Teste do pezinho: conheça doenças que são diagnosticadas

O Teste do pezinho é obrigatório e gratuito em todo território brasileiro. Realizado a partir da coleta de gotinhas de sangue do calcanhar do bebê, de forma rápida e quase indolor, o exame é fundamental na prevenção da deficiência intelectual e na melhoria da qualidade de vida das crianças.

Para que a prevenção seja possível, o exame deve ser realizado após as primeiras 48 horas do nascimento e até o 5º dia de vida do bebê.

Assim, se for diagnosticada alguma doença prevista no Teste do pezinho, é possível intervir de forma segura e eficaz, evitando complicações graves para a  saúde dos recém-nascidos.

Atualmente, é disponibilizado pelo SUS o exame básico que consegue detectar seis doenças: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Anemia Falciforme e demais Hemoglobinopatias, Fibrose Cística, Hiperplasia Adrenal Congênita e Deficiência de Biotinidase.

Há também outras versões do Teste do Pezinho para o mercado privado, que podem chegar à detecção de até 50 doenças raras.

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Especialista explica as seis doenças que o exame básico identifica e ajuda prevenir complicações graves. (Foto: Freepik)

Para entender melhor o assunto, a Dra. Flavia Piazzon, médica geneticista, explica mais sobre as doenças que o Teste do pezinho básico diagnostica. Veja!

1.    Fenilcetonúria

A Fenilcetonúria é uma doença de causa genética que causa deficiência de uma enzima muito importante para o organismo, a  fenilalanina  hidroxilase.

“A  pessoa  não  consegue converter a fenilalanina em tirosina e, com isso, há um acúmulo do aminoácido fenilalanina, que em excesso é tóxico e pode causar sérios problemas neurológicos, entre eles a deficiência intelectual”, conta Dra. Flavia.

2.     Hipotireoidismo congênito

Esta  doença  é  causada  pela  ausência  ou  mal  funcionamento  da  glândula  da tireoide,  localizada  no pescoço. A doença não tem cura, mas tem tratamento que é feito à base de reposição hormonal por medicamento via oral.

Quanto mais cedo é feito o diagnóstico, melhor para a saúde do bebê, que poderá desenvolver-se de forma adequada e saudável. Se não for tratada logo e de forma correta, a doença pode atrasar o desenvolvimento do bebê e leva-lo à deficiência  intelectual.

3.     Anemia Falciforme

De origem genética, a anemia falciforme é causada por uma alteração na forma dos glóbulos vermelhos, que ficam deformados e se rompem precocemente. Devido a isto, a pessoa pode apresentar quadros abruptos de anemia, além de inchaços no corpo, principalmente nos bebês.

“Nas crises agudas da doença, o tratamento imediato em pronto-socorro pode ser necessário, no qual o paciente receberá soro e, em alguns casos,  haverá  necessidade  de  transfusão  de sangue. No entanto o papel do teste do pezinho é o diagnóstico precoce na tentativa de evitar estas crises”, explica Dra. Flavia.

4.    Fibrose cística

A fibrose cística também de origem genética afeta a regulação de sódio e cloro nas células. Quem tem a doença,  apresenta  secreções  mais  espessas,  principalmente  nos  pulmões,  o  que  pode  facilitar  infecções  pulmonares.  A doença também causa problemas nas enzimas digestivas do pâncreas, que em bebês pode dificultar o ganho de peso.

“A pessoa que possui fibrose cística não consegue digerir bem as gorduras, o que pode levar a uma desnutrição se o paciente não for diagnosticado e tratado, pois não há
absorção adequada dos alimentos”, destaca a médica.

5.    Hiperplasia Adrenal Congênita

“Caracterizada  pela  deficiência genética da enzima 21-hidroxilase, a hiperplasia adrenal congênita altera a produção de hormônios nas glândulas adrenais, que ficam localizadas sobres aos rins. Com isto, pode levar a uma desidratação potencialmente fatal nas formas perdedoras de sal”, alerta a geneticista.

A doença pode também levar a um distúrbio de diferenciação sexual. O tratamento envolve medicamentos e, em alguns casos, cirurgia reconstrutiva.

6.   Deficiência de Biotinidase

Considerada um erro inato do metabolismo, a pessoa que apresenta a deficiência de biotinidase não é capaz de reciclar a vitamina biotina, presente no leite materno, carnes e leguminosas.

