Diabetes Gestacional: saiba como evitar e monitorar

Doce é receber a notícia, através de exames, de um positivo para a gravidez. Porém, é chegada a hora de se ter muitos cuidados durante a gestação.

Diversos exames devem ser realizados durante o pré-natal e um deles pode ser realizado em casa e poucos minutos, como os autotestes de diabetes vendidos em farmácia e que obtém resultados para um maior controle da diabetes gestacional, que atinge cerca de 7% das mulheres brasileiras nesta fase.

O exame de sangue deve ser feito no segundo trimestre da gravidez e pode ser controlado por testes caseiros pela urina, realizados em apenas um minuto. O que pode ocorrer são alterações moderadas nos níveis de glicose no sangue durante a gestação que aumentam o risco da mulher desenvolver diabetes no futuro.

Conforme pesquisa realizada, foram monitorados dados populacionais, pelo Institute Evaluatuve Sciences, no Canadá, mais de 15 mil mulheres com idades entre 20 e 49 anos que mostraram alterações na glicemia durante a gravidez e não receberam o diagnóstico de diabetes gestacional.

diabetes gestacional
(Foto: Pixabay)

Estas informações foram comparadas por mais de 60 mil gestantes sem alterações no nível de açúcar no sangue. Todas estas mulheres a foram acompanhadas por mais de seis anos após o parto.

No final, aquelas que tinham anormalidade nas taxas de glicose tiveram um risco de cerca de 2,5 vezes maior desenvolver diabetes no futuro. A cada mil pessoas a taxa de incidência da doença foi de 5,04 casos entre aquelas com glicose alterada, e de 1,74 casos entre as que não apresentaram problema.

Este tipo de problema ocorre, em alguns casos, durante a gestação porque a placenta produz diversos hormônios que podem bloquear parcialmente a ação da insulina, como se a glândula não “desse conta” do recado nas pacientes com o diabetes gestacional.

Para entender melhor, a produção de insulina é insuficiente para que o corpo processe adequadamente o excesso de glicose que está em circulação.

Sintomas:

  • Idade materna mais avançada;
  • Ganho de peso excessivo durante a gestação;
  • Sobrepeso ou obesidade;
  • Sede excessiva;
  • Síndrome dos ovários policísticos;
  • Fome além do normal;
  • História prévia de bebês grandes (mais de 4 kg) ou de diabetes gestacional;
  • História familiar de diabetes em parentes de 1º grau (pais e irmãos);
  • História de diabetes gestacional na mãe da gestante;
  • Hipertensão arterial na gestação;
  • Gestação múltipla (gravidez de gêmeos).

“Para ter certeza de que está ou não com qualquer tipo de diabetes, é importante o monitoramento da doença. Através de um simples teste caseiro é possível detectar o problema ou mesmo descartar dúvidas”. Comenta Dra. Adriana Juliani.

O diabetes gestacional pode se regulariza logo após o nascimento do bebê – diferentemente dos outros tipos de diabetes, que duram a vida inteira. A boa notícia é que o aleitamento materno reduz o risco de desenvolvimento de diabetes após o parto.

Manter uma alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas ajudam a manter uma boa saúde.

 

Fonte: Dra. Carolina Ynterian, bioquímica, especializada em biologia molecular.

 

Leia também:

Estresse na gravidez pode afetar o crescimento do bebê

Acariciar a barriga na gestação auxilia no controle das ansiedades

Cinco cuidados para ter antes de engravidar

 

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

Anúncios

Especialista indica práticas para reduzir as dores da gestação

A gravidez é um período de grande importância na vida de qualquer mulher, mas também pode ser marcado por desconfortos e fortes dores no corpo, impossibilitando a gestante de realizar tarefas simples do dia a dia.

A fisioterapeuta Patricia Prieto afirma que esses incômodos são imprevisíveis, mas que podem ser reduzidos com alguns cuidados.

“Essas dores podem surgir a qualquer momento, mas são ainda mais comuns conforme o aumento do peso. O indicado é que, na hora de dormir, essa gestante se deite de lado e coloque um travesseiro entre as pernas”, explica.

Segundo a fisioterapeuta, procedimentos de fisioterapia e bem-estar são opções bastante eficazes na melhora da qualidade de vida da mulher grávida.

gravida-fazendo-exercicio_0_0

“Alguns medicamentos são contraindicados para gestantes, o que nos leva a tratamentos não medicamentosos, como a RPG, a acupuntura, as massagens e a fisioterapia, que a longo prazo evita problemas mais graves”, afirma a profissional.

Hoje bastante utilizada para a redução de dores, a acupuntura também é utilizada para tratar questões relacionadas ao estresse e à ansiedade, além de melhorar a qualidade do sono.

Apesar da eficácia desses procedimentos, Patricia explica que os hábitos da mulher são decisivos para o seu bem-estar durante a gravidez.

