Bebês distinguem idiomas antes mesmo de falar

Foi o que constatou um estudo divulgado na revista Nature Neuroscience, que avaliou crianças de sete meses que cresceram expostas a duas línguas com ordens de palavras inversas, como o inglês e o japonês.

Segundo a pesquisa, crianças que crescem em lares bilíngues desenvolvem a habilidade de identificar um idioma pela duração e entonação das palavras e sua posição nas frases.

Os cientistas testaram os bebês reproduzindo falas nas línguas que eles aprenderam e nas que não aprenderam, em alto-falantes, e mediram o tempo que levaram para olhar na direção de cada um. As crianças bilíngues se atentaram por mais tempo à direção dos idiomas que conheciam. Já os bebês criados em ambientes monolíngues não fizeram nenhuma distinção entre as línguas.

Para os pesquisadores, o resultado mostra que os pais não devem temer caso os filhos cresçam em lares bilíngues, pois eles são capazes de entender os dois idiomas separadamente.

 

Fonte: Revista Nature Neuroscience.

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Estresse na gravidez pode afetar o crescimento do bebê

O estresse da mãe durante a gestação afeta o bebê. Isso é algo que a maioria das pessoas já poderia imaginar. No entanto, descoberta recente mostra que o estresse afeta de maneiras diferentes bebês do sexo masculino e feminino, segundo estudo da Universidade de Adelaide, nos Estados Unidos.

Doenças (como surtos de asma), tabagismo e estresse psicológico atrapalham o crescimento das meninas se ocorrem de modo esporádico. Já os meninos são mais afetados se os fatores de estresse forem recorrentes, o que pode desencadear crescimento aquém do normal e até o nascimento prematuro.

 

Fonte: Universidade de Adelaide.

 

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Bronquiolite: saiba tudo sobre a doença que acomete bebês no inverno

O inverno chegou trazendo, junto de temperaturas mais baixas e ar mais seco, algumas doenças características da estação. Dentre elas a bronquiolite, uma infecção viral que acomete bebês de até dois anos de idade e é caracterizada pela inflamação dos brônquios, parte final do pulmão.

Com sintomas bem parecidos com uma gripe, a doença é, na verdade, decorrente de um resfriado: tosse, coriza, espirros e obstrução da respiração estão entre seus sintomas. O que diferencia a bronquiolite é o “chiado” que pode ser escutado, proveniente de um quadro respiratório viral.

Os sintomas podem ser acompanhados ou não de febre e a bronquiolite é a evolução desse quadro, que acontece de quatro a sete dias.

A maioria dos casos, cerca de 80%, é causado pelo vírus VRS – vírus sincicial respiratório. Os demais casos são consequências de outros vírus, como influenza, por exemplo. O tratamento é simples, mas deve ser levado à risca para efetivo resultado.

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(Foto: Pixabay)

Para auxiliar na prevenção da da doença, a alergista dra. Carla Dall Olio indica a lavagem do nariz com soro fisiológico, de 5 a 7 dias, tempo médio de duração da infecção. Porém, há situações em que o quadro se prolonga por até 21 dias.

“A forma de tratar depende da intensidade e idade do bebê, mas a princípio não existe indicação de antibiótico. Se a família perceber outros sintomas, como dificuldade na amamentação, aceleração da respiração, chiado audível, vômitos, sonolência excessiva e pele arroxeada é importante levar a criança imediatamente para avaliação na emergência” – ressalta a alergista

A doença é contagiosa e a lavagem de mãos é a principal forma para se impedir o contágio. Também é importante evitar aglomerações neste período de inverno e manter as crianças com a vacinação em dia, apesar de não existir uma vacina contra o VRS.

As crianças que fazem parte do chamado “grupo de risco” têm mais chances de desenvolverem a bronquiolite. Dentre elas estão: prematuras, cardiopatas, neuropatas, com pesos menores que 1,250 kg, crianças com menos acesso à saúde e portadores de HIV.

Fonte: Dra. Carla Dall Olio, alergista e coordenadora da emergência pediátrica do Hospital Barra D’Or.

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Teste do pezinho: conheça doenças que são diagnosticadas

O Teste do pezinho é obrigatório e gratuito em todo território brasileiro. Realizado a partir da coleta de gotinhas de sangue do calcanhar do bebê, de forma rápida e quase indolor, o exame é fundamental na prevenção da deficiência intelectual e na melhoria da qualidade de vida das crianças.

Para que a prevenção seja possível, o exame deve ser realizado após as primeiras 48 horas do nascimento e até o 5º dia de vida do bebê.