“O bebê pode apresentar lesões de pele avermelhadas (rash cutâneo), queda de cabelos, atraso do desenvolvimento levando a deficiência intelectual e problemas auditivos, como a surdez”, explica Dra. Flavia. O tratamento é feito com comprimidos de vitamina B7 em grande quantidade.

Fonte: Dra. Flavia Piazzon, médica geneticista e consultora científica da APAE de São Paulo.

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Entenda como a amamentação pode ajudar a saúde do coração das mamães

Segundo um estudo publicado em julho deste ano, na revista britânica New Scientist, que contou com a análise de 96.648 mulheres que tinham dado à luz entre 1986 e 2002, foi concluído que as mães que passaram pelo menos dois anos amamentando seus filhos tinham menos 19% de risco de sofrer um infarto comparado com as que não tinham dado o peito a seus filhos.

Para o cirurgião cardíaco, Marcelo Sobral, ao amamentar, as mulheres diminuem os depósitos de gordura no corpo e isso faz com que a saúde cardiovascular se fortaleça. Além disso, a liberação de hormônios estimulada pela amamentação também exerce um papel importante à saúde feminina.

Marcelo ainda explica que os benefícios da amamentação para o coração funcionam a longo prazo.

“Devido ao processo de amamentação realizado no passado, ao chegar no período da menopausa, época em que as mulheres mais sofrem com eventos cardiovasculares, devido a redução dos hormônios, o coração se encontra já protegido e fortalecido, diminuindo mais ainda as probabilidades de desenvolver alguma complicação cardíaca”, diz o especialista.

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Amamentação ajuda a combater problemas cardíacos. (Foto: Freepik)

Além disso, outro estudo feito pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, constatou que mulheres que deram o peito a seu filho por mais de um ano desenvolveram menos hipertensão arterial (pressão alta) e diabetes, doenças que podem levar ao ataque cardíaco.

“As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte entre as mulheres no Brasil, por isso, estimular a amamentação diminui os riscos das mulheres apresentarem fatores que levem à doenças cardíacas e a Semana Mundial do Aleitamento Materno é um incentivo muito importante para a saúde de todas os mães do mundo”, finaliza Sobral.

Fonte: Marcelo Sobral, cirurgião cardíaco.

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Especialista dá dicas para cuidados com a pele dos bebês durante o inverno

A chegada do inverno e do tempo mais seco e frio podem trazer uma série de desconfortos para a saúde das crianças. Nesta época do ano, é importante que os pais se atentem aos cuidados dermatológicos.

De acordo com Selma Hélène, dermatologista pediátrica, a pele dos bebês e das crianças é muito mais fina e sensível do que a de um adulto. Segundo a especialista, o tempo seco pode agravar algumas doenças, como a dermatite atópica, um dos tipos mais comuns de dermatite da pele, além do aparecimento de quadros irritativos.

“O clima seco e a baixa umidade podem, naturalmente, ressecar a pele e as mucosas, além dos olhos, nariz e garganta. A pele pode ficar mais descamativa e coçar, piorando a dermatite atópica”, explica. Até a temperatura e a duração do banho, podem piorar este quadro e ocasionar algum desconforto aos pequenos.

Confira quatro dicas da especialista fundamentais para manter a pele do bebê saudável durante o inverno:

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Tempo mais seco e frio podem agravar alergias e provocar quadros irritativos. (Foto: Pixabay)

Banhos

Banhos mais quentes com sabonetes inadequados podem remover a camada de proteção da pele, que é composta por gorduras importantes, os chamados lipídeos.

A temperatura da água é um fator muito importante. As crianças, por apresentarem uma pele muito mais fina em relação ao adulto, podem ressecar mais facilmente, perdendo a barreira protetora com temperaturas maiores e o tempo de banho prolongado.

O ideal é uma variação entre 36 e 37 graus Celsius. Uma forma prática de medir a temperatura é colocar as costas da mão ou o antebraço ,onde a pele adulta é mais fina e sentir se a água está agradável.

Hidratação

A pele das crianças absorve mais facilmente produtos químicos, por isso o uso de hidratantes não deve ser uma regra e deve ser indicado para cada tipo de pele, idade e se há doenças de pele associadas .

Um banho mais rápido, bem morno e com sabonetes menos alcalinos pode evitar o ressecamento. É importante seguir as orientações do dermatologista e do pediatra, uma vez que para determinadas doenças, os hidratantes são específicos para cada paciente.

