Saiba como os pais podem influenciar o temperamento de seus filhos

Todas as crianças nascem com uma personalidade e um temperamento únicos. Seu temperamento afeta a forma de se comportar e reagir às situações. Ao adotar as práticas parentais mais apropriadas para seu filho, os pais podem atenuar alguns aspectos mais difíceis de seu temperamento.

  • Os pais de crianças ansiosas, medrosas ou que se retraem diante de situações que não conhecem podem evitar se mostrar super protetores e encorajar com cuidado que seu filho explore o mundo e as oportunidades de forma cuidadosa.
  • Os pais de crianças ousadas, que se arriscam demais, podem se mostrar calorosos e afetuosos e estabelecer limites firmes e horários regulares.
  • Os pais de crianças impulsivas podem dar os parabéns por um bom comportamento (ou seja, as situações em que as crianças conseguem controlar sua impulsividade) e exercer uma disciplina suave.

Em geral, as crianças têm a tendência de apresentar um temperamento melhor quando seus pais lhes oferecem bastante apoio e afeto, estabelecem limites claros, utilizam uma disciplina positiva e atendem sistematicamente às suas necessidades.

 

 

Fonte: Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância.

 

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Saiba o que influencia na altura das crianças e como estimular o melhor desenvolvimento do seu filho

Para muitos pais, esta é uma questão que gera bastante preocupação. Ao comparar o filho com o coleguinha da mesma idade, eles notam que seu “pequeno” é realmente pequeno perto do outro, o que acaba gerando muitas dúvidas.

Porém, devemos deixar o alerta: cada criança é única em seu desenvolvimento e os pais devem ter cuidado ao ficar comparando-a com as demais.

Por outro lado, sim, é preciso observar se o seu filho não está sofrendo com algum distúrbio que está atrapalhando o perfeito desenvolvimento dele.

“Não existe um momento certo para esse tipo de diagnóstico, por isso é muito importante um acompanhamento médico regular, geralmente um bom pediatra tem condições de avaliar se o crescimento da criança está sendo adequado”, explica o ortopedista Luiz Alberto NakaoIha.

A pediatra Cátia Regina Branco da Fonseca, no entanto, ressalta que a faixa etária que mais preocupa os profissionais de saúde na questão do crescimento em estatura é a escolar, após os 6 anos de idade. E também antes da puberdade, quando o diagnóstico de alterações do crescimento em estatura podem gerar complicações psicológicas e biológicas para o adolescente.

“É nessa faixa etária, do escolar, que é possível realizar tratamentos hormonais se houver indicação médica”, frisa.

De uma forma geral,  os meninos costumam ser 13cm mais altos que as meninas. Mas essa diferença de tamanho vai aparecer mesmo depois da puberdade. Ao longo dos anos, o aumento da estatura costuma acontecer de maneira semelhante.

“A maior diferença se dá durante o período da puberdade, na qual os meninos crescem cerca de 5 a 10 centímetros a mais do que as meninas, dependendo da idade na qual as meninas apresentam a primeira menstruação”, explica Cátia.

A prática de esportes é excelente para ajudar no crescimento, pois auxilia no desenvolvimento dos ossos e dos músculos, além de dar uma força para a capacidade pulmonar e cardíaca. No entanto, para crianças, isso não tem de se tornar uma obrigação. É preciso avaliar se ela realmente pode e quer investir em alguma prática esportiva.

 

Fontes: Cátia Regina Branco da Fonseca, professora assistente doutora da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp) e médica Pediatra; Luiz Alberto NakaoIha, ortopedista.

 

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Saiba como fazer o bebê dormir a noite inteira

Os pais sabem que fazer os bebês dormirem a noite inteira não é tarefa fácil. Por inúmeras razões, principalmente nos primeiros meses de vida, o sono noturno sofre várias interrupções, seja por fome, cólicas, frio ou outros problemas.

O importante é que os pais aprendam a estabelecer uma rotina e hábitos que induzam a criança ao sono. Para ajudar nessa hora, a pediatra Fernanda Catherino dá algumas dicas:

Calmaria antes da soneca

É importante escurecer o quarto do bebê antes de colocá-lo no berço – uma forma de acostumar o seu relógio biológico a se adaptar ao dia e à noite. Outra dica é tornar o ambiente mais silencioso e calmo para que a criança consiga relaxar. Por isso, antes da soneca, evite brincadeiras que possam despertá-la.

Rotinas à risca

Os pais devem estabelecer rotinas de sono para as crianças. Em outras palavras, deve-se acostumar os pequenos a se deitarem nos mesmos horários. Trata-se de uma outra maneira de regular a hora do descanso. Um banho quentinho, uma fralda sequinha e a troca de roupa por um pijama são excelentes formas para estabelecer uma rotina.