Assim, se for diagnosticada alguma doença prevista no Teste do pezinho, é possível intervir de forma segura e eficaz, evitando complicações graves para a  saúde dos recém-nascidos.

Atualmente, é disponibilizado pelo SUS o exame básico que consegue detectar seis doenças: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Anemia Falciforme e demais Hemoglobinopatias, Fibrose Cística, Hiperplasia Adrenal Congênita e Deficiência de Biotinidase.

Há também outras versões do Teste do Pezinho para o mercado privado, que podem chegar à detecção de até 50 doenças raras.

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Especialista explica as seis doenças que o exame básico identifica e ajuda prevenir complicações graves. (Foto: Freepik)

Para entender melhor o assunto, a Dra. Flavia Piazzon, médica geneticista, explica mais sobre as doenças que o Teste do pezinho básico diagnostica. Veja!

1.    Fenilcetonúria

A Fenilcetonúria é uma doença de causa genética que causa deficiência de uma enzima muito importante para o organismo, a  fenilalanina  hidroxilase.

“A  pessoa  não  consegue converter a fenilalanina em tirosina e, com isso, há um acúmulo do aminoácido fenilalanina, que em excesso é tóxico e pode causar sérios problemas neurológicos, entre eles a deficiência intelectual”, conta Dra. Flavia.

2.     Hipotireoidismo congênito

Esta  doença  é  causada  pela  ausência  ou  mal  funcionamento  da  glândula  da tireoide,  localizada  no pescoço. A doença não tem cura, mas tem tratamento que é feito à base de reposição hormonal por medicamento via oral.

Quanto mais cedo é feito o diagnóstico, melhor para a saúde do bebê, que poderá desenvolver-se de forma adequada e saudável. Se não for tratada logo e de forma correta, a doença pode atrasar o desenvolvimento do bebê e leva-lo à deficiência  intelectual.

3.     Anemia Falciforme

De origem genética, a anemia falciforme é causada por uma alteração na forma dos glóbulos vermelhos, que ficam deformados e se rompem precocemente. Devido a isto, a pessoa pode apresentar quadros abruptos de anemia, além de inchaços no corpo, principalmente nos bebês.

“Nas crises agudas da doença, o tratamento imediato em pronto-socorro pode ser necessário, no qual o paciente receberá soro e, em alguns casos,  haverá  necessidade  de  transfusão  de sangue. No entanto o papel do teste do pezinho é o diagnóstico precoce na tentativa de evitar estas crises”, explica Dra. Flavia.

4.    Fibrose cística

A fibrose cística também de origem genética afeta a regulação de sódio e cloro nas células. Quem tem a doença,  apresenta  secreções  mais  espessas,  principalmente  nos  pulmões,  o  que  pode  facilitar  infecções  pulmonares.  A doença também causa problemas nas enzimas digestivas do pâncreas, que em bebês pode dificultar o ganho de peso.

“A pessoa que possui fibrose cística não consegue digerir bem as gorduras, o que pode levar a uma desnutrição se o paciente não for diagnosticado e tratado, pois não há
absorção adequada dos alimentos”, destaca a médica.

5.    Hiperplasia Adrenal Congênita

“Caracterizada  pela  deficiência genética da enzima 21-hidroxilase, a hiperplasia adrenal congênita altera a produção de hormônios nas glândulas adrenais, que ficam localizadas sobres aos rins. Com isto, pode levar a uma desidratação potencialmente fatal nas formas perdedoras de sal”, alerta a geneticista.

A doença pode também levar a um distúrbio de diferenciação sexual. O tratamento envolve medicamentos e, em alguns casos, cirurgia reconstrutiva.

6.   Deficiência de Biotinidase

Considerada um erro inato do metabolismo, a pessoa que apresenta a deficiência de biotinidase não é capaz de reciclar a vitamina biotina, presente no leite materno, carnes e leguminosas.

“O bebê pode apresentar lesões de pele avermelhadas (rash cutâneo), queda de cabelos, atraso do desenvolvimento levando a deficiência intelectual e problemas auditivos, como a surdez”, explica Dra. Flavia. O tratamento é feito com comprimidos de vitamina B7 em grande quantidade.

Fonte: Dra. Flavia Piazzon, médica geneticista e consultora científica da APAE de São Paulo.

Entenda como a amamentação pode ajudar a saúde do coração das mamães

Segundo um estudo publicado em julho deste ano, na revista britânica New Scientist, que contou com a análise de 96.648 mulheres que tinham dado à luz entre 1986 e 2002, foi concluído que as mães que passaram pelo menos dois anos amamentando seus filhos tinham menos 19% de risco de sofrer um infarto comparado com as que não tinham dado o peito a seus filhos.

