Sono constante pode ser resultado de hábitos alimentares inadequados

Algumas pessoas já se queixam de indisposição logo depois de acordar e dar início às atividades diárias. Apesar da rotina corrida de muita gente, o dia a dia agitado nem sempre é a causa do cansaço, que pode afetar tanto os adultos quanto as crianças em fase escolar. A má alimentação também pode estar por trás do problema.

Segundo o nutrólogo Fernando Bacalhau, uma dieta pobre em vitaminas, proteínas e minerais faz com que o corpo tenha menos disposição para executar as funções internas. “A ingestão de produtos industrializados, como embutidos e enlatados, pode atrapalhar a digestão por possuírem nutrientes que levam um tempo maior para serem digeridos”, afirma.

Assim, o corpo acaba tendo um gasto energético maior para metabolizá-los, causando cansaço. Produtos com excesso de açúcar e de gordura são os mais difíceis de serem digeridos. “O açúcar causa um aumento rápido da glicemia, podendo oferecer disposição, entretanto esse efeito costuma passar depressa e o indivíduo passa a sentir cansaço”.

A deficiência de vitamina C e de ferro também contribui para a queda na disposição e é causada pela baixa ingestão de frutas, verduras e legumes. Para afastar o cansaço, o ideal é evitar pular refeições e fazer lanches leves e ricos em nutrientes, priorizando portanto os alimentos naturais.

 

Fonte: Fernando Bacalhau, nutrólogo.

 

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Rotina de sono deve ser mantida durante as férias das crianças

No período de férias escolares é comum a garotada sair da rotina e acordar mais tarde e, consequentemente, ir para a cama mais tarde. Além de não ser possível recuperar as horas de sono perdidas, essa mudança repentina nos hábitos pode atrapalhar a volta às aulas porque leva semanas até que a criança se acostume a dormir cedo novamente, prejudicando o rendimento escolar.

De acordo com a consultora do sono, Renata Federighi, essas mudanças nos horários de dormir podem trazer consequências a longo prazo, afetando a concentração, o humor e a aprendizagem.

“A produção do hormônio do crescimento e da melatonina fica desregulada, provocando sono de má qualidade e causando cansaço durante o dia. É possível ter flexibilidade em relação a rotina das crianças durante as férias, mas é indicado que nos últimos dias os horários de dormir e acordar sejam mais próximos aos habituais durante o período letivo”, explica.

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(Foto: Freepik)

Para que o organismo não sofra as consequências nesse tempo, a especialista sugere algumas dicas para um sono de qualidade. Veja:

Atenção à postura

A posição de lado com dois travesseiros é a mais indicada pelos especialistas. Um deles deve apoiar a cabeça, em altura que se encaixe perfeitamente entre ela e o colchão, formando um ângulo de 90 graus no pescoço. O segundo travesseiro deve ser usado entre os joelhos, que devem estar semiflexionados, para melhor alinhamento da coluna.

Silêncio e ambiente escuro

Mantenha o ambiente escuro. A claridade interfere na produção da melatonina, o hormônio que avisa o cérebro que está na hora de dormir. Além disso, evite atividades que atrapalhem um sono profundo, como assistir TV deitado na cama, utilizar o computador ou ficar horas no celular.

Alimentos leves antes de dormir

Quanto maior a refeição noturna, maior a dificuldade de digestão. Portanto, alimente-se até três horas antes de ir para a cama e dê preferência a alimentos leves e ricos em triptofano, que ajudam na produção de melatonina

Atividades relaxantes

Procure relaxar. Até três ou quatro horas antes de deitar faça alguns movimentos tranquilos de alongamento. Ao liberar adrenalina, o exercício físico aquece e relaxa a musculatura, evitando lesões, dores musculares e problemas ortopédico.

Fonte: Renata Federighi, consultora do sono da Duoflex.

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Saiba como manter o envolvimento com a rotina escolar do seu filho

A volta às aulas é um momento de expectativa. Tudo é novo: materiais, livros, professores, conteúdos, o que contribui para o envolvimento da família e a participação mais próxima neste momento. Mas conforme o ano letivo avança, é natural que o ritmo de atenção diminua.

