Veja dicas para ajudar seu pequeno a andar

Não há nada mais prazeroso para os pais do que ver seus pequenos dando os primeiros passos. É um momento especial para a família toda, pois marca uma etapa importante do desenvolvimento e um grande desafio para o bebê.

A psicanalista Vera Ferrari diz que é preciso considerar que este é um grande desafio para o bebê. “A posição ereta, necessária para o deslocamento, exige coordenação motora e equilíbrio que ele ainda não tem. Só vai alcançar a estabilidade com a prática, por isso é importante permitir que ele se desloque, mesmo sem coordenação”, afirma.

O desejo de ver a criança andando gera ansiedade, principalmente em meio à pressão de familiares e amigos com relação ao seu desempenho. “Talvez uma das perguntas mais comuns dirigidas aos pais é justamente sobre o ato de andar. Assim, começam as comparações, que deve sempre ser evitado. Esse comportamento só intensifica a tensão quanto ao momento em que finalmente o filho andará com firmeza”, comenta a psicanalista.

Por não conseguirem estimular da maneira que imaginam ser a mais adequada, os pais podem se sentir fracassados, o que pode ser transmitido ao pequeno. A possibilidade de quedas também causa aflição, uma vez que os acidentes acontecem de forma repentina, mesmo com a observação atenta dos pais.

O importante é refletir sobre a motivação por trás do cuidado desmedido com o bebê e considerar que, quando os adultos se assustam, o que se evidencia é a falha e a frustração com sua performance. Assim, o receio em experimentar e aprender só aumenta.

Andar requer o desenvolvimento de uma série de competências que as crianças adquirem ao brincar. Então, estimule o bebê a brincar, a se movimentar, a rolar no chão, a se interessar por pessoas, objetos, cores e sons do ambiente, os quais serão estímulos para o desejo de explorar o que está a sua volta.

 

Fonte: Vera Ferrari, psicanalista.

 

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Cinco dicas para se proteger das alergias oculares de inverno

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 57 milhões de brasileiros sofram com algum tipo de alergia. E em mais da metade dos casos, ela se manifesta nos olhos.

Com a chegada do frio, isso acontece com ainda mais frequência. “Além de gripes e resfriados, as alergias oculares também são bastante comuns neste período”, garante o médico oftalmologista Dr. André Luís Alvim Malta.

Os fatores que desencadeiam as alterações visuais durante o inverno são muitos, mas o principal é a poeira. “As temperaturas mais frias, a falta de chuva e a baixa umidade do ar agravam o problema da poluição, assim como os gases emitidos pelos automóveis. E os olhos acabam ficando secos com mais frequência”, afirma o especialista.

Outro vilão da saúde dos olhos na estação são os ácaros, que voltam a circular nos ambientes por meio do uso de roupas, agasalhos e cobertores que estavam em guarda-roupas escuros ou fechados.

“Além de todos esses componentes, a genética influencia e muito o aparecimento das alergias oculares. Por isso, é preciso estar atento a sintomas como ardor, coceira, secreção, irritação, inchaço e olhos vermelhos, que indicam que algo não está bem”, ressalta Malta.

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Especialista mostra como se prevenir na estação. (Foto: Freepik)

Abaixo, o Dr. André lista cinco passos para se prevenir e proteger das alergias oculares durante o inverno. Veja!

Higiene é fundamental: evite levar as mãos para esfregar ou coçar os olhos, principalmente se não estiverem limpas e higienizadas no momento.

Aposte na boa alimentação: a ingestão de líquidos e de alimentos saudáveis são importantes em todo o ano, e especialmente no inverno. Por isso, inclua água, frutas e legumes na dieta diariamente.

Fuja de ambientes fechados: ficar muito tempo nesses locais e com ar condicionado ligado aumenta as chances de transmissão de doenças. Prefira ambientes abertos que facilitam a circulação de ar e a dispersão de agentes poluentes que contribuem no surgimento das alergias oculares.