Para o cirurgião cardíaco, Marcelo Sobral, ao amamentar, as mulheres diminuem os depósitos de gordura no corpo e isso faz com que a saúde cardiovascular se fortaleça. Além disso, a liberação de hormônios estimulada pela amamentação também exerce um papel importante à saúde feminina.

Marcelo ainda explica que os benefícios da amamentação para o coração funcionam a longo prazo.

“Devido ao processo de amamentação realizado no passado, ao chegar no período da menopausa, época em que as mulheres mais sofrem com eventos cardiovasculares, devido a redução dos hormônios, o coração se encontra já protegido e fortalecido, diminuindo mais ainda as probabilidades de desenvolver alguma complicação cardíaca”, diz o especialista.

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Amamentação ajuda a combater problemas cardíacos. (Foto: Freepik)

Além disso, outro estudo feito pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, constatou que mulheres que deram o peito a seu filho por mais de um ano desenvolveram menos hipertensão arterial (pressão alta) e diabetes, doenças que podem levar ao ataque cardíaco.

“As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte entre as mulheres no Brasil, por isso, estimular a amamentação diminui os riscos das mulheres apresentarem fatores que levem à doenças cardíacas e a Semana Mundial do Aleitamento Materno é um incentivo muito importante para a saúde de todas os mães do mundo”, finaliza Sobral.

Fonte: Marcelo Sobral, cirurgião cardíaco.

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Especialista dá dicas para cuidados com a pele dos bebês durante o inverno

A chegada do inverno e do tempo mais seco e frio podem trazer uma série de desconfortos para a saúde das crianças. Nesta época do ano, é importante que os pais se atentem aos cuidados dermatológicos.

De acordo com Selma Hélène, dermatologista pediátrica, a pele dos bebês e das crianças é muito mais fina e sensível do que a de um adulto. Segundo a especialista, o tempo seco pode agravar algumas doenças, como a dermatite atópica, um dos tipos mais comuns de dermatite da pele, além do aparecimento de quadros irritativos.

“O clima seco e a baixa umidade podem, naturalmente, ressecar a pele e as mucosas, além dos olhos, nariz e garganta. A pele pode ficar mais descamativa e coçar, piorando a dermatite atópica”, explica. Até a temperatura e a duração do banho, podem piorar este quadro e ocasionar algum desconforto aos pequenos.

Confira quatro dicas da especialista fundamentais para manter a pele do bebê saudável durante o inverno:

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Tempo mais seco e frio podem agravar alergias e provocar quadros irritativos. (Foto: Pixabay)

Banhos

Banhos mais quentes com sabonetes inadequados podem remover a camada de proteção da pele, que é composta por gorduras importantes, os chamados lipídeos.

A temperatura da água é um fator muito importante. As crianças, por apresentarem uma pele muito mais fina em relação ao adulto, podem ressecar mais facilmente, perdendo a barreira protetora com temperaturas maiores e o tempo de banho prolongado.

O ideal é uma variação entre 36 e 37 graus Celsius. Uma forma prática de medir a temperatura é colocar as costas da mão ou o antebraço ,onde a pele adulta é mais fina e sentir se a água está agradável.

Hidratação

A pele das crianças absorve mais facilmente produtos químicos, por isso o uso de hidratantes não deve ser uma regra e deve ser indicado para cada tipo de pele, idade e se há doenças de pele associadas .

Um banho mais rápido, bem morno e com sabonetes menos alcalinos pode evitar o ressecamento. É importante seguir as orientações do dermatologista e do pediatra, uma vez que para determinadas doenças, os hidratantes são específicos para cada paciente.

Agasalhos

Os bebês e crianças pequenas, quando muito agasalhados, podem desenvolver o que se chama de miliária, as famosas “brotoejas”. São erupções da pele, em gera aparecem em áreas de maior sudorese, como dobras e pescoço podendo causar coceira ou desconforto.

As brotoejas são ocasionadas pela retenção do suor na pele, em ambientes mais abafados ou pelo excesso de roupas, comum no inverno. Agasalhar na medida certa, respeitando o ambiente em que a criança se encontra , ajuda a diminuir o seu aparecimento.

Dias frios

Nos dias muito frios os lenços umedecidos podem ser utilizados na área das fraldas, mas sempre lembrando que, após o uso, deve-se remover com algodão e água todos os componentes restantes dos lenços, mesmo aqueles sem álcool e sem perfume.

Fonte: Selma Hélène, dermatologista pediátrica da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

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