Para auxiliar as famílias a acompanharem a vida escolar durante todo o ano, a gerente de Pesquisa & Desenvolvimento do Itaú Social, Patrícia Mota Guedes, especialista em educação, aponta algumas ações simples, que podem ser colocadas em prática mesmo diante da correria cotidiana.

“O envolvimento da família tem impacto direto na vida escolar e no aproveitamento do aluno. A educação se pratica a qualquer tempo, em diversos espaços. Um olhar atento identifica oportunidades de conhecimento, torna o aprendizado uma atividade leve, prazerosa e ajuda a intensificar a relação entre pais e filhos”.

Algumas práticas simples contribuem para manter o envolvimento e a proximidade com a rotina escolar de crianças e jovens:

1- Participe, sempre que possível, das reuniões e encontros organizados pela escola para conhecer o que o aluno está aprendendo. A proximidade lhe permite trocar ideias com a equipe e construir laços de confiança;

2- Demonstre interesse pelo que a criança aprende. Reserve um tempinho para conversar sobre as atividades que ela realizou e peça para que conte sobre o que aprendeu. Interesse e atenção demonstram seu carinho e estimulam a criança e o adolescente;

3- O estudante passa mais tempo na escola do que com a família. Portanto, é fundamental que a família conheça bem o calendário escolar, os professores, a direção e toda a equipe que trabalha lá. Se possível, visite a escola com certa frequência, conhecer o espaço físico e as regras de convivência;

4- Ajude o aluno a manter uma rotina. Tudo tem hora: dormir e acordar, comer, estudar e até se divertir. Isso fará com que ele tenha mais concentração e aprenda a respeitar horários. Garantir o tempo adequado de sono e de dedicação aos estudos dão a ele mais disposição para um dia produtivo. Procure conhecer suas preferências e considerá-las na rotina diária; e tomem essas decisões juntos. Peça a contribuição de outras pessoas da casa quanto ao respeito a esse momento, evitando que ouçam música ou vejam televisão com o volume alto;

5- Estimule a aprendizagem e incentive o hábito de leitura. Escolha uma história de que o aluno goste, leia para ele se puder, peça para que ele leia para você e aproveite para conversarem sobre o texto. O conhecimento está também nas brincadeiras, nos jogos, na música e nos passeios. Que tal descobrir lugares novos com seu filho?

6- Conheça e participe do Conselho Escolar e da Associação de Pais e Mestres (APM). Você contribui para a melhoria da educação no País e mostra uma maneira de exercer cidadania. Outra boa prática é participar da elaboração do Projeto Político-Pedagógico (PPP), documento que detalha os objetivos e as ações do processo educativo a ser desenvolvido na escola, que deve ser elaborado com a participação da comunidade. Informe-se na própria escola sobre como participar;

7- As crianças e adolescentes devem ser orientados de que existem brincadeiras que não têm graça nenhuma, como apelidos que ofendem ou outras formas de zombar dos colegas, o chamado bullying. Se perceber que o aluno está mais agressivo ou fechado, procure a escola, pois ele pode estar sofrendo esse tipo de agressão. Mas cuidado, ele também pode ser quem comete bullying;

8- O bom desempenho escolar depende de uma condição adequada de saúde. Cuidar dos detalhes é uma forma de carinho. Procure priorizar sempre ações como ter as vacinas em dia; dar remédios somente com orientação médica; manter bons hábitos de higiene – banho, corte de unhas e limpeza das orelhas  –; levar ao dentista e ao médico regularmente e oferecer alimentação saudável;

9- As escolas devem estar preparadas para receber todas as crianças e adolescentes de forma a favorecer seu pleno desenvolvimento, oferecendo a todos as mesmas oportunidades de aprendizagem. Converse com o aluno sobre tolerância e respeito e valorização das diferenças, inclusive de raça, deficiência, gênero, orientação sexual e religião;

10- Procure conhecer as famílias dos outros alunos e dos amigos do aluno. Em momentos de descanso, como as férias ou feriados, reúna todos: pense em passeios, atividades diferentes para a família e para o grupo de amigos. É sempre divertido.