“É importante evitar o uso de saltos altos, pois eles mudam o eixo do corpo, aumentando a carga sob a coluna. Além disso, fatores como alimentação e qualidade do sono fazem total diferença durante a gestação”, finaliza.

Fonte: Patricia Prieto, fisioterapeuta do Espaço Pathricia Prieto.

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

Gravidez no inverno: Saiba como prevenir as doenças causadas pelas baixas temperaturas

Com a chegada do inverno, todos os quadros respiratórios têm aumento drástico na incidência, principalmente, rinite, sinusite, asma, gripes e resfriados.

No caso das mulheres grávidas, é preciso redobrar os cuidados, pois com a temperatura mais baixa é comum o aumento da pressão arterial por conta da contração dos vasos sanguíneos para conservar o calor no corpo.

“A consequência disso para as gestantes é o aumento da probabilidade de pré-eclâmpsia, doença que eleva a pressão durante a gestação e pode trazer danos graves à mãe e ao bebê”, afirma a obstetra Priscila Cury.

Para auxiliar as gestantes sobre como se proteger da maioria destas doenças no inverno, a obstetra sugere algumas dicas importantes. “A primeira providência com a chega do inverno é lavar tudo que está guardado, para eliminar os ácaros: casacos, cobertores e edredons”, ressalta a doutora.

x-dicas-para-ter-uma-gravidez-saudavel-no-inverno19194.jpg

Além disso, Priscila recomenda evitar grandes aglomerações, pois favorecem a transmissão do vírus da gripe, por exemplo. Também é imprescindível manter os ambientes limpos e arejados, lavar sempre as mãos e aumentar a umidade dos ambientes.

“As gestantes também devem aumentar a ingestão de líquidos, manter-se agasalhadas, evitar variações bruscas de temperatura e aumentar o consumo de vitamina C, principalmente por meio do consumo de frutas como acerola, laranja e limão”, explica a profissional.

No inverno, também é quando ocorre o aumento na incidência das doenças hipertensivas e, para não correr riscos, toda mulher deve ter consciência de que o momento da gravidez, além de especial, demanda muitos cuidados.

Desta forma, é indispensável o acompanhamento pré-natal regular. “O mais importante é fazer um bom pré-natal para garantir que a mãe e o bebê estejam bem, sempre beber bastante água e praticar atividade física moderada”, finaliza a especialista.

Fonte: Priscila Cury, obstetra. 

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

Entenda os principais cuidados e atenções na fase dos dentes de leite

Entre as milhares de preocupações dos pais com os filhos, também está o tempo da troca dos dentes de leite das crianças. Os dentes decíduos, conhecidos como dentes de leite, preparam o caminho e influenciam diretamente no crescimento dos permanentes. Além disso, ajudam a manter o equilíbrio da estrutura da face, proporcionam uma melhor mastigação dos alimentos e contribui para o aumento da  autoestima da criança. 

De acordo com a dentista Rosane Menezes Faria, com o início da dentição, os pais devem prestar muita atenção na higiene bucal do filho. “É preciso escovar os dentinhos com uma escova de cabeça pequena e cerdas macias após cada refeição, ingestão de açúcar e antes de dormir. Este é o principal horário para a higienização bucal, pois durante o sono a salivação diminui, o que propicia a proliferação das bactérias”.

O que fazer quando surgem as cáries?

A especialista alerta que a partir do momento em que o dente nasce na boca do bebê, ele já está sujeito a sofrer uma lesão de cárie. “O grande problema é que, nesse caso, alguns pais optam por não buscar um tratamento adequado, pois pensam que não há necessidade, já que o dente será substituído por outro”. Porém, segundo Rosane, se lesão de cárie não é tratada, as bactérias presentes podem atingir o canal do dente de leite e contaminar o germe do dente permanente, que está logo abaixo. “Isso pode vir a causar uma lesão infecciosa, além de prejudicar a microflora que futuramente recepcionará os dentes permanentes”, alerta.

Queda dos dentes de leite

Segundo a dentista, aos seis anos os dentes de leite começam a cair. “Em hipótese alguma, os pais devem recorrer a métodos caseiros para forçar a queda. É importante também tranquilizar os pequenos de que é um processo fisiológico e que eles não precisam ficar assustados e nem envergonhados com as famosas “janelinhas”’, explica.

Por fim, a especialista destaca que, no caso de atraso dessa troca dos dentes de leite, a primeira atitude a ser tomada é levar o pequeno ao dentista. Por mais que não seja um problema tão sério, a retenção prolongada pode causar desconforto e até inflamação na região.

Fonte: Rosane Menezes Faria, dentista da Caixa Seguradora Odonto.

