Conheça os mitos ou verdades sobre a beleza na gravidez

A gestação é uma fase acompanhada de várias mudanças na vida da futura mamãe. E com os hábitos de beleza não é diferente. Porém, algumas dúvidas quanto a esse assunto podem surgir durante os nove meses. Pensando nas mamães vaidosas, a ginecologista Dra. Maria Elisa Noriler, esclarece o que é mito ou verdade sobre as técnicas para cuidar do corpo e da beleza durante a gravidez.

Gestante pode pintar as unhas durante a gravidez. Verdade! Os ingredientes presentes nesses produtos são fracos e não causam nenhum mal à saúde do bebê. Entretanto, no dia do parto, deve-se optar por cores claras e transparentes para não interferir nos cuidados na hora do procedimento. Isso porque a quantidade de oxigênio no corpo materno é analisada por meio de uma luz que atravessa o dedo indicador e, no caso de esmaltes escuros, pode dificultar a técnica.

Pode tingir os cabelos durante os meses de gestação. Mito! Qualquer tipo de coloração deve ser evitado durante os primeiros meses de gestação e após esse período pode ser realizado somente com tinturas sem amônia e metais pesados.

Cremes hidratantes e óleos ajudam a evitar o aparecimento de estrias. Mito! Estes produtos ajudam a amenizar a coceira. Um jeito mais eficiente de reduzir as chances de ter estrias é se alimentar adequadamente, praticar atividades físicas, controlar o peso e beber muita água.

Gestante pode tomar sol. Verdade! A vitamina D que é absorvida durante os banhos de sol é excelente para a saúde da mãe e de seu bebê. Porém, é preciso ficar alerta aos horários de exposição, evitando o sol das 10h até às 16h e sempre utilizar o protetor solar para evitar manchas na pele, muito comum nesta fase devido às alterações hormonais.

Grávidas devem evitar depilação com cera quente. Mito! Este procedimento pode ser utilizado tranquilamente. O único alerta fica para as depilações à laser, já que ainda não se sabe se a técnica pode causar algum dano à saúde do feto.

Gestante não deve utilizar sauna. Verdade! Frequentar esses locais é desaconselhável na gestação porque as altas temperaturas podem causar desmaios e queda de pressão.

“Em caso de dúvida sobre realizar ou não procedimentos de beleza, converse com seu obstetra que é o especialista mais indicado para esclarecer e tranquilizar sobre esses assuntos”, finaliza Maria Elisa.

 

Fonte: Dra. Maria Elisa Noriler, ginecologista e obstetra.

 

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Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

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Vaidade infantil: preocupação excessiva com a beleza pode prejudicar os pequenos

De uma maneira geral, a vaidade das crianças tem se manifestado além da conta. Não é raro notar meninas de seis, sete anos, desfilando como miniadultas nas escolas e nos parques. Uma aceleração dos costumes que pode trazer consequências negativas na vida adulta. “Pode haver um desenvolvimento de uma sexualidade precoce e a chegada da fase da adolescência antes do tempo natural esperado. Além disso, podemos pensar nos transtornos alimentares (bulimia, anorexia) – há muitas chances de crianças que sempre viram suas mães valorizando a magreza a pararem de comer para seguir este padrão”, alerta a psicóloga Vivian Cancellara.

A psicóloga Maria Cristina Martins de Camargo vai adiante: “essas crianças, futuramente, poderão se transformar em adultos extremante vaidosos, insatisfeitos com sua própria imagem e, como a vaidade é ilusória e não corresponde ao real, encontraremos adultos com baixa autoestima, desconectados de si mesmos, em busca de um ideal inatingível , sentimentos de falta e vazio devido à insatisfação dos seus desejos.”

Assim como em todos os setores da vida, o excesso é vilão. Vaidade na medida é fundamental para o asseio, a autoestima, a higiene, a saúde. Mas quando passamos do limite é que começa o problema.

Crianças fofas, bem-arrumadas, cheirosas e limpinhas são o sonho de consumo de grande parte das mamães e dos papais. No entanto, a realidade geralmente é contrária a isso. Esbaldando-se em brincadeiras, os pequenos rolam no chão, dançam e correm até o cabelo ficar arrepiado, arrancam enfeites das roupas para facilitar as travessuras e não são adeptos das roupas engomadinhas.

 

 

Veja algumas dicas para identificar os padrões fora do normal:

– Quando a criança prioriza mais aparência do que qualquer outra coisa;  deixa de brincar, de estudar, de se relacionar com outras crianças.

-Gastam maior parte do seu tempo, dinheiro da mesada em cosméticos,  roupas e acessórios.

– Comem menos (ou não comem), alegando que querem ou “precisam” perder peso, o que pode levar a desenvolver transtornos alimentares ( anorexia e ou bulimia).Vale ressaltar, que, entre as preocupações com a aparência infantil,atualmente, surgem também aquelas causadas pelas doenças alimentares vitimadoras de um crescente número da população infantil. Influenciada pela mídia e pela família, a criança adere à beleza estética de ser magra,  visando a obter o corpo ideal.

– Preocupam-se exageradamente com sua “popularidade” na escola, isto é, o desejo exagerado de se sentir admirado.

– Criticam ou comentam sobre a aparência de outras crianças  com desdém.

 

Texto de Rose Araujo

Fontes: Maria Cristina Martins de Camargo, psicóloga clínica e especialista em Psicoterapia Breve;
Vivian Cancellara, psicóloga clínica.

 

 

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