Fonte: Itaú Social.

Saiba como regular o sono das crianças na volta às aulas

Com o final do recesso escolar, é preciso restabelecer, aos poucos, a rotina de sono dos pequenos. Para os que dormiam pouco e acordavam tarde no pique das férias, é hora de fazer uma pausa e dar aquele alô para a realidade — especialistas indicam que a readaptação dos horários seja feita ainda durante os dias livres, para que as crianças não fiquem com sono durante as horas na escola.

A boa rotina de sono garante um bom funcionamento do organismo que, consequentemente, vai garantir uma capacidade melhor de aprendizado da criança e a manutenção dos níveis de secreção hormonal. Para a médica especialista em sono, Aliciane Mota, do Instituto Brasiliense de Otorrinolaringologia (IBORL), crianças que não dormem bem tendem a ficarem agitadas e com dificuldades de concentração.

“Os hábitos de meses podem ser pedidos facilmente em poucos dias ou semanas de um recesso sem regras”, ressalta. No sono, segundo a especialista, vários hormônios estão envolvidos, como por exemplo as endorfinas, serotoninas, leptina, e, principalmente, o hormônio do conhecimento, conhecido como GH e que é extremamente importante nesta fase da vida. “Esses hormônios são secretados principalmente quando se tem uma boa qualidade de sono, e se isso é alterado, toda a produção hormonal também sofre mudança”, considera Aliciane.

O tempo de sono varia de acordo com a idade da criança. Quanto mais velha, menor a quantidade de horas necessárias de repouso. “Comumente isso não é respeitado pelos adultos, já que a maioria dos pais tendem a colocar na criança a rotina da casa, uma rotina de adultos. E os pequenos acabam dormindo poucas horas, com menos qualidade e um sono mais agitado”, acrescenta. Em geral, as crianças com idade pré escolar, entre 3 e 5 anos, precisam de 13 horas de sono por dia. Enquanto as de idade entre 6 e 12 anos devem dormir ao menos 10 horas.

O exagero de atividades estimulantes como jogar vídeo game e correr, por exemplo, comuns no período de férias, pode estar entre os fatores que colaboram para uma má noite de sono para crianças. “Algumas brincadeiras estimulam demais a função cerebral e, além de atrasarem o horário de dormir, acabam causando interrupções no sono durante a noite”, finaliza a médica. A falta de rotina, mudanças de ambiente, problemas familiares e escolares também podem afetar diretamente a qualidade do sono dos pequenos.

Dicas para readaptar a rotina das crianças:

1- Leve-as para dormir mais cedo, por volta das 19h, 20 e 21h, antes de todos os adultos irem para cama;

2- Mantenha uma rotina rígida para que a criança saiba diferenciar noite e dia;

3- Sonecas durante o dia são aceitáveis, desde que não sejam exageradas e comprometam o descanso a noite;

4- Durante o dia deixe as janelas abertas e todos os sons ambientes da casa liberados, enquanto a noite, priorize um local silencioso e no quarto da criança um ambiente escuro ou com luz baixa.

Fonte: Aliciane Mota, especialista em sono do Instituto Brasiliense de Otorrinolaringologia (IBORL).

 

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Conheça a importância da rotina na vida das crianças

Assim como os adultos, as crianças também precisam de rotina em suas vidas. De acordo com a psicóloga e pedagoga Maria Drummond Gruppi, os hábitos garantem que elas não sejam pegas de surpresa.

“É claro que não há como garantir que toda a vida seja pautada por eventos que aconteçam sempre da mesma maneira, mas os mais importantes do nosso dia a dia deveriam, sim, se enquadrar dentro de uma expectativa do que irá acontecer”, conta Maria. “Devemos nos lembrar de que a criança não tem poder de decisão”, complementa.

Segundo a pedagoga, escolher causa angústia nos pequenos durante a primeira infância. Por esta razão, eles precisam saber e sentir que existe alguém decidindo por eles. Na escola, assim como em casa, é importante que a criança esteja a par do que ela irá fazer naquele dia para que possa se preparar.

“Como será o seu dia? Ela vai poder assistir desenhos na TV ao chegar em casa? O jantar vem antes ou depois do banho? São perguntas que precisam ser respondidas todas as manhãs”, ressalta.