Agasalhos

Os bebês e crianças pequenas, quando muito agasalhados, podem desenvolver o que se chama de miliária, as famosas “brotoejas”. São erupções da pele, em gera aparecem em áreas de maior sudorese, como dobras e pescoço podendo causar coceira ou desconforto.

As brotoejas são ocasionadas pela retenção do suor na pele, em ambientes mais abafados ou pelo excesso de roupas, comum no inverno. Agasalhar na medida certa, respeitando o ambiente em que a criança se encontra , ajuda a diminuir o seu aparecimento.

Dias frios

Nos dias muito frios os lenços umedecidos podem ser utilizados na área das fraldas, mas sempre lembrando que, após o uso, deve-se remover com algodão e água todos os componentes restantes dos lenços, mesmo aqueles sem álcool e sem perfume.

Fonte: Selma Hélène, dermatologista pediátrica da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

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Saiba o que fazer para melhorar as crises de cólica dos bebês

O choro de um bebê é sempre perturbador. Quando ele chora porque está sentindo cólica, é ainda mais estridente, inconsolável e pode durar mais de três horas. Essa situação sempre parece um pesadelo para os pais.

No entanto, “é uma condição normal e transitória”, tranquiliza a pediatra Priscilla Pereira. A cólica “é causada por um espasmo ou contração intestinal benigna e a tendência é que diminua gradualmente após os três meses de vida”, explica a especialista.

Os sinais de que o bebê está sentindo cólica são claros e podem ser identificados facilmente, basta prestar atenção ao tipo de choro e nos movimentos que ele executa com o corpinho. Se for cólica, costuma apresentar os seguintes comportamentos:

1- Choro intenso, estridente e agudo, inconsolável, que dura cerca de três horas.

2- Repuxa as perninhas e arqueia as costas para trás, repetidas vezes.

3- Melhora depois que faz pum ou cocô

Quando acontece?

As cólicas podem surgir a partir de duas semanas após o nascimento e durar até o terceiro ou quarto mês de vida.

Segundo Giselle Januzzi Zequi, médica pediatra e neonatologista, “o choro e a irritabilidade sem causa aparente, com duração de três ou mais horas por dia, acontece em pelo menos três dias da semana, por uma a três semanas seguidas, num bebê normal”.

Embora a crise possa acontecer em qualquer horário, é muito recorrente no final da tarde e início da noite, coincidindo com a expectativa dos pais (certamente frustrada) de poder descansar.

Por isso, é fundamental que a mãe descanse em todas as oportunidades ao longo do dia, para passar por esse período com certa tranquilidade, além de contar com a ajuda do pai ou outro familiar para conseguir se acalmar e transmitir segurança ao bebê.

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Saiba como amenizar as cólicas do bebê. (Foto: Pixabay)

O que fazer para melhorar?

O melhor a fazer quando o bebê está com cólica é manter a calma. Toda mãe sabe que não é fácil fazer isso quando seu filho está berrando, mas o desespero e a agitação da mãe nervosa vão deixar o bebê mais inseguro e dificultar esse momento.

Para ajudar, pense apenas que bebês sempre choram e procure não se desesperar com isso, buscando alternativas para aliviar o desconforto. Tente aplicar algumas das dicas a seguir:

Enroladinho – Se estiver se movimentando muito, irrequieto e agitado, tente enrolá-lo em uma manta ou cueiro. Ao reduzir os movimentos, o bebê sente como se estivesse protegido, lembrando de como estava dentro da barriga.

Barriga para baixo – Coloque-o com o abdômen para baixo nos braços, de forma que fique apoiado no seu antebraço e sua mão possa ficar em contato com a barriga do bebê. Nessa posição, chamada de “aviãozinho”, o abdômen fica levemente pressionado e é possível fazer uma massagem suave na barriguinha.

Barulhinho bom – Sons repetitivos também acalmam os bebês. Tente cantarolar uma cantiga bem calminha ou emita sons no ouvidinho, como se estivesse imitando uma chaleira, por exemplo.

Massagem antigases – Com as mãos em forma de concha, faça movimentos circulares, bem lentamente, partindo da base da costela em direção ao púbis, fazendo leve pressão. Use creme ou óleo para deslizar melhor.

Exercício com as pernas – Deite o bebê de barriga para cima e, segurando em suas perninhas, estique e flexione os joelhos, de forma que a coxa pressione levemente a barriguinha. Alterne as pernas durante o movimento, como se estivesse andando de bicicleta.