Se proteja dos fatores naturais: o uso frequente de bonés e chapéus protegem a saúde dos olhos dos efeitos colaterais do vento, do sol e da poeira. Mesmo nos dias mais frios ou nublados, a utilização desses itens é recomendada.

Cuidado com a automedicação: ao sinal de qualquer desconforto ou irritação nos olhos procure ajuda de um médico. Ele é o único profissional capacitado para o diagnóstico e a prescrição de medicamentos. Por isso, jamais use medicamentos sem controle ou sem a devida prescrição médica, já que pode levar a lesões graves ou, até mesmo, irreversíveis aos olhos.

Fonte: Dr. André Luís Alvim Malta, oftalmologista.

 

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Seis dicas para melhorar a alimentação das crianças

Ter filhos que comem de tudo, principalmente frutas, legumes e verduras, parece ser o sonho de nove em cada dez mães. Mas dicas preciosas podem mudar o rumo da alimentação na sua casa, a começar pela postura dos responsáveis.

A nutróloga Patrícia Savoi Canineu, lista seis dicas para melhorar a alimentação dos pequenos. Veja!

1- Dê o exemplo. Seu filho comerá melhor se perceber o mesmo comportamento em você.

2- Leve as crianças para a cozinha. Ao incluí-las no preparo do alimento, elas tendem a se interessar em experimentá-lo.

3- Leve seu filho à feira. Deixe que ele escolha alguns dos legumes, verduras e frutas que comerá na semana.

4- Varie as formas de preparo. Se a criança, por exemplo, não come brócolis refogado, experimente servi-lo em forma de bolinho.

5- Nada de proibições. Restringir os doces da alimentação da criança pode fazer com que ela se interesse ainda mais por eles.

6- Fuja de ameaças. Forçar a ingestão de um determinado alimento pode fazer seu filho associá-lo a um confronto, tornando a experiência da alimentação em algo desagradável.

 

Fonte: Patricia Savoi Canineu, nutróloga.

 

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Quatro dicas sobre o uso do fio dental

O fio dental é frequentemente recomendado por dentistas para completar a rotina de cuidados bucais. Ainda assim, existem muitas dúvidas sobre seu uso, como por exemplo, se deve ser feito antes ou depois da escovação, quantas vezes por dia, e se realmente faz a diferença na hora de garantir uma vida mais saudável.

Pensando nisso, a dentista Isabella Mendes separou algumas dicas para orientar quem ainda não se convenceu da importância do fio dental

Segundo a especialista, depois de três dias seguidos de uso, já é possível perceber melhoras na saúde bucal, com gengivas visivelmente mais saudáveis e menos inchadas.

Veja as orientações da especialista:

1 – O fio pode ser usado antes ou depois da escovação

Isabella explica que não existe uma regra para a ordem do uso do fio dental. Pode ser passado antes ou depois da escovação desde seja feito de maneira delicada e sem pressa.

A especialista ressalta, porém, que uma boa dica é dar preferência ao uso antes da escovação, pois se trata de uma operação trabalhosa e que exige atenção e cuidado.

fio dental dentista crianças
Antes do sono é fundamental que seja feita uma rotina de limpeza completa.

2 – Atenção especial para a rotina noturna 

O ideal é que o fio dental seja usado em todas as escovações, ou seja, três vezes por dia. Apesar disso, Isabella conta que o período noturno é o que precisa de mais atenção quando o assunto é higiene bucal.

“Durante a noite, temos redução do fluxo salivar, o que deixa os dentes e a boca desprotegidos contra cárie, gengivite e outros problemas. Como ficamos um longo período expostos às bactérias, é imprescindível que antes do sono seja feita uma rotina de limpeza completa, com atenção especial à limpeza interdental”, afirma Isabella.

3 – Fio dental não causa sangramento na gengiva

É um erro relacionar o sangramento gengival ao uso do fio dental. “O sangramento ocorre justamente quando não é feita a limpeza interdental corretamente, o que deixa o tecido gengival mais exposto à placa bacteriana. Este é um sinal de inflamação e não pode ser ignorado. O uso frequente e correto do fio dental evita esse tipo de incômodo”, explica Isabella.

