DHA pode ajudar na gestação de bebês  saudáveis  e  reduzir partos prematuros

A gestação é um período de grande alegria mas que inspira cuidados, principalmente para garantir a saúde da mãe e do recém-nascido.

Para passar tranquilamente por esta fase, além da alimentação balanceada, estudos de universidades conceituadas apontam que a suplementação com ácidos graxos da classe dos ômega 3 pode ajudar mães e bebês.

“A alimentação saudável, rica nos mais diversos nutrientes, é  importante em todas as fases da vida. Na gestação, ela é especialmente importante, e a gestante deve fazer o acompanhamento pré-natal para os devidos exames regulares e suplementações, para buscar garantir ao máximo sua saúde e do bebê”, ressalta a Dra. Maria Inês Harris, consultora científica da Biobalance.

Segundo a especialista, nesse período já é unânime a importância da suplementação com ácido fólico, com base em uma variedade de pesquisas que mostram que esse cuidado reduz significativamente a incidência de uma má-formação fetal.

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Ingestão de ômega-3 de cadeia longa DHA pode ajudar na gestação de bebês mais fortes e reduzir significativamente partos prematuros. (Foto: Freepik)

Uma pesquisa realizada no Centro Médico da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, mostrou no final de 2016 que a ingestão destes ácidos graxos pode ajudar na gestação de bebês mais fortes e reduzir significativamente partos prematuros.

Para  chegarem  a  essa  conclusão, os cientistas estudaram 300 futuras mamães, escolhidas aleatoriamente. Metade delas foi suplementada durante o final da gravidez com 600 mg diários de DHA.

Já as outras receberam um placebo para fazerem parte do grupo de controle. Durante as observações, verificou-se que as gestações do grupo suplementado foram mais longas, com uma média de tempo de gestação acima de 34 semanas, resultando em uma menor incidência de partos prematuros.

Os recém-nascidos das mamães que receberam a suplementação também nasceram mais fortes, e com peso maior, quando comparados aos bebês das mães que receberam o placebo.

“O DHA durante a gestação oferece benefícios tanto para a gestante, com redução do nível  de estresse e melhora nos níveis de cortisol, como para o feto, sendo um importante fator de desenvolvimento de uma gestação saudável”, afirma a Dra. Maria Inês Harris.

“Com ele, observa-se melhora no desenvolvimento neuronal dos fetos e das crianças cujas mães foram suplementadas durante a gestação, além de se perceber redução de partos prematuros e melhora no sistema imunológico da criança”, acrescenta.

Fonte: Dra. Maria Inês Harris, consultora científica da Biobalance.

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

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Amamentação protege criança contra diversas infecções

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o leite materno é um alimento completo e que deve ser exclusivo durante os primeiros seis meses de vida, para fornecer ao recém-nascido e ao lactente todos os nutrientes essenciais para um crescimento saudável. Após os seis meses, a criança ainda deve receber leite materno até os dois anos ou mais, junto com a alimentação complementar.

A amamentação é um vínculo muito importante entre mãe e filho e que ajuda, sobretudo, na proteção da criança contra diversas infecções. O pediatra Mario Cícero Falcão reforça que os benefícios associados ao aleitamento materno são numerosos, como a presença de anticorpos, fatores imunomoduladores e antiinflamatórios que não podem ser reproduzidos. “O que muitas mães não sabem é que o leite humano também é fonte de DHA (ômega 3), nutriente que promove o desenvolvimento cognitivo e visual na infância”, afirma o especialista.

O cérebro tem seu crescimento extremamente acelerado na vida fetal e, também, na primeira infância. Por isso a importância da lactação nos primeiros meses de vida da criança, para que nutrientes relevantes sejam repassados durante esse período. O médico explica que o DHA, junto com o ácido araquidônico, são os principais componentes lipídicos dos tecidos cerebrais e fundamentais para o desenvolvimento cerebral. O especialista reforça, no entanto, que os níveis desses nutrientes presentes no leite materno dependem dos alimentos consumidos pela mãe.

A Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo diário de 200 a 300 mg de Ômega-3 do tipo DHA por dia durante a gravidez e lactação.  Peixes de água salgada, como cavala, atum, salmão, sardinha e bacalhau, possuem maior concentração do nutriente, pois se alimentam de algas, que são fontes naturais de Ômega-3/DHA. “Porém, as gestantes devem ficar atentas já que existe também a preocupação do consumo de peixes de maneira criteriosa, uma vez que existem riscos de contaminação com metais pesados”, alerta.

A intenção da Organização Mundial da Saúde é melhorar a saúde de crianças menores de cinco anos em todo o mundo. O pediatra reforça que o leite materno é uma forma de garantir a saúde do bebê, além de imunizar contra doenças respiratórias e crônicas, problemas cardiovasculares, diabetes e hipertensão. “Muitas mamães ficam com receio de amamentar seus filhos, pois acreditam que podem fazer algo da forma incorreta e acabar por prejudicá-los, mas não há o que temer. O ideal é conversar com um especialista para entender que toda tomada de decisão deve ser alinhada em conjunto”, destaca.

Fonte: Royal DSM.