Menos da metade das mães alimentam exclusivamente com leite materno

Apesar das inúmeras recomendações de especialistas, pesquisa recente do Ministério da Saúde mostra que apenas 41% das mães alimentam seus bebês apenas com leite materno até os seis meses de idade. A introdução de outros alimentos antes dessa idade é fator de risco para o desenvolvimento de sobrepeso na infância e na fase adulta.

Já a amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de vida e, após esse período e até os dois anos de idade, combinada com outros itens alimentares, reduz a incidência de sobrepeso na vida adulta, tanto pela correta formação dos hábitos alimentares, quanto pelo estímulo à produção de hormônios.

Sob o ponto de vista do desenvolvimento infantil, esta prática previne a obesidade em outras etapas da vida, na medida em que o aleitamento materno estimula, por exemplo, a produção dos hormônios grelina e leptina. Ambos regulam o efeito de saciedade, criando um padrão para esta sensação.

Nas raras situações em que a amamentação é contra-indicada, a criança deve receber a fórmula infantil adequada, prescrita pelo médico.

 

Fonte: Ministério da Saúde.

 

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Nove vantagens de amamentar o bebê com leite materno

O leite materno é o alimento mais completo e equilibrado para os bebês. Ele atende todas as necessidades de nutrientes e sais minerais fundamentais até os 6 meses de idade. Entretanto, existem outras vantagens que vão além da nutrição, e beneficiam tanto o bebê quanto a mãe.

A consultora de aleitamento materno, Eneida Souza, listou nove vantagens da amamentação. Veja:

1- Diminui cólicas nos bebês: fácil de ser digerido, o leite materno provoca menos cólicas nos bebês.

2- Previne doenças nos bebês: o leite materno colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne alergias, obesidade e intolerância ao glúten.

3- Preserva a saúde do intestino dos pequenos: o colostro, leite materno produzido nos primeiros dias, contém uma molécula chamada PSTI, responsável por proteger e reparar o intestino delicado dos recém-nascidos.

4- Estreita o vínculo entre a mãe e o filho: o momento da amamentação aumenta o vínculo entre mãe e filho. Esse impacto nas emoções de ambos é causado, principalmente, pelo estímulo dos sentidos físicos dos bebês.

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5- Contribui para uma dentição saudável do bebê: o movimento de sucção ajuda no desenvolvimento da mandíbula do bebê e toda estrutura muscular da boca. Ela contribui também para a descida dos dentinhos.

6- Estimula o crescimento dos prematuros: Quando o ômega 3 está presente no leite materno, ele ajuda no desenvolvimento e crescimento dos prematuros nos primeiros meses de vida.

7- Reduz chances de câncer na mãe: Amamentar o bebê, gera benefícios também para as mães. A amamentação pode proteger a mãe contra o câncer de mama e de ovário. Quanto maior o período de amamentação, maior é a proteção.

8- Pode colaborar para o emagrecimento da mulher: A produção de leite pelo organismo feminino consome cerca de 600 a 800kcal por dia. Esse gasto energético é comparado com o mesmo em atividades físicas de alta intensidade como corrida ou pedalada.

Mas, por outro lado, o emagrecimento associado com a amamentação só acontece se o consumo de calorias pela mãe for menor do que o gasto diário.

9- Reduz o risco de síndrome metabólica feminino: Estudo publicado na American Journal of Obstetrics revelou que a amamentação reduz o risco de a mulher desenvolver síndrome metabólica (doenças cardíacas, cerebrovasculares, renais e diabetes) após a gravidez, inclusive para aquela que teve diabete gestacional.

Fonte: Eneida Souza é enfermeira pediatra, consultora em aleitamento materno pela Universidade da Califórnia em Angeles (UCLA-CA) e terapeuta sistêmica para família, casal, individual.

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Amamentação protege criança contra diversas infecções

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o leite materno é um alimento completo e que deve ser exclusivo durante os primeiros seis meses de vida, para fornecer ao recém-nascido e ao lactente todos os nutrientes essenciais para um crescimento saudável. Após os seis meses, a criança ainda deve receber leite materno até os dois anos ou mais, junto com a alimentação complementar.

A amamentação é um vínculo muito importante entre mãe e filho e que ajuda, sobretudo, na proteção da criança contra diversas infecções. O pediatra Mario Cícero Falcão reforça que os benefícios associados ao aleitamento materno são numerosos, como a presença de anticorpos, fatores imunomoduladores e antiinflamatórios que não podem ser reproduzidos. “O que muitas mães não sabem é que o leite humano também é fonte de DHA (ômega 3), nutriente que promove o desenvolvimento cognitivo e visual na infância”, afirma o especialista.

O cérebro tem seu crescimento extremamente acelerado na vida fetal e, também, na primeira infância. Por isso a importância da lactação nos primeiros meses de vida da criança, para que nutrientes relevantes sejam repassados durante esse período. O médico explica que o DHA, junto com o ácido araquidônico, são os principais componentes lipídicos dos tecidos cerebrais e fundamentais para o desenvolvimento cerebral. O especialista reforça, no entanto, que os níveis desses nutrientes presentes no leite materno dependem dos alimentos consumidos pela mãe.

A Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo diário de 200 a 300 mg de Ômega-3 do tipo DHA por dia durante a gravidez e lactação.  Peixes de água salgada, como cavala, atum, salmão, sardinha e bacalhau, possuem maior concentração do nutriente, pois se alimentam de algas, que são fontes naturais de Ômega-3/DHA. “Porém, as gestantes devem ficar atentas já que existe também a preocupação do consumo de peixes de maneira criteriosa, uma vez que existem riscos de contaminação com metais pesados”, alerta.

A intenção da Organização Mundial da Saúde é melhorar a saúde de crianças menores de cinco anos em todo o mundo. O pediatra reforça que o leite materno é uma forma de garantir a saúde do bebê, além de imunizar contra doenças respiratórias e crônicas, problemas cardiovasculares, diabetes e hipertensão. “Muitas mamães ficam com receio de amamentar seus filhos, pois acreditam que podem fazer algo da forma incorreta e acabar por prejudicá-los, mas não há o que temer. O ideal é conversar com um especialista para entender que toda tomada de decisão deve ser alinhada em conjunto”, destaca.

Fonte: Royal DSM.