Controle-se ao ouvir choros e resmungos

Não deixe se levar por qualquer som emitido pelo neném, principalmente quando estiver ao lado da babá eletrônica. É claro: fique atento a choros intermitentes, mas procure se controlar antes de sair correndo para vê-lo no berço. Verá que, na maioria dos casos, se não for a hora da mamada ou da troca de fralda, é apenas uma vocalização e ele voltará a dormir.

No próprio berço

Acostume os pequenos a dormirem em seu próprio berço desde os primeiros dias de vida. Na hora da soneca, evite embalá-los sempre nos braços, assim irá evitar que isso vire um costume que depois será difícil de desabituar.

Vozes da mamãe e do papai

Leia ou cante em voz suave e baixa para o pequeno, mesmo que ele tenha meses de vida. A voz dos pais costumam ser reconfortantes. Coloque o bebê no berço, sente-se um pouco distante para que ele não te veja. A técnica da leitura induz ao sono e pode ser usada por muitos anos, sem contar que é uma ótima maneira de despertar curiosidade e cultivar o hábito da leitura.

Bom senso

Os bebês costumam sentir mais frio porque o organismo deles ainda não têm maturidade para regular a temperatura do corpo, mas cuidado ao enchê-los de edredons e cobertores. Use o bom senso na hora de dormir para manter o ambiente confortável. No verão, ele também sofrerá com o calor, por isso, lembre-se de manter o ambiente arejado.

Outra dica é sempre se atentar para a saúde do seu bebê: cólicas, resfriados e assaduras podem atrapalhar o sono do pequeno. O melhor é sempre prevenir qualquer problema, para que o bebê e, consequentemente, toda a família durmam bem.

 

Fonte: Dra. Fernanda Catherino é pediatra e consultora da Netfarma.

 

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Adaptação escolar: saiba como ajudar seu filho a lidar com a mudança

Adaptar-se a uma nova rotina, horários e métodos de ensino podem gerar uma grande ansiedade e nervosismo nas crianças. Afinal de contas, não conviver mais com os colegas, professores, regras e território já conhecidos pode ser complicado inicialmente e, por isso, os pais devem preparar os pequenos para que não fiquem assustados e rejeitem a nova escola.

Em algumas situações a troca de colégio se torna necessária, já que algumas instituições não possuem o ensino fundamental, por exemplo. A psicóloga Mariane Santiago Mendes, do Hapvida Saúde, explica que neste contexto a preparação para a transição escolar deve ser realizada durante o ano letivo. “Os responsáveis devem realizar este processo juntamente com o aluno, o convidando para conhecer a nova instituição de ensino e pontuando seus fatores positivos com o objetivo de estimular a socialização ao novo ambiente escolar”.

Os sentimentos de ansiedade, estresse, medo, desmotivação e isolamento em fases de transformações acontecem independentemente da idade. “As emoções e sentimentos das crianças com relação ao processo de mudança escolar estão ligados as experiências que passaram durante a vida, resultando em vivências prazerosas ou desagradáveis”, comenta a especialista.

Estar atento aos sinais contribui para ajudar o outro a lidar melhor com a situação. Assim, sugerimos quatro dicas que podem ser consideradas na hora de auxiliar a criançada neste período de mudanças. Veja!

Escolha do novo colégio: escolher a instituição de ensino juntamente com a criança, levá-la para visitar o ambiente, como a sala de aula, áreas de lazer e refeitório, apresentar os materiais de ensino e formas de aprendizagem pode deixar o processo mais tranquilo e confortável antes do início das aulas.

Adaptação da criança: nos casos de problema com adaptação, o colégio deve avisar aos pais e continuar observando o aluno para entender como ajudá-lo. Em algumas situações, o suporte psicológico analisa os motivos da falta de adaptação, colaborando para saná-los.  Este trabalho deve ser realizado a partir da parceria entre psicólogo, responsáveis e instituição de ensino. “Os responsáveis devem escutar as duas versões: a da criança e a da escola. Caso ocorra divergências entre as histórias, em algum dos discursos, é necessário apurar com mais cautela para solucionar o ocorrido”, enfatiza a psicóloga.

Nova rotina: estabelecer uma rotina com horários para alimentação, estudos e diversão favorece para criar hábitos saudáveis, proporcionando a sensação de organização, segurança e um ambiente estável para a família, especialmente para os pequenos. “Caso a rotina escolar exija mudanças de novos horários, regras e novos professores, será preciso analisar como reajustar os horários dos estudos de forma que não comprometa as outras atividades diárias da criança”, complementa.

Primeira escola: mudanças que ocorrem de forma ríspida aumentam os riscos do sentimento de desamparo, então o estímulo a socialização da criança com outros indivíduos antes do início do ano letivo contribui para um processo de independência mais eficaz. Conhecer a escola previamente também ajudará a deixá-lo mais seguro com a novidade.

 

Fonte: Mariane Santiago Mendes, psicóloga do Hapvida Saúde.

 

Saiba como os pais podem ajudar os filhos nos estudos

Depois de um período de muito estudo e da aprovação para mais uma etapa, os pequenos não veem a hora de viajar, descansar, brincar, passar mais tempo com a família e com os amigos. Mas, nem todos podem compartilhar do mesmo sentimento.

Para quem não absorveu o conteúdo apresentado durante as aulas e, por causa disso, ficou com as temidas notas vermelhas no boletim, a hora da folga ainda demora um pouco a chegar. Será preciso ficar ainda mais um tempo na escola para cumprir a recuperação escolar e fazer novas provas. “Infelizmente, não é o que muitos alunos desejam depois de um ano intenso de provas e trabalhos escolares. Mas, para quem ainda terá mais um tempo em sala de aula, tanto os pais quanto os filhos, devem estar preparados emocionalmente para passarem juntos por todo o processo de recuperação”, afirma o diretor da Ensina Mais Turma da Mônica, Leonardo Andreoli.

Andreoli diz que, em um contexto como esse, é importante que os pais saibam diferenciar pressão de incentivo.  “É preciso estimular o estudante e, principalmente, reforçar a sua autoestima. Os pais que não conseguem agir dessa maneira acabam por pressioná-los e, consequentemente, estressá-los ainda mais. E o resultado final pode ser bem diferente do que aquele que é esperado por todos, que é a aprovação para um novo ano escolar”, explica.

De acordo com o especialista o diálogo entre pais e filhos é extremamente importante. “Deve-se falar abertamente sobre o que contribuiu para que a criança – ou o adolescente – tenha ficado em recuperação. Identificar e entender os fatores que levaram a tal situação será essencial para que, juntos, possam contornar o momento e sair dessa dificuldade”, orienta.

Outra dica é estabelecer uma rotina de estudos em casa, com um planejamento do que e quando estudar. Para isso, o ambiente deve estar calmo e, principalmente, sem discussões ou cobranças. “O estresse pode influenciar diretamente na capacidade de memorização”, diz. “Provocar a ansiedade pode ser um verdadeiro desastre. Os pais devem procurar saber como os filhos estão se sentindo, se eles estão com alguma dificuldade nos conteúdos estudados, é preciso se mostrar à disposição para ajudar no que estiverem precisando”, completa Andreoli.

“Palavras de incentivo fazem bem a todas as pessoas qualquer que seja a situação. E não seria diferente com quem está passando por um momento como a recuperação escolar. Afinal, o que tanto os pais quanto os filhos querem é que tudo saia bem para que as férias sejam aproveitadas como devem ser: com alegria e como preparação para um novo ano que está por iniciar”, finaliza Leonardo Andreoli.

 

Fonte: Leonardo Andreoli, diretor da Ensina Mais Turma da Mônica.

 

 

Separação: Como não gerar traumas nas crianças?

familia
Foto: CanStockphotos.

A separação dos pais não precisa ser algo necessariamente ruim para os filhos. Eles devem sempre ter em mente que a separação é entre o casal e os filhos devem ser poupados do estresse e das brigas. Quando isso acontece e quando a situação fica bem resolvida para ambos, a tendência é haver uma aceitação melhor por parte das crianças.

De acordo com a psicóloga Marisa de Abreu, dependendo da situação, a criança até pode sentir que essa foi a melhor decisão para a família. “Nem sempre há sofrimento, considero até mesmo possível que, conforme o caso, a própria criança perceba como sendo esta a saída mais lógica para seus pais“, explica.

Em outros casos, segundo a psicóloga, talvez não dê para evitar, mas pode ser possível amenizar sofrimentos. “Para isso é necessário deixar muito claro que a separação é apenas do casamento, mas ele continuará sendo amado pelos dois da mesma forma”, frisa.

Quando isso acontece e quando a situação fica bem resolvida para ambos, a tendência é haver uma aceitação melhor por parte das crianças.

No momento de comunicar aos filhos sobre a separação, os pais devem ter muito cuidado. As palavras devem ser simples, objetivas e, de preferência, livres de culpas ou condenações mútuas. É fundamental que o pequeno saiba que isso não vai mudar o amor que os pais têm por ele.

Vale ressaltar que nem sempre as separações terminam de forma harmoniosa. Na maioria das vezes, há discussões, brigas e ressentimentos. E os adultos devem se lembrar de que as crianças não precisam participar dessas cenas. Pelo contrário! Devem ser poupadas dos momentos tensos, pois isso acaba se tornando um fardo grande para os pequenos carregarem.

 

Texto de Rose Araujo

 

Fonte
Marisa de Abreu, psicóloga clínica

 

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