4 – Cuidar da saúde bucal e beneficiar todo o corpo 

Essa é uma das informações mais valiosas sobre o tema: problemas na região bucal podem interferir no funcionamento de todo o corpo.

“Nossa boca é exposta a diversas bactérias diariamente e, se não existe limpeza adequada, uma pequena inflamação gengival pode se transformar em algo mais grave, cujos malefícios se espalham pela corrente sanguínea e podem causar problemas ainda mais sérios no corpo humano”, conta Isabella.

Gengivite e periodontite são alguns exemplos de quadros que podem surgir a partir da falta de higiene e do acúmulo de bactérias. De acordo com Isabella, é essencial que se procure um especialista para evitar que as doenças tenham desdobramentos complicados e as bactérias atinjam órgãos como o coração.

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Fonte: Isabella Mendes, dentista e consultora da GUM.

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Cinco dicas para ensinar os filhos a lidar com dinheiro

Muitos pais têm dúvidas quando o assunto é educação financeira. Na hora de escolher a melhor maneira de ensinar os filhos a lidar com o dinheiro, vale a pena ouvir o que dizem os especialistas.

Afinal, essa é uma lição que as crianças vão levar para a vida inteira. Uma pesquisa divulgada há pouco tempo pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) revela que, entre os jovens que têm até 21 anos, aproximadamente 50% já estão endividados.

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Para evitar que isso aconteça com os seus filhos, fique atento a essas dicas:

1- Dar mesada aos filhos é positivo, pois ajuda a criança a entender como lidar com o dinheiro para conseguir comprar o que deseja.

Segundo o economista Reinaldo Cafeo, entretanto, é preciso seguir algumas regras: “os pais devem respeitar a faixa etária de cada um. Com 5 anos de idade, o ideal é oferecer moedas e ensinar que este instrumento permite acessar produtos. A criança precisa manusear e entender como o dinheiro faz isso. À medida que cresce, ela precisa tomar suas próprias decisões”.

2- Definir o valor da mesada não é uma tarefa das mais fáceis, principalmente porque as crianças estão se tornando cada vez mais consumistas. É aí que os pais devem ser firmes e definir uma quantia adequada, de acordo com a renda da família.

Nessa hora, vale seguir um conselho do economista: “Recomenda-se que haja uma semanada utilizando o seguinte critério: R$ 1,00 para cada ano de vida. Uma criança de 7 anos deve receber R$ 7,00 por semana. A de oito, R$ 8,00 e assim por diante. Quando atingir a fase da adolescência, negocia-se um valor que permita passar a semana ou o mês. Sempre com prestação de contas para que os pais orientem sobre as decisões tomadas”.

3- Evite usar a mesada, ou semanada, como forma de cobrar resultados em outras áreas. Por exemplo, ir bem na escola não deve ser um critério para que a criança receba o dinheiro.

É preciso conversar e deixar bem claro que as responsabilidades de cada um precisam ser cumpridas – fazer as tarefas, ajudar em casa ou obedecer aos pais não são comportamentos que devam ser usados como moeda de troca.

“Uma criança precisa saber de suas responsabilidades. O dinheiro tem que ficar em seu lugar, ou seja, ter a responsabilidade do consumo consciente e saber o esforço em ganhar. Usar o dinheiro para tentar educar em outras áreas foge ao princípio da educação como um todo”, segundo Reinaldo.

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4- O dinheiro oferecido à criança não deve ser usado para comprar algo que depende dos pais. Portanto, livros de escola, roupas, sapatos, entre outros são responsabilidade da família.

“A mesada nunca deve ser para pagar produtos e serviços que os filhos entendem que são obrigação dos pais. O valor da mesada tem que ser para coisas deles, como cantina da escola, uma compra de supérfluo no shopping e assim por diante”, afirma Reinaldo.