Compressa quente – Para aquecer a barriga, use bolsa de água quente ou fralda aquecida no ferro de passar roupas, com cuidado para não queimar a delicada pele do bebê. O calor dilata os vasos, aumenta o fluxo de sangue e relaxa os músculos.

Banho relaxante – Mesmo que esteja limpinho, dar outro banho quentinho pode ajudar a relaxar e a aliviar as dores. Além da banheira, existem baldes próprios para banhar bebês, que deixam a criança em posição fetal, ajudando a acalmá-la.

Fontes: Flávia da Silva Santos, professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera de Niterói, RJ; Giselle Januzzi Zequi, médica pediatra e neonatologista.

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Sete dicas para manter seu bebê aquecido, seguro e saudável durante o inverno

O inverno mal começou e as dúvidas e preocupações com febre, gripe, resfriado, conjuntivite, dor de garganta e uma série de viroses respiratórias já é rotina para pais e cuidadores.

Tudo é intensificado no inverno, e as temperaturas mais baixas geralmente indicam a necessidade de uma supervalorização da fragilidade dos pequenos. O que não deixa de ser verdade, basta observar os prontos-socorros, clínicas e hospitais lotados neste período.

Para diminuir as dúvidas e auxiliar melhor a conduta de pais e cuidadores, o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros selecionou as principais dúvidas recebidas em seu consultório e lista algumas dicas para ajudar a proteger as crianças no inverno:

1 – Manter o nariz limpo Bebês com menos de 1 ano de idade tendem a respirar quase que exclusivamente pelo nariz e, por isso, é importante mantê-lo sempre limpo.

O uso de soro fisiológico para limpar o nariz do bebê evita a desidratação e a formação de crostas no canal, além de impedir que agentes infecciosos que circulam no ar entrem em contato com a mucosa e o organismo do bebê.

2 – Banho do bebê no frio Nos dias mais frios, por mais que queiramos manter os bebês quentinhos, o banho não deve durar mais que 10 minutos e a temperatura da água não pode ultrapassar os 37°C. Tudo isso ajuda a prevenir o resfriamento do corpo, que pode prejudicar a saúde do bebê.

No preparo do banho, pré-aqueça o ambiente, mantenha portas e janelas fechadas, evitando assim a corrente de ar. Deixe a troca de roupa bem próximo para que o bebê não circule pela casa sem estar devidamente agasalhado.

3 – Vestir o bebê para o frio É importante que os pais fiquem atentos quanto à vestimenta escolhida para o dia, isso porque os pequenos transpiram bastante e a quantidade de roupa pode incomodá-los, tanto por estarem com calor como com frio, devido ao suor que esfriou e molhou as peças.

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4 – Vacinação em dia Nesta época do ano, com poucas chuvas e o ar mais seco, crianças e bebês são alvos comuns de gripes e resfriados. Isso porque o organismo dos pequenos ainda tem um sistema imunológico imaturo, podendo sofrer ataques de agentes infecciosos ao sistema respiratório.

Nestas situações, procure sempre um pediatra para uma avaliação mais criteriosa e diagnóstico precoce. Vale lembrar ainda que é imprescindível manter a vacinação em dia, desde o primeiro mês do recém-nascido, para maximizar o potencial protetor para a criança.

5 – Aquecedores e vaporizadores Quanto ao uso de vaporizadores no quarto, não há problema, pois o aparelho poderá ajudar os pequenos a respirar melhor. Já os aquecedores a óleo, aquecidos por uma resistência elétrica no interior do aparelho para gerar calor, são a melhor opção por disporem de radiadores pelo qual o ar circula e que mantém o ambiente quente sem ressecá-lo.

6 – Manter o quarto arejado Quando a criança estiver fora do quarto, pais e cuidadores devem abrir as janelas e deixar o ar circular no ambiente, livrando-o de possíveis agentes infecciosos que aí tenham se alojado. Na hora de dormir, mantenha tudo fechado novamente.

7 – Higiene das mãos Lavar bem as mãos das crianças é uma medida muito eficaz para prevenir resfriados e outras viroses respiratórias no inverno. Principalmente para as crianças em idade escolar que ficam em ambientes fechados, o que contribui para a transmissão de doenças por via aérea e também por agentes transmissores que ficam nas superfícies.

De modo geral, o pediatra Sylvio Renan esclarece que a intensificação dos cuidados no inverno deve ser seguida durante todo o ano, sempre com atenção redobrada na higiene, alimentação adequada (no mínimo, até os 6 meses de idade o único alimento de que o bebê necessita é o leite materno) e vacinação em dia das crianças.

