patinar” com a bicicleta, sem pressa, deslocando-se apenas com o impulso dos pés, buscando o equilíbrio. O segredo é que aos poucos ela vai aprendendo a se soltar e a controlar a bike. Quando ela conseguir se deslocar por 10 metros, sem colocar os pés no chão, você já pode instalar de volta os pedais. Importante: faça isso em terrenos planos e retos, evitando ladeiras e espaços muito acidentados.

O tamanho certo

As bicicletas são como roupas: têm que ser no tamanho certo de cada pessoa. Por isso, a variedade no tamanho dos aros não existe por acaso. Antes de comprar uma bike, procure orientação em lojas especializadas quanto ao melhor tamanho para a sua criança, principalmente nesta fase do aprendizado. O mais importante é que ela consiga apoiar os pés no chão, mantendo-se sentada no selim.

Segurança

Utilizar itens de segurança é essencial nesta etapa. O capacete sempre deve fazer parte da atividade. Luvas também são indicadas, além do uso de roupas leves, que permitam a movimentação adequada dos braços e das pernas.

Fonte: Enéas Ciamprini, técnico de ciclismo.

 

 

 

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