Agora, se o seu filho quiser um brinquedo mais caro, por exemplo, aproveite a chance para ensinar sobre a importância de poupar. Converse com ele e definam juntos um valor que deverá ser reservado em cada mesada.

5- Seja paciente com os erros e acertos da criança. O objetivo é ensinar o valor do dinheiro e a melhor maneira de usá-lo, portanto, é natural que apareçam alguns problemas no começo.

Passar por apertos, gastar tudo no primeiro dia, etc., são algumas situações corriqueiras, e cabe aos pais orientar sobre a melhor maneira de lidar com cada uma delas.

Fonte: Reinaldo Cafeo, economista.

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Saiba como driblar a alergia alimentar

O número de crianças com algum tipo de restrição alimentar vem crescendo no mundo. Segundo um estudo feito nos Estados Unidos, pela Universidade Northwestern, em cinco anos o índice de internações e consultas hospitalares provocadas por crises alérgicas alimentares em meninos e meninas aumentou quase 30% ao ano.

Todos chegam aos consultórios e hospitais apresentando um ou mais sintomas característicos da alergia, tais como sangue nas fezes, cólicas, diarreia, constipação e vômitos.

“Outras alergias, tipo dermatite atópica e alergias de pele no bebê nos primeiros meses de vida, também são sintomas”, explica a médica gastroenterologista Cristina Targa Ferreira, presidente do Departamento de Gastro Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Alergia alimentar

O cuidado na escola

Segundo a nutricionista Mariana Del Bosco, membro do Grupo de Pesquisa de Dificuldades Alimentares na Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), é importante manter uma relação de confiança entre familiares e escola, com constante troca de informação de ambas as partes.

“Qualquer dieta de restrição traz esse impacto nutricional e social. Mas, para aquelas crianças cujos desfechos das reações podem ser graves, partimos do princípio que haverá também um grande impacto emocional”, destaca a especialista.

“Isso pode, eventualmente, nortear tomadas de decisões para escolhas mais ‘radicais’, no sentido de minimizar os riscos, mesmo que isso signifique até mesmo adiar o ingresso na escola”, complementa.

Alergia alimentar.

Alergia x intolerância 

Pode até parecer a mesma coisa, mas não é! Intolerância à lactose significa que a pessoa tem dificuldade em digerir o açúcar presente no leite.

“O maior erro que se vê por aí é dizer que a criança tem ‘alergia à lactose’. Isso não existe!”, salienta a gastroenterologista Cristina Targa Ferreira. Normalmente, adultos e idosos sofrem com intolerância, já que é natural o organismo perder, com o passar dos anos, a enzima capaz de digerir a lactose.

 Já a alergia alimentar é um quadro clínico diferente, sendo bastante comum em crianças, devido à “imaturidade” do intestino. Nesse caso, o organismo produz anticorpos para atacar aquela proteína ingerida. Mas, ao excluir a proteína agressora da dieta – base do tratamento para alergia alimentar –, o intestino se recupera e se fortalece, tornando-se, assim, capaz de enfrentar essa substância posteriormente. Dessa forma, todos que sofrem com alergias alimentares em geral tornam-se tolerantes antes de completar cinco anos de idade.

Proteção extra 

  • Leia atentamente os rótulos de alimentos, procurando, inclusive, sinônimos da substância que causa alergia à criança. Se preciso, ligue no SAC da empresa para ter certeza de que o produto seja livre do composto alergênico.
  •  Mesmo que já tenha o hábito de comprar determinado produto, continue verificando seu rótulo. É comum a composição de alimentos industrializados mudar.
  •  Marque uma reunião na escola para salientar a importância de que a dieta restritiva seja seguida. Vale ainda traçar um plano de emergência caso ocorra uma ingestão acidental.
  •  Mantenha todas as pessoas que atuam diretamente na vida da criança (avós, tios, irmãos e amigos mais próximos) avisadas sobre a sua alergia alimentar.

 

Fontes: Mariana Del Bosco, membro do Grupo de Pesquisa de Dificuldades Alimentares na Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Cristina Targa Ferreira, presidente do Departamento de Gastro Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria.

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