Tudo isso favorece uma melhor qualidade de vida, de forma saudável e confortável para cuidadores, pais e crianças.

Fonte: Sylvio Renan Monteiro de Barros, pediatra da MBA Pediatria e especialista pela Unifesp e pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

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Dez motivos para dar carinho aos filhos

Tão bom ganhar um abraço depois de um dia exaustivo de trabalho. Ou ouvir palavras doces e de incentivo ao preparar um almoço comum durante a semana. Pois é, todo mundo gosta de carinho. E com as crianças não é diferente!

Os pequenos também precisam se sentir amados e receber cafuné de vez em quando.  Veja, a seguir, 10 motivos que vão transformar a sua percepção sobre as vantagens do carinho em sua família.

1) Ensina autoestima
Aprendemos a gostar de nós mesmos quando sentimos que alguém que amamos e admiramos também nos ama. Ser carinhoso com seu filho irá dizer a ele que ele é bom, querido, amado.

Porém, o carinho deve ser dado de forma incondicional e não apenas quando ele tiver feito algo que você valoriza. Carinho não é prêmio, é amor! E amor a gente não sente pelo que o outro faz, mas sim pelo que o outro é.

2) É gostoso e faz bem à saúde
Carinho não é só bom para quem recebe, mas para quem dá também. Quando sentimos amor pelos filhos, nosso corpo aumenta a produção do hormônio ocitocina, responsável pela sensação de prazer, segurança e bem-estar físico e emocional.

Se seu filho for um bebê e você estiver amamentando, o carinho, por meio da ocitocina, também faz a produção de leite aumentar e fortalece os laços afetivos entre vocês para o resto da vida.

3) Mostra como cuidar das relações
Ser um pai ou uma mãe carinhoso(a) constitui um modelo para seu filho que ele irá levar para todas as relações que fizer na vida, inclusive com os filhos que terá um dia. Nesse sentido, não se trata apenas do carinho físico, mas também (e principalmente) do uso carinhoso das suas palavras e atitudes em relação à criança.

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4) Deixa a vida mais leve
Quanto mais nos envolvemos com as questões objetivas de nosso dia a dia, mais olhamos para nós mesmos e para os outros ao redor com objetividade, como se fôssemos robôs.

Chegar em casa e cobrir um filho de beijos e abraços desperta a subjetividade de ambos e faz todo mundo esquecer dos problemas lá de fora.

5) Desperta os sentidos
A pele humana é formada por inúmeras terminações nervosas que levam as mais diversas informações ao cérebro sobre o ambiente externo. O carinho durante a infância ativa essas terminações e faz com que a criança não só conheça melhor o seu corpo como também associe o toque carinhoso com a sensação de prazer, segurança e amor.

6) Cria vínculo / intimidade
Conforme os filhos vão crescendo, acabam se distanciando dos pais, num processo natural de autonomia e descoberta da identidade.

Se esses filhos foram crianças que receberam bastante carinho durante a infância, tendem a se sentir à vontade para buscar o colo dos pais nos momentos difíceis, o que os deixa mais confiantes e seguros para conquistarem a independência.

7) Traz segurança
Receber o apoio e o carinho dos pais nos momentos tensos, fortalece sentimentos de esperança e segurança, fundamentais para a conquista da resistência à frustração e do amadurecimento pessoal.

8) Aumenta o respeito
Quando o pai é carinhoso com o filho, mostra que respeita suas necessidades emocionais e o ama acima de tudo. Com isso, na hora de colocar limites, vai ser mais respeitado e menos visto como um tirano.

9) Gera amor pela vida
Um pai carinhoso, em geral, não é apenas uma pessoa que tem facilidade em acariciar os outros. É alguém que se importa. E quem se importa, não se importa apenas com pessoas, mas com as plantas, os animais, o meio ambiente… Portanto, ser carinhoso com o filho é servir de inspiração para que ele se importe, real e verdadeiramente, com o seu papel dentro do mundo onde vive.

10) Começa uma corrente do bem
Da mesma forma que a agressividade vai crescendo e se multiplicando ao ser passada de uma pessoa para outra, o carinho também pode ter o mesmo efeito. Crianças que vivem num ambiente cercado de carinho tendem a resolver conflitos de forma mais pacífica e inteligente, por meio do diálogo e da negociação.

 

Fonte: Adriana Serrano, psicóloga clínica comportamental de Bauru (SP).