 

 

 

810x400 instituto infancia-app3

Conheça os riscos e cuidados necessários com as crianças no mundo virtua

A moda dos desafios em redes sociais não é mais novidade no Brasil e em outros países, e a recente morte de uma menina de sete anos após inalar desodorante em desafio popular nas redes sociais aumentou a importância da discussão e do alerta aos pais. Outros perigos também podem ocorrer com os pequenos a partir do uso indevido e exagerado da internet, como, por exemplo, torná-los cada vez mais adultos, antissociais ou extremamente ansiosos em virtude da velocidade das informações.

Para a psicóloga Sarah Lopes, os cuidados dos responsáveis com relação às orientações devem levar em consideração a idade da criança e períodos de navegação. “Até os 5 anos, as crianças podem ficar no máximo uma hora conectada de forma fracionada. Além disso, existem aplicativos do próprio sistema operacional que bloqueiam sites inapropriados de acordo com a idade. Os pais devem ser cuidadosos evitando invadir a privacidade ou caso haja algo que requer explicações tentar conduzir sem coagir às crianças”, orienta.

O imediatismo, possibilidade de se esconder atrás de uma tela, jogos, desafios e redes sociais se apresentam de maneira atraente para os jovens. Por isso, controlar o tempo que os filhos permanecem no mundo virtual é essencial para a segurança. “É, de certa forma, injusto impedir que as crianças não tenham acesso algum a jogos, exceto os que são violentos.  Mas os responsáveis precisam fazem concessões, fazendo com que as crianças não se sintam excluídas”, comenta a especialista.

A psicóloga ressalta que entreter a garotada com outras atividades contribui para distanciá-las do uso demasiado da internet, educando, divertindo e aproveitando mais tempo em família. “Existem outros meios de distração sem que seja necessário o uso da tecnologia”, finaliza.

Fonte: Sarah Lopes, psicóloga do Hapvida Saúde.

Especialista dá dicas de cuidados para viajar com as crianças

Embarcar em uma viagem com as crianças é muito divertido, mas exige cuidados extras. Para quem está se programando para embarcar em uma aventura, atenção aos detalhes pode fazer a diferença na saúde e bem-estar dos pequenos. 

Nesta hora, todo cuidado é pouco. E para esclarecer as dúvidas e ajudar nesse planejamento, o doutor José Sallovitz, cardiologista, separou dicas básicas para evitar imprevistos “na estrada” e que podem contribuir para tornar a viagem com as crianças ainda mais segura. 

Remédios para crianças – Pode ser um simples estado febril até um severo enjoo. A verdade é que crianças estão sujeitas a mal-estares e incidentes durante uma viagem. “Crianças portadoras de doenças crônicas como asma, diabetes ou alergias necessitam sempre ter à sua disposição suas medicações habituais, como bombinhas de bronco-dilatadores, insulina ou anti-histamínicos”, explica o doutor.

“Leve as bulas e as receitas com as prescrições médicas de todos os remédios para poder seguir as orientações fornecidas durante a viagem. Caso a criança não melhore ou piore, pare de usar qualquer remédio e procure imediatamente um médico, por meio de seu seguro viagem”, ressalta o doutor. 

Vacinas – O Dr. José Sallovitz diz que os pais podem aproveitar a visita ao pediatra ou à um centro de vacinação para verificar se as vacinas regulares estão em dia e se há recomendações ou obrigatoriedades para o destino escolhido. “Algumas vacinas não habituais poderão ser exigidas por alguns países, como a vacina contra febre amarela, que pode ser tomada por crianças a partir dos seis meses de vida”, alerta o especialista. 

Mosquitos – Criança alérgicas podem ter momentos de muito desconforto se expostas a picadas de insetos como pernilongos e mosquitos. “Além disso, dependendo do lugar para onde vai viajar, os mosquitos são transmissores de muitas doenças graves como malária, dengue, chiungunya e zika. Portanto, repelentes devem fazer parte da rotina diária de crianças nestas regiões, assim como roupas leves que cubram braços e pernas da melhor maneira possível. Certos repelentes não devem ser usados por crianças muito pequenas e o pediatra poderá dizer qual é o mais indicado”, afirma o doutor. 

 

Alimentação – Crianças são normalmente comedores indisciplinados. Viajar para lugares diferentes, com comidas exóticas e horários alternativos, pode causar um distúrbio nos hábitos alimentares e desarranjos intestinais.

Dr. José alerta: “Evite comer em lugares onde a origem do alimento é duvidosa, como em barraquinhas na rua. Beba somente água mineral ou mesmo refrigerantes, pois a chance de infecções será menor. Evite alimentos como frutos do mar e carnes exóticas, como cabra e outros animais. Tente manter as mãos das crianças o mais limpas possível e não esquecer de manter, pelo menos, uma refeição diária com as características do seu lar, como o café da manhã, por exemplo”. 

Fonte: Dr. José Sallovitz, cardiologista e coordenador médico da Allianz Global Assistance, empresa de serviços de assistência.