Acariciar a barriga na gestação auxilia no controle das ansiedades

A conexão entre a mãe e filho começa desde cedo, quando o bebê ainda está dentro do útero. O leve toque da futura mamãe em sua barriga ou o simples fato de falar ou cantarolar podem estimular o seu bebê, que consegue sentir e ouvir a medida que esse laço entre mãe e filho se consolida.

Segundo estudos, bebês que recebem carinho da mãe desde a barriga apresentam mais segurança ao se relacionar com as pessoas, lidam mais facilmente com as pressões da vida e se sentem mais amados.

acariciar barriga
(Foto: Pixabay)

Além de trazer autoestima e relaxamento para a mãe, a automassagem durante a gravidez colabora para um parto mais tranquilo.

“A ligação emocional é um hábito saudável para a gestante e, assim como o autoconhecimento, autoestima e feminilidade, contribui para uma gestação serena e emocionalmente estável, o que promove uma ligação mais sadia com o seu bebê”, afirma o obstetra Maurício Sobral.

A automassagem ainda ajuda no momento do parto estimulando as contrações. “Ao acariciar a barriga, a fibra uterina, que a partir da segunda metade da gravidez fica muito sensível a qualquer movimento, faz com que a barriga endureça favorecendo mais contrações”, finaliza Sobral.

Fonte: Maurício Sobral, obstetra.

 

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Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

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Ansiedade infantil: saiba como identificar sintomas no seu filho

Problemas de ansiedade infantil, muitas vezes, pode ser confundida com birra ou comportamento típico de crianças mimadas. Porém, há alguns sintomas que, se aparecerem em conjunto, podem caracterizar o transtorno.

De acordo com Sarah Lopes, psicóloga do Hapvida Saúde, as crianças que têm medo, roem as unhas com frequência, sentem vergonha, têm impaciência e medo de dormir sozinho no seu quarto, fazem xixi na cama, têm fobia escolar e que sempre querem estar perto dos pais são aquelas que, possivelmente, sofrem de ansiedade infantil.

Todos estes sintomas podem variar de acordo com o gênero e idade da criança, mas a ansiedade infantil geralmente afeta pessoas de 6 a 8 anos de idade, fase que elas começam a apresentar autonomia, prejudicando o desenvolvimento e fazendo com que este comportamento seja levado também para a vida adulta.           

Para a especialista, o frequente uso da tecnologia é, atualmente, um dos principais fatores para o desenvolvimento da doença. Afinal, hoje em dia, os smartphones e tablets são os “brinquedos” preferidos das crianças e é cada vez mais comum encontrá-las entretidas com os aparelhos, tanto no ambiente domiciliar como também nas escolas e lugares públicos. Desta forma, elas se acostumam muito facilmente com o imediatismo e têm cada vez menos paciência para lidar com tudo que demande um pouco mais de tempo e espera.

Para a psicóloga, a percepção dos pais é algo fundamental para o tratamento da ansiedade, que devem ficar atentos aos sintomas e perceber o que é real. Ou seja, caso as crianças não queiram ir à escola, a primeira ação dos pais é verificar se existe algo lá que esteja impedindo o desenvolvimento da criança. “Pode ser a dificuldade de interagir com as outras crianças, dificuldade com o currículo escolar ou até mesmo bullying. Um único quadro, geralmente, não define a ansiedade infantil, são necessários alguns comportamentos para que o diagnóstico seja preciso”, ressalta Sarah.      

A especialista explica que o comportamento dos pais também pode motivar a ansiedade dos filhos. “Não se diz que é hereditário, mas os pais transmitem este comportamento. Para a terapia cognitiva comportamental, somos frutos do meio, assim, se os pais apresentam comportamento ansioso, os filhos vão entender que é assim que o mundo funciona. São os pais os primeiros transmissores de como devemos ver, ouvir e agir diante das situações”, afirma.      

O transtorno pode ser tratado de acordo com a intensidade da ansiedade e idade da criança. A família também deve ser avaliada e, se for o caso, também tratada. Atualmente, a terapia cognitiva comportamental trabalha de forma positiva com essas crianças, fazendo com que percebam aos poucos o que conseguem fazer e o quanto as ideias negativas atrapalham o seu desenvolvimento.        

 

Fonte
Sarah Lopes é psicóloga do Hapvida Saúde

 

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