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(Foto: Freepik)

Para ela, a criança também precisa ter momentos de ociosidade. Mas esses momentos também fazem parte da rotina. “Ela pode ter liberdade para brincar com coisas de sua preferência, desde que sejam coisas permitidas pelos pais e no horário determinado por eles”, diz Maria, com uma ressalva. “As crianças pequenas não toleram atividades com mais de 30 minutos”.

Pais organizados também são mais produtivos e este comportamento acaba sendo transmitido às crianças, simplesmente porque eles não sabem ser de outro jeito que não aquele.

Por outro lado, diz a pedagoga, é impossível que pais que não têm rotina exijam que os filhos tenham uma. “Quando as coisas saem da ordem, a tendência é que os pequenos se desorganizem emocionalmente”.

O ideal, portanto, segundo a pedagoga, é de que a criança tenha uma rotina nem tão rígida, nem imensamente tolerante. “Fugir da rotina de vez em quando, tudo bem, mas que seja uma exceção e não a regra da casa e da escola! As crianças precisam ter tranquilidade para crescer e aprender” finaliza.

 

Fonte: Maria Drummond Gruppi, psicóloga e pedagoga.

 

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Rotina em creche oferece mais estímulo para o desenvolvimento das crianças de 0 a 3 anos

Crianças de 0 a 3 anos que frequentam a creche ou vão para a casa de alguém durante o dia têm mais rotinas que estimulam o desenvolvimento do que as que ficam em casa com pais ou cuidador. Pesquisa encomendada ao IBOPE Inteligência pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, instituição que tem na primeira infância seu foco de atuação, mostra que 89% das crianças que passam o dia – ou parte dele – em creches folheiam livrinhos e ouvem histórias contadas por alguém. Para crianças que ficam em casa, o percentual cai para 62%, menor também na comparação com as que permanecem parte do dia na casa de alguém – 84%. O levantamento tem o intuito de mapear as necessidades e interesses de famílias brasileiras a respeito de questões como rotina e percepção de qualidade de creches, além de traçar um perfil dos cuidadores.

O mesmo acontece com atividades como brincar ao ar livre, que faz parte da rotina de 95% das crianças de 0 a 3 anos que frequentam creche e de apenas 81% das que passam a maior parte do tempo em casa. Diferença de 14 pontos. A pesquisa mostra ainda que estar mais tempo em casa em muitos casos não quer dizer que há interação de qualidade com adultos: apenas 67% das crianças brincam, pintam ou desenham com adultos, enquanto na creche o índice sobe 91% e na casa de outros cuidadores é de 74%.

“Existe ainda um desconhecimento sobre a importância da rotina para o desenvolvimento da criança. É importante estabelecer horário para acordar, dormir, almoçar, tomar café para que a criança se sinta segura e consiga desenvolver algumas competências socioemocionais (com organização, autonomia). Mas essa rotina tem de ser associada a atividades que estimulem seu desenvolvimento, como a leitura, a interação com adultos e a brincadeira”, explica Eduardo Marino, gerente de Conhecimento Aplicado da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. “Nesta etapa da vida, essas atividades contribuem com um componente essencial para o desenvolvimento infantil que é o afeto. É a partir da construção do vínculo, do carinho e da interação com o adulto que a criança aprende”, afirma Marino.

Sobre o desenvolvimento de crianças de 0 a 3 anos, para mais de 64%, consultas periódicas no pediatra é o item mais importante, seguido pela amamentação e o cuidado com a alimentação. O item “receber carinho e afeto” é considerado importante para apenas 17% dos entrevistados, enquanto conversar com a criança é o último item da lista, segundo as famílias.

“É importante orientar a sociedade de que desenvolvimento vai além da questão física e de saúde. A interação, o afeto, a brincadeira, a leitura são itens importantíssimos e devem ser estimulados desde antes mesmo do nascimento”, reforça Marino. A pesquisa mostra que apenas 34% dos entrevistados acreditam que a criança começa a aprender ainda dentro da barriga da mãe.

Fonte: Